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Mário Marco
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2008-04-18 11:59
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2008-04-19 23:07
No final da noite de ontem (17) participei da palestra sobre
Plone (Sistema Gerenciador de Conteúdo livre e de código aberto) dirigida por Fábio Rizzo.
Todos estávamos cansados pela corrida da imprensa o dia todo, mas seguimos em
frente e fui, com a companhia do colega de trabalho Anderson, para sala. Logo de
início, Fábio Rizzo explicou que, até hoje, o Plone é pouco conhecido até mesmo nas
comunidades de software livre. Isso fez com que ele e sua equipe de exposição mudassem
o escopo de toda a palestra, baixando o nível de dificuldade da palestra de
avançado para iniciante.
Foi dito que muitas foram as vitórias, começando com o
reconhecimento da tecnologia a partir do próprio governo e depois pelas
empresas privadas.
Empresas como NASA, Embrapa, Correios, Radiobras e UnB já adotaram a iniciativa de usar o Plone como portal, intranet e até ferramenta
de desenvolvimento, indo muito além do simples gerenciar de conteúdos.
E, com isso, o Plone 3 vem com o título de ECMS.
Durante toda a palestra pude perceber como a comunidade de
Plone é unida, extremamente prestativa e acolhedora, sendo isso bom para que a
comunidade continue reciclando, aumentando e, por fim, gerando “uma massa
cinzenta” que possa melhorar continuamente a tecnologia.
Eles disseram que até fóruns específicos para Plone e outros
meio de convidar pessoas para se integrar são feito, tudo com o intuito de aumentar o
grupo.
Por fim, sem falar sobre aspectos técnicos, pretendo, em
outro post, colocar a palestra deles com alguns apontamentos. Tivemos um rápido brainstorm
ou bate papo com o pessoal do Globo.com sobre o vignette, CMS usados por eles e
o Plone como solução de código aberto.
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Emerson Luis
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2008-04-18 16:31
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2008-04-19 11:56
É o que diz Chico Fedora,
implementador social do programa Gesac, sobre a distribuição
customizada para uso exclusivo nos telecentros do programa
espalhados pelo Brasil.
Atualmente o Gesac possui 3530
telecentros, todos conectados à Internet via satélite.
Para atuar nestas comunidades, 27 implementadores sociais estão
espalhados pelo país.
Para facilitar a implementação
de sistemas nos telecentros, os técnicos do projeto criaram
sua própria distribuição, baseada no popular
Ubuntu, uma das distros * Linux mais amigáveis para qualquer
usuário que deseja migrar seu sistema operacional.
A distribuição do Gesac
pode ser utilizada por qualquer programa de inclusão digital,
público ou privado. Para facilitar a instalação
em redes com máquinas mais antigas, os técnicos do
programa “enxugaram” a distro para que ela coubesse em um CD
comum, de 700 megas.
Guto Carvalho, implementador social do
Gesac, disse na sua palestra que essa diminuição foi
necessária pois muitos telecentros não tem periféricos
de DVD para rodar a instalação.
Em testes feitos com uma rede de 20
máquinas, cada uma com 64 megas de mémória RAM,
o funcionamento da rede foi suficiente para realizar oficinas de
aplicativos, como a suíte de escritório Open Office.
Para entrar em contato com a equipe,
baixar a distro e obter mais informações visite
oca.idbrasil.org.br/distro
* Significado: Distribuição, termo usado para o Linux.
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Mario Marco e Danielle Almeida
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2008-04-18 17:13
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2008-04-18 20:16
Dividida em três partes, chamadas Hora Ginga, a palestra
sobre essa tecnologia de TV Digital foi bastante concorrida e lotou o auditório
não só na primeira Hora Ginga, como nessa segunda que nós acompanhamos.
O Ginga é o único middleware (nome dado a um sistema ou
software que serve como um intermediador) desenvolvido com software livre e a
novidade é que ele permite mandar vídeos e áudios com alta qualidade (HDTV),
além de enviar dados, como informação de programação ou informações interativas.
Marcelo Ferreira Moreno, coordenador técnico do Laboratório
de TeleMídia da PUC-Rio, defendeu que o Ginga oferece oportunidades não só para
emissoras de televisão, agências de notícias ou publicidade e produtoras de
audiovisual, mas também para serviços de governo (Receita Federal, INSS, MEC),
serviços financeiros como bancos, comércio eletrônico (e-commerce), instituição
de ensino à distância, TVs comunitárias, produtoras independentes,
desenvolvedores de jogos e de middleware que possam melhorar ainda mais a
interatividade e os serviços.
Ele explicou que o Ginga como software livre permite a intermediação das
cadeias de radiodifusão interativa e os aparelhos de radiodisusão ou internet.
Ou seja, o Ginga oferece uma comunicação entre fornecedores de serviços, como
emissoras de TV, bancos etc e o público.
De acordo com o Moreno, testes com tecnologia de TV Digital
para a TV Pública já ocorrem. O exemplo dado por ele foi o caso da Caixa
Econômica Federal, que mostrou uma consulta e aquisição de serviço através
da TV digital.
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Danielle Almeida Pereira
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em
2008-04-18 18:06
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2008-04-18 18:06
Após dez anos de experiência na Espanha, o Campus Party
mudou de endereço e veio ao Brasil pela primeira vez em fevereiro deste ano. O
evento de internet, considerado o maior do mundo, durou sete dias e reuniu 92
mil pessoas em São Paulo.
