by
Emerson Luis
—
em
2008-04-18 11:49
last modified
2008-04-18 16:43
A solidariedade digital vai além
do compartilhamento dos códigos no FISL.
Na sala de imprensa, local em que
jornalistas e fotógrafos se amontoam para enviar textos,
imagens e vídeos para seus sites e jornais, a conexão
WiFi montada pela PUC- RS não funciona bem, e os cabos azuis
de rede não são suficientes para as quase 30 pessoas
que circulam por aqui.
Cesar Cardoso, hacker e geek em plantão
permanente na Internet, emprestou seu AP (acess point) particular para
o pessoal. Agora, um dos pontos azuis está ligado no AP, que
gera a rede WiFi para todos.
O problema: os milhares de hackers e
geeks também presentes no evento irão fatalmente
descobrir este ponto. E então começa outra batalha por
mais conectividade.
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Mário Marco
—
em
2008-04-18 11:59
last modified
2008-04-19 23:07
No final da noite de ontem (17) participei da palestra sobre
Plone (Sistema Gerenciador de Conteúdo livre e de código aberto) dirigida por Fábio Rizzo.
Todos estávamos cansados pela corrida da imprensa o dia todo, mas seguimos em
frente e fui, com a companhia do colega de trabalho Anderson, para sala. Logo de
início, Fábio Rizzo explicou que, até hoje, o Plone é pouco conhecido até mesmo nas
comunidades de software livre. Isso fez com que ele e sua equipe de exposição mudassem
o escopo de toda a palestra, baixando o nível de dificuldade da palestra de
avançado para iniciante.
Foi dito que muitas foram as vitórias, começando com o
reconhecimento da tecnologia a partir do próprio governo e depois pelas
empresas privadas.
Empresas como NASA, Embrapa, Correios, Radiobras e UnB já adotaram a iniciativa de usar o Plone como portal, intranet e até ferramenta
de desenvolvimento, indo muito além do simples gerenciar de conteúdos.
E, com isso, o Plone 3 vem com o título de ECMS.
Durante toda a palestra pude perceber como a comunidade de
Plone é unida, extremamente prestativa e acolhedora, sendo isso bom para que a
comunidade continue reciclando, aumentando e, por fim, gerando “uma massa
cinzenta” que possa melhorar continuamente a tecnologia.
Eles disseram que até fóruns específicos para Plone e outros
meio de convidar pessoas para se integrar são feito, tudo com o intuito de aumentar o
grupo.
Por fim, sem falar sobre aspectos técnicos, pretendo, em
outro post, colocar a palestra deles com alguns apontamentos. Tivemos um rápido brainstorm
ou bate papo com o pessoal do Globo.com sobre o vignette, CMS usados por eles e
o Plone como solução de código aberto.
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Emerson Luis
—
em
2008-04-18 15:19
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2008-04-18 17:05
Marcos Mazzoni, presidente do Serpro,
passou pela sala de imprensa para conversar com os jornalistas. Na
pauta, os projetos da estatal como prestadora de serviços
públicos e a ampliação de Software Livre em sua
estrutura.
Um dos jornalistas presentes perguntou
para Mazzoni se a saída de Sérgio Amadeu da presidência
do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação
(ITI), em 2005, afetou o avanço do Software Livre no governo
federal. Em tempo: Sérgio Amadeu sempre foi o grande
motivador dos gestores públicos para adoção de
SL mais rápida pelos orgãos de governo.
Para Mazzoni, a saída do Sérgio
Amadeu da presidência do ITI em 2005 não afetou a adoção
de software livre e os diversos órgãos mantiveram seus
cronogramas de mudança de sistemas. A política estava
desvinculada da gestão técnica para diversos gestores
responsáveis pelas estruturas de tecnologia da informação.
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Emerson Luis
—
em
2008-04-18 16:31
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2008-04-19 11:56
É o que diz Chico Fedora,
implementador social do programa Gesac, sobre a distribuição
customizada para uso exclusivo nos telecentros do programa
espalhados pelo Brasil.
Atualmente o Gesac possui 3530
telecentros, todos conectados à Internet via satélite.
Para atuar nestas comunidades, 27 implementadores sociais estão
espalhados pelo país.
Para facilitar a implementação
de sistemas nos telecentros, os técnicos do projeto criaram
sua própria distribuição, baseada no popular
Ubuntu, uma das distros * Linux mais amigáveis para qualquer
usuário que deseja migrar seu sistema operacional.
A distribuição do Gesac
pode ser utilizada por qualquer programa de inclusão digital,
público ou privado. Para facilitar a instalação
em redes com máquinas mais antigas, os técnicos do
programa “enxugaram” a distro para que ela coubesse em um CD
comum, de 700 megas.
Guto Carvalho, implementador social do
Gesac, disse na sua palestra que essa diminuição foi
necessária pois muitos telecentros não tem periféricos
de DVD para rodar a instalação.
