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25 de Maio de 2007 - 12h51 - Última modificação em 25 de Maio de 2007 - 19h54


Lula sugere novas parcerias com países africanos e defende fim das guerras

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Ricardo Stuckert/PR
Brasília - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta embaixadores africanos por ocasião do Dia da África (25 Maio)
Brasília - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta embaixadores africanos por ocasião do Dia da África (25 Maio)
Brasília - Em comemoração ao Dia da África, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio do Planalto, 22 embaixadores africanos residentes no Brasil. Em discurso, Lula reforçou que a prioridade do governo é a aproximação com o continente e que o Brasil não “tem vocação imperialista”.

"O Brasil não tem vocação imperialista. O Brasil não quer ter vocação hegemonista. O Brasil quer ter vocação para parceria, construir juntos aquilo que precisa ser construído”, disse o presidente.

Lula sugeriu novas parcerias com os africanos como a criação de uma universidade para povos da América Latina e África e a abertura de uma filial da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no continente, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) instalou em Gana. Mas ressaltou que os africanos precisam acabar com as guerras internas para atrair investimentos estrangeiros.

"A paz é a única possibilidade que nós temos de construir o desenvolvimento. A guerra não possibilita crescimento econômico, desenvolvimento educacional, desenvolvimento tecnológico, ela possibilita injustiças. Ninguém, em sã consciência, fará qualquer projeto de investimento em um país que está em guerra.”

Lula voltou a dizer que a produção de combustível alternativo é uma forma de tirar os africanos da pobreza. Além de estreitar os laços com a África, Lula lembrou que o governo tem também adotado políticas para resgatar a auto-estima da população negra brasileira. “Não estamos fazendo nenhum favor. Quem sabe 30 anos seja pouco para que a gente possa resgatar”.

O embaixador de Camarões e representante do corpo diplomático africano no Brasil, Martin Mbarga Nguele, disse que os acordos bilaterais não são “letra morta” e que o presidente Lula conhece os problemas do povo africano. “Estamos convencidos de que o senhor é um grande africano”.

Os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e da Secretaria Especial de Políticas para a Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, participaram do encontro, além do assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Estiveram presentes os embaixadores da África do Sul, Angola, Argélia, Cabo Verde, Camarões, Côte d´Ivoire, Egito, Gabão, Gana, Guiné, Guiné Equatorial, Líbia, Marrocos, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Quênia, Senegal, Sudão, Tunísia, Zâmbia e Zimbábue.


 

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