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andredeak
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2007-07-02 16:52
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2007-07-02 16:52
Segundo o diretor de Promoção, Pesquisa e Divulgação da Cultura Afrobrasileira da Fundação Palmares, Antônio Pompêo, também é necessário discutir mais a cultura dos
afrodescendentes da América Latina: “O grande foco é trabalhar essa afrolatinidade, ter
essa interlocução com os negros afrolatinos”.
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andredeak
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2007-07-02 16:40
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2007-07-02 16:40
O raciocínio do secretário geral do Conselho Nacional de Cineclubes, João Baptista Pimentel, é simples, óbvio - e quase ninguém diz. Se praticamente todos os filmes produzidos no país são financiados com recursos públicos, devido às leis de Audivisual e Rouanet, que prevêem renúncia fiscal, por que ninguém consegue assistir às produções?
“É um absurdo o povo brasileiro ficar financiando um cinema que ele próprio não pode ver porque não tem onde passar o filme".
Segundo ele, atualmente existem mais de 150 longas-metragens nacionais inéditos por não terem espaço para serem exibidos.
Pimentel criticou o fato de mais de 80% dos filmes exibidos nas salas de cinemas convencionais serem norte-americanos. Para ele, é preciso mudar a legislação para estimular o cinema nacional.
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andredeak
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2007-07-02 16:32
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2007-07-02 16:32
Poucos do eixo Brasília-Rio-São Paulo talvez sequer tenham ouvido falar de tecnobrega - ritmo conhecidíssimo no Pará. O tecnobrega é difundido por meio dos camelôs, que vendem os discos a preços populares. Os artistas não ganham dinheiro com a venda direta do material, mas com a realização de shows – o público é atraído pelo que ouve nos discos.
“Fora dos shoppings, as novas tecnologias permitem maior disseminação dessa produção", diz o cineasta e presidente da Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural (CBDC), Geraldo Moraes.
Ou seja: multiplicam-se as pequenas gravadoras e os mecanismos de produção e distribuição independente, na contramão do domínio norte-americano de 85% dos filmes norte-americanos e das grandes transnacionais que controlam mais de 70% dos registros musicais.
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andredeak
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2007-07-02 16:22
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2007-07-02 16:22
Não foram exatamente essas as palavras, mas a mensagem era essa. Mulheres loiras, magras e jovens ainda representam um padrão de beleza
no Brasil, e é preciso aceitar e promover padrões nacionais,
como a pele negra e os cabelos cacheados.
A opinião é da
conselheira para as Nações Unidas (ONU) na Unidade de Cooperação
Especial Sul-Sul, Lala Deheinzelin.
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Julio Cruz Neto
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2007-06-29 19:30
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2008-04-10 09:26
Marcelo Yuka - Diversidade cultural
O músico e
compositor Marcelo Yuka acha que o patrimônio imaterial dos
povos indígenas foi um dos assuntos mais importantes abordados
no seminário, pela ameaça representada pela
globalização. Segundo ele, é preciso preservar
as virtudes dos povos ancestrais das Américas, tanto as que
ele chama de “subtecnológicas”, como uso de plantas e
chás, quanto “o exemplo comportamental”.
Mas Yuka, que ficou
conhecido com O Rappa e depois fundou o F.ur.t.o., acha que apesar dos
prejuízos todos sofridos pelos indígenas ao longo da
história, quem anda perdendo mais hoje em dia é o homem
branco. “A fragilidade é maior para nós, ocidentais,
de educação ortodoxa. Preservar as várias etnias
é preservar no mínimo o convívio do homem com o
seu redor. A gente não conseguiu ainda colocar nossas visões
antropológicas como as etnias indígenas colocam, e de
forma tão saudável”.
Como exemplo, citou a
recente agressão de um grupo de jovens cariocas a uma
empregada doméstica na Barra da Tijuca, como mostra o vídeo
abaixo – segundo ele, reflexo de um comportamento arrogante de
pessoas que se sentem acima da lei. E deixou, no fim desta entrevista
ao blog, um chamado à ação. “O que adianta ter
tanta informação disponível, conclusões
belíssimas como está havendo aqui, se tudo for virar
argumento para mesa de bar, para manutenção de um
status quo?”
