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andredeak
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2007-06-26 20:10
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2007-06-26 20:10
O Brasil será sede, nesta semana (de 27 a 29 de junho), do
Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural, que vai debater o
desafio da coexistência harmoniosa de grupos humanos e culturas
diversificadas.
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andredeak
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2007-06-26 20:13
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2007-06-26 20:13
Em cada painel, uma palestra vai
iniciar o tema e, em seguida, países-membros da OEA vão
contar como trabalhar a questão na prática, mostrando
experiências de políticas públicas, programas e
ações governamentais que deram certo em seu país.
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andredeak
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2007-06-26 20:15
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2007-06-26 20:15
A televisão brasileira precisaria garantir a inclusão da cultura
popular na programação de todos os canais. Os filmes nacionais deveriam
estar em todas as salas de cinema do país e os livros deveriam ser
distribuídos, copiados ou emprestados sem restrições de direitos
autorais.Isso é o que defende a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.
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savazoni
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2007-06-27 11:33
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2007-06-27 11:49
Começando a postar. Direto do Seminário de Diversidade Cultural.
Destacando do que disse André Frenete, presidente da Comissão Interamericana de Cultura, alternando-se do inglês para o francês, o que pode ser considerado mais interessante para o cidadão brasileiro.
Para ele, os desafios principais são dois:
Capacitar as sociedades para promover o crescimento econômico e o desenvolvimento por meio da cultura, que já é responsável por 7% da geração de riqueza mundial. "Até pequenos projetos podem ter grandes impactos".
Promover projetos criativos junto a comunidades jovens, para superar os riscos sociais que marcam o nosso continente. "A cultura e a indústria da cultura mobilizam a juventude".
Para ele, que participou do encontro Unesco, ocorrido na semana passada, para começar a tirar do papel a Convenção de Diversidade Cultural, aprovada em 2005, o seminário ocorre em momento importante, pela sua relação com a agenda política mundial.
Entre outras medidas concretas, segundo Frenete, o comitê gestor da diversidade cultural está trabalhando na construção de um fundo internacional de promoção da cultura. O Brasil faz parte do grupo, ao lado de outros 23 países.
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savazoni
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2007-06-27 14:51
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2007-06-27 15:23
O discurso do ministro da Cultura, Gilberto Gil, causou forte impacto nos participantes do Seminário Internacional de Diversidade Cultural, que começou hoje em Brasília. O ministro foi aplaudido por cerca de três minutos. Cena semelhante ocorreu no encerramento do 1º Fórum Nacional de TVs Públicas, pouco mais de um mês atrás. Daqui a pouco, vamos subir trechos do discurso do ministro em vídeo. Enquanto isso, fique com a primeira matéria produzida pela Agência Brasil.
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savazoni
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2007-06-27 15:01
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2007-06-27 15:01
Ao término de seu discurso, o ministro da Cultura Gilberto Gil listou dez pontos para a elaboração de uma política de promoção da diversidade cultural no continente, como contribuição ao debate.
No blog oficial do encontro, a blogueira Bianca Santana faz um resumo dos dez tópicos:
"1. construção de políticas abrangentes que tomem a cultura em sentido amplo, de estético a antropológico;
2. gerar políticas culturais que contribuam com o sistema educacional;
3. reconhecer a formação cultural e lingüística do continente;
4. incorporar sistemas de comunicação que potencializem a produção de
conteúdo por todos. Colocar o lema: muitos conteúdos para cada
espectador;
5. desenvolver a economia da cultura;
6. ampliar o termo de tecnologia, para que abranja a tecnologia
produzida pelos povos tradicionais e demais coletividades. Tirar a
hierarquia da relação entres os diferentes saberes;
7. preservar e pesquisar a pré-história de nosso continente. Mudar a visão colonial que temos da nossa história;
8. estabelecer políticas culturais afirmativas para reverter as marcas
da escravidão, abandoando o discurso abstrato da meritocracia;
9. rever, regular e limitar a proteção a direitos autorais. O direito
de autores e investidores deve estar em equilíbrio com o direito de
acesso;
10: caracterizar a paz como valor cultural, assim como é a liberdade e a democracia.
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savazoni
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2007-06-27 15:11
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2007-06-27 20:10
O jornalista francês Ignácio Ramonet, do Le Monde Diplomatique, um dos
mais respeitados teóricos da comunicação da atualidade, fez a primeira
palestra do Seminário Internacional de Diversidade Cultural.