Em testes feitos com uma rede de 20
máquinas, cada uma com 64 megas de mémória RAM,
o funcionamento da rede foi suficiente para realizar oficinas de
aplicativos, como a suíte de escritório Open Office.
Para entrar em contato com a equipe,
baixar a distro e obter mais informações visite
oca.idbrasil.org.br/distro
* Significado: Distribuição, termo usado para o Linux.
by
Mario Marco e Danielle Almeida
—
em
2008-04-18 17:13
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2008-04-18 20:16
Dividida em três partes, chamadas Hora Ginga, a palestra
sobre essa tecnologia de TV Digital foi bastante concorrida e lotou o auditório
não só na primeira Hora Ginga, como nessa segunda que nós acompanhamos.
O Ginga é o único middleware (nome dado a um sistema ou
software que serve como um intermediador) desenvolvido com software livre e a
novidade é que ele permite mandar vídeos e áudios com alta qualidade (HDTV),
além de enviar dados, como informação de programação ou informações interativas.
Marcelo Ferreira Moreno, coordenador técnico do Laboratório
de TeleMídia da PUC-Rio, defendeu que o Ginga oferece oportunidades não só para
emissoras de televisão, agências de notícias ou publicidade e produtoras de
audiovisual, mas também para serviços de governo (Receita Federal, INSS, MEC),
serviços financeiros como bancos, comércio eletrônico (e-commerce), instituição
de ensino à distância, TVs comunitárias, produtoras independentes,
desenvolvedores de jogos e de middleware que possam melhorar ainda mais a
interatividade e os serviços.
Ele explicou que o Ginga como software livre permite a intermediação das
cadeias de radiodifusão interativa e os aparelhos de radiodisusão ou internet.
Ou seja, o Ginga oferece uma comunicação entre fornecedores de serviços, como
emissoras de TV, bancos etc e o público.
De acordo com o Moreno, testes com tecnologia de TV Digital
para a TV Pública já ocorrem. O exemplo dado por ele foi o caso da Caixa
Econômica Federal, que mostrou uma consulta e aquisição de serviço através
da TV digital.
by
Danielle Almeida Pereira
—
em
2008-04-18 18:06
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2008-04-18 18:06
Após dez anos de experiência na Espanha, o Campus Party
mudou de endereço e veio ao Brasil pela primeira vez em fevereiro deste ano. O
evento de internet, considerado o maior do mundo, durou sete dias e reuniu 92
mil pessoas em São Paulo.
Marcelo D´Elia Branco, coordenador do Projeto Software Livre,
disse que o maior atrativo no evento espanhol era o acesso banda larga de 5
gigas. No caso brasileiro, segundo ele, o Campus Party funcinou como uma rede
de pessoas que possibilitou a interação de “gente que aponta as tendências de
futuro da internet”. Para ele, o evento foi "uma cidade tecnológica que apontou
o futuro".
Branco defendeu a realização do Campus Party no Brasil devido aos
50 milhões de internautas brasileiros que participam de todas as redes sociais de
relacionamento e ocupam posição de destaque nessas redes. Também pela área
científica, nas áreas de software livre e Robótica.
De forma bastante descontraída, o coordenador citou o interesse
da grande imprensa pelo assunto- bastante criticado pelos veículos mais
conservadores, especialmente quando se fala em pirataria.
Branco afirma que o Campus Party conseguiu mostrar à
imprensa que a troca de informações não é crime e comemora a difusão dessa idéia
pelos grandes veículos de comunicação.
O espírito de compartilhamento do Campus Party permanece após o evento na internet, em diversos blogs que trataram do assunto, bem como vídeos postados no You Tube e fotos, no Flickr.
by
Mário Marco
—
em
2008-04-18 19:04
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2008-04-19 22:49
À princípio, você que está lendo pode se perguntar: "Quem é esse 'cabra'?"
Simples!
Ele "é O cara". Mas para chegar a esta afirmação, digo que, no início de toda história, foi bem diferente.
Flashback:
Emerson aparece falando da importância de conhecer um tal de Júlio Neves, o "cobra" do Shell. Depois fui entender que se tratava de um trocadilho.
Mais tarde, encontro-me com um senhor maduro, muito bem humorado e de voz forte. Nos cumprimentamos e sentamos para papear. Bingo! Descobri durante o papo que ele adorava fazer isso com os colegas de trabalho.
Começamos com o básico; perguntei sobre o que ele trabalhava e onde atualmente trabalhava. Ele me contou que trabalhava com Script Shell e que se especializara em construir processos e até programas com apenas uma linha de código e salientou que toda vez que um jovem o via (ele usou o termo coroa para si) se assustava, não só pela idade, mas pela facilidade de resolver os problemas e necessidades programáveis através de códigos bem sintéticos.
Sua vida é rica e os detalhes profissionais se mesclam com uma "idade das trevas digital", que ocorreu, segundo ele, no fim da década em que o Brasil supria 70% do mercado de tecnologia da informação da época.