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Julio Cruz Neto
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2007-06-29 19:11
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2007-06-29 19:11
Na
palestra que proferiu hoje, o professor Hugo Achugar, diretor
do Observatório de Políticas Culturais do Uruguai,
tirou os olhos do papel num único momento. E elevou o
tom de voz para criticar “alguns diretores de políticas
culturais” que usam conceitos dos séculos 19 e 20, que acham
que livros e exposições de formas tradicionais de arte são
suficientes. Estes não implementam, segundo ele, o que se
falou sobre digitalização durante o seminário,
as novidades “dos tempos que estamos vivendo”.
O uruguaio não
mencionou nomes nem países. Mesmo sob certa insistência,
na hora do intervalo. Disse apenas que o Brasil não está
entre aqueles onde o problema é mais grave. O grande erro
ocorre, na opinião dele, quando o Estado acha que deve
iluminar o cidadão, sem saber se este quer a luz que o Estado
tem a oferecer. Está errado, na opinião dele, o
governante que oferece arte clássica quando a população
quer tecnologia digital, quer funk.
by
Julio Cruz Neto
—
em
2007-06-29 17:35
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2007-07-02 15:51
O entrevistador do IBGE
entra na sua casa para fazer o questionário do Censo
Demográfico e, ao invés das tradicionais perguntas
sobre escolaridade, renda, bens etc, quer saber se os moradores têm
necessidades básicas culturais insatisfeitas. O diretor
do Observatório de Políticas Culturais do Uruguai, Hugo
Achugar, apresentou esta proposta em sua palestra de hoje.
Segundo
ele, é preciso fazer uma ponte entre as questões
tradicionais usadas para medir o desenvolvimento sócio-econômico,
como habitação, saneamento, saúde, e as
necessidades culturais básicas.
“Os censos atuais
medem a quantidade de TVs, rádios, computadores etc etc, mas
não medem quais as necessidades básicas insatisfeitas.
Será que não ter computador não é uma?”,
questionou o professor.
No entanto, ele pondera
que não seria o caso de implantar a noção de
pobreza cultural, “que é de difícil determinação,
argumentação, é polêmica”. Isso poderia
indicar uma distinção centrada em valores considerados
universais, o que seria instrumento de discriminação
cultural. “Por isso, preferimos centrar em necessidades básicas
culturais, não em pobreza”.
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savazoni
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2007-06-29 16:11
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2007-06-29 16:11
Representantes de 13
países das Américas participaram das discussões
sobre Diversidade Cultural que ocorreram de quarta até hoje de manhã (29).
As repórteres Kelly Oliveira e
Isabela Vieira foram atrás dessas autoridades, para
saber um pouco mais sobre os desafios que estão sendo enfrentados
nos países do continente.
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Julio Cruz Neto
—
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2007-06-29 12:23
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2007-06-29 14:36
Marcelo Yuka, o baterista e letrista que foi de O Rappa antes de fundar o F.ur.t.o, está aqui. Acostumado a defender causas como a paz e o desarmamento, veio a Brasília para acompanhar o seminário. Eu e a Janaína Rocha, que relembrou seus tempos de repórter musical, tivemos uma conversa ótima com ele.
Entre uma série de reflexões sobre cultura, violência, exclusão social e outros assuntos, Yuka fez uma comparação entre a Barra (bairro do Rio onde um grupo de jovens espancou uma empregada doméstica outro dia) e Brasília (onde um índio foi queimado anos atrás).
Segundo ele, são lugares onde as pessoas têm o péssimo hábito de perguntar "Você por acaso sabe quem eu sou?" quando são questionadas sobre algo que fizeram. Está gravado. Logo mais, vamos colocar o vídeo aqui no blog.
by
Julio Cruz Neto
—
em
2007-06-29 12:08
last modified
2007-06-29 12:08
Hugo Achugar falou
também sobre os fluxos culturais, disse que deveriam ocorrer em
ambos os sentidos, o que não é o caso hoje em dia.
Exemplo: há mais traduções de obras em inglês,
francês e alemão do que em italiano, espanhol,
catalão... Ele considera essa percepção
fundamental na elaboração de políticas públicas
e alertou que o pensamento único representa um perigo para a
diversidade cultural.