Em
síntese, Ramonet abordou os impactos da globalização na cultura
contemporânea e na organização das comunicações. A globalização, para
ele, é a ocidentalização do mundo e a superação dessa condição exige
que os estados nacionais ajam para proteger a diversidade de culturas
dentro de seu território.
Para promover e proteger a diversidade
cultural, Ramonet defende a diversidade midiática. Ou seja, mais e mais
democráticos meios de comunicação.
Também defendeu que os
estados nacionais valorizem a Convenção sobre a Diversidade Cultural,
da Unesco, como fazem com os mecanismos da Organização Mundial
do Comércio (OMC) e de outras instituições multilaterais.
Se os governos
fizerem isso, terão elementos para defender suas culturas, como fez, no
exemplo citado por Ramonet, a Coréia do Sul, país que superou o
subdesenvolvimento por meio de políticas de proteção e valorização da
cultura nacional. "A Coréia foi
uma colônia japonesa até 1945, sua cultura foi quase aniquilada. Hoje,
as séries coreanas de televisão são idolatradas no Japão".
A
convenção, na avaliação do jornalista, é a forma de os estados
nacionais agirem em seu próprio benefício sem serem acusados de
protecionistas. "Diante das ameaças de ocidentalização do mundo, é cada
vez mais
legítimo pensarmos formas de proteção da cultura. É cada vez mais
importante que
os países que desejam proteger sua diversidade cultural, seus grupos
minoritários, ajam nesse sentido", disse.
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andredeak
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2007-06-27 15:41
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2007-06-27 19:23
Se a nova TV pública quiser um programa sobre a África - já que boa parte dos brasileiros descende de lá -, será possível abrir licitação, por edital, muitos concorrem e essa programação será feita. Esse é o exemplo citado pelo ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. Ele não esteve no seminário, mas a declaração tem bastante relação com o tema.
"Talvez a coisa mais fantástica da TV pública será a contratação de produção independente nessa magnitude", disse.
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savazoni
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2007-06-27 17:01
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2007-06-27 21:23
Na abertura do seminário, foi exibida, no telão, uma fala do ex-todo poderoso da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan.
Tentamos subir o vídeo para a página, mas não obtivemos permissão. Segundo os organizadores do seminário, Annan não liberou o vídeo para difusão pela internet, demonstrando que ainda não incorporou os conceitos de liberdade do conhecimento que marcam a gestão da cultura no Brasil.
Segue a íntegra, em texto, da fala:
“Excelências, senhoras e senhores
Estou feliz por ter essa oportunidade para lhes passar uma rápida mensagem por ocasião do Seminário Internacional de Diversidade Cultural. Nós todos compartilhamos a percepção de que nosso mundo esta diante de desafios únicos. É da natureza humana acreditar que o momento que vivemos é absolutamente único. Isso é parcialmente verdadeiro, mas de fato, as raízes dos desafios de hoje não são muito diferentes de tempos anteriores.
Desde quando a sociedade começou a refletir sobre ética e valores a questão da identidade sempre esteve presente, nós tendemos a olhar para nós mesmos a partir das nossas diferenças com os outros. Fazendo isso, normalmente perdemos a visão do que a humanidade tem em comum e do que é essencial. Cultura é um importante símbolo de identidade e pertencimento. A atual onda de globalização tem exacerbado o sentimento de que somos diferentes. Certamente somos. Globalização deveria levar à diversidade cultural e não à homogeneização. Deveria ser um processo de redefinição criativa que juntasse tradições globais e locais.
Devemos reconhecer a integridade e autonomia das diferentes culturas locais e nacionais. Acessórios de confiança e energia para as pessoas do mundo todo. Deveríamos fazer mais para proteger direitos culturais incluindo diversidade cultural como chave para os direitos humanos fundamentais.
Por tudo isto, estou feliz que meu grande amigo, Ministro Gilberto Gil, ele mesmo, um reconhecido símbolo da diversidade, deu todo seu apoio a este Seminário sobre Diversidade Cultural organizado sob os auspícios da Organização dos Estados Americanos.
Não teria um melhor lugar a não ser o Brasil para a realização deste Seminário. Um país com ricas e diversas culturas, para energizar vossas discussões e deliberações.
Desejo-lhes todo sucesso e esperança para que nasçam ai novas contribuições para a Paz Mundial.