Neves conta que o Brasil não passará por isso novamente, acreditando na consciência das comunidades de programação e no código livre.
Além de fatos históricos, ele falou de outras curiosidades como o SOX - Sistema Operacional X - uma máquina virtual da década de 80, provavelmente a primeira a ser criada no mundo.
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Danielle Almeida Pereira
—
em
2008-04-18 21:03
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2008-04-22 14:42
No Fisl do ano passado, David Cavallo, um dos principais
pesquisadores do Laboratório do Futuro da Aprendizagem do Instituto de
Tecnologia de Massachusets (MIT, Massachusetts Institute of Technology), disse
que o Brasil será modelo de educação digital infantil em
países pobres.
Ele se referia à parceria do governo
federal junto ao MIT para realizar o projeto OLPC (One Laptop Per
Child), ou UCA aqui no Brasil (Um Computador por Criança). A idéia é levar computadores
portáteis às escolas públicas como forma de inovar no ensino.
Um projeto piloto é desenvolvido aqui no Sul pelo Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Léa da Cruz Fagundes é
coordenadora de pesquisas do LEC e pesquisadora em informática educativa.
Em palestra sobre educação e inclusão digital, a
pesquisadora falou de um fracasso generalizado do ensino e diz que a escola não
está incluída na cultura digital.
“A escola continua conservadora. Precisamos saber o que conservar
e o que inovar”. Fagundes defende que essa inovação passa pela mudança dos
professores e deve acontecer na prática educacional de forma mais ampla.
Ela diz que o Brasil está entre os piores no ranking de ensino
do mundo, mas que precisamos discutir como mudar isso, como mudar a concepção
da educação e defende que os “métodos de inovação devem ser criativos”, daí a
importância do desenvolvimento de softwares livres.
De acordo com Juliano Bittencourt, coordenador tecnológico
no LEC, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu possui 350 computadores para
alunos e professores. Bittencourt afirma que está em licitação e que o governo
federal deve comprar 150 laptops no ano que vem.
Segundo ele, há desafios para se ampliar o projeto por causa
do número de alunos no país- 33 milhões no ensino fundamental.
O último modelo de laptop para o projeto custa hoje U$ 185. Mas,
para ele, há previsão de baixar o custo ainda este ano.
by
Danielle Almeida
—
em
2008-04-19 01:14
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2008-04-19 11:41
Apesar de ter estado nesta sexta-feira aqui em Porto Alegre para
cumprir agenda particular, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou
do Fisl 9.0. Há algumas semanas, Lula manifestou interesse em acompanhar o
fórum.
Outra presença do Executivo esperada por aqui era a do
ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.
Confirmado para palestra sobre futuros digitais, Unger cancelou de última hora.Lula
O presidente não vai ao Fisl e ainda manda um mensagem para fazer propaganda das ações do governo federal?! Uma pena. Mas é compreensível, afinal, software livre não ganha eleição, mas a Dilma pode ganhar.
by
Danielle Almeida Pereira
—
em
2008-04-24 17:52
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2008-04-24 17:52
Durante o Fisl desse ano foi lançado o Mercado Público Virtual,
que reúne, em um cadastro único, prestadores de serviços das soluções
disponibilizadas no Portal do Software Público. A iniciativa é desenvolvida
pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a
Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento
e outros órgãos do governo federal, universidades e associações.
Para o gerente de Inovações Tecnológicas da SLTI, Corinto Meffe, o Mercado
Público Virtual vai transformar a contratação na área de tecnologia da
informação. Isso porque, segundo ele, o sistema torna possível que “se conheça
o ofertante, o demandante e o prestador de serviço de acordo com o que ele faz
na comunidade [virtual de desenvolvedores de software livre]”.
Meffe explica que a criação do Mercado Público Virtual veio
para atender uma demanda reprimida da sociedade “que gerava volume de negócios
na ponta, principalmente para as pequenas empresas”.
“A própria empresa aponta e os demandantes começam a criar relações entre eles
e nós fizemos um catálogo, tipo um guia de serviço, e quem está demandando pode
entrar em contato direto com a empresa. O que a gente tem é uma aproximação
entre demanda e oferta”, explica.
Segundo o gerente, no dia 5 de maio, o governo federal vai
homologar esse cadastro de prestadores de serviços. Meffe diz que, após essa
homologação, a idéia é criar uma espécie de agência nacional de treinamento,
pois será aberto um cadastro para empresas que ofereçam capacitação para
profissionais desenvolverem software livre.
Ele conta, ainda, que vai haver uma ouvidoria para receber
reclamações e problemas entre os membros do mercado.
Corinto Meffe adianta que esse cadastro vai possibilitar
também linhas de financiamento exclusivas para melhoria da qualidade das
soluções. Uma linha de financiamento para municípios está em estudo.