Marcelo D´Elia Branco, coordenador do Projeto Software Livre,
disse que o maior atrativo no evento espanhol era o acesso banda larga de 5
gigas. No caso brasileiro, segundo ele, o Campus Party funcinou como uma rede
de pessoas que possibilitou a interação de “gente que aponta as tendências de
futuro da internet”. Para ele, o evento foi "uma cidade tecnológica que apontou
o futuro".
Branco defendeu a realização do Campus Party no Brasil devido aos
50 milhões de internautas brasileiros que participam de todas as redes sociais de
relacionamento e ocupam posição de destaque nessas redes. Também pela área
científica, nas áreas de software livre e Robótica.
De forma bastante descontraída, o coordenador citou o interesse
da grande imprensa pelo assunto- bastante criticado pelos veículos mais
conservadores, especialmente quando se fala em pirataria.
Branco afirma que o Campus Party conseguiu mostrar à
imprensa que a troca de informações não é crime e comemora a difusão dessa idéia
pelos grandes veículos de comunicação.
O espírito de compartilhamento do Campus Party permanece após o evento na internet, em diversos blogs que trataram do assunto, bem como vídeos postados no You Tube e fotos, no Flickr.
by
Danielle Almeida Pereira
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2008-04-18 21:03
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2008-04-22 14:42
No Fisl do ano passado, David Cavallo, um dos principais
pesquisadores do Laboratório do Futuro da Aprendizagem do Instituto de
Tecnologia de Massachusets (MIT, Massachusetts Institute of Technology), disse
que o Brasil será modelo de educação digital infantil em
países pobres.
Ele se referia à parceria do governo
federal junto ao MIT para realizar o projeto OLPC (One Laptop Per
Child), ou UCA aqui no Brasil (Um Computador por Criança). A idéia é levar computadores
portáteis às escolas públicas como forma de inovar no ensino.
Um projeto piloto é desenvolvido aqui no Sul pelo Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Léa da Cruz Fagundes é
coordenadora de pesquisas do LEC e pesquisadora em informática educativa.
Em palestra sobre educação e inclusão digital, a
pesquisadora falou de um fracasso generalizado do ensino e diz que a escola não
está incluída na cultura digital.
“A escola continua conservadora. Precisamos saber o que conservar
e o que inovar”. Fagundes defende que essa inovação passa pela mudança dos
professores e deve acontecer na prática educacional de forma mais ampla.
Ela diz que o Brasil está entre os piores no ranking de ensino
do mundo, mas que precisamos discutir como mudar isso, como mudar a concepção
da educação e defende que os “métodos de inovação devem ser criativos”, daí a
importância do desenvolvimento de softwares livres.
De acordo com Juliano Bittencourt, coordenador tecnológico
no LEC, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu possui 350 computadores para
alunos e professores. Bittencourt afirma que está em licitação e que o governo
federal deve comprar 150 laptops no ano que vem.
Segundo ele, há desafios para se ampliar o projeto por causa
do número de alunos no país- 33 milhões no ensino fundamental.
O último modelo de laptop para o projeto custa hoje U$ 185. Mas,
para ele, há previsão de baixar o custo ainda este ano.
by
Danielle Almeida Pereira
—
em
2008-04-19 13:22
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2008-04-19 13:22
A afirmação é deSérgio Amadeu da Silveira, sociólogo
e doutor em Ciência
Política pela Universidade de São Paulo. Durante a palestra “Internet
sob ataque: as tentativas de controle da rede e o combate à cultura hacker”,
Amadeu afirmou que há uma guerra pelo controle das possibilidades de
desenvolvimento na rede.
Segundo ele, a rede nasce da falta de controle sobre ela. Para
o professor, a internet está em construção e a cultura hacker tem influência
sobre ela. Ou seja, “a internet cresceu com base na liberdade. Na internet não
se cria conteúdo, formato, se cria tecnologia”.
Internet não tem cultura da permissão, tem cultura da
liberdade de criação”. Amadeu defende que todos os grandes grupos de direitos
autorais querem disputar o mercado das grandes redes e não se baseiam no
compartilhamento, mas no broadcast (distribuição).
Para manter o controle da rede, de acordo com o sociólogo,
essas empresas criminalizam o P2P- uma tecnologia para estabelecer uma espécie
de rede de computadores virtual. Para
exemplificar, ele critica o presidente francês, Nicolas Sarkozy, pela
tentativa de controle da rede. E cita caso da transmissão de um show da banda
Pearl Jam que foi interrompida após o vocalista ter criticado o presidente
norte-americano, George W. Bush.
Amadeu defende o direito ao anonimato na rede. “A base da
democracia é essa”. E criticou ainda projeto do senador Eduardo Azeredo
(PSDB-MG) que pretende responsabilizar as empresas que não identificarem os usuários.
by
Danielle Almeida Pereira
—
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2008-04-20 01:21
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2008-04-20 01:21
A nona edição do Fórum
Internacional de Software Livre chegou ao fim neste sábado (19). O evento, que
começou no dia 17 em Porto Alegre (RS), reuniu mais de 7 mil participantes de
21 países. Segundo a organização, este foi o maior público desde 2000, quando
foi realizada a primeira edição do fórum.
Foram quase 300 palestras e, nesses três dias, professores, estudantes, empresários,
pesquisadores e especialistas puderam compartilhar conhecimentos sobre o
software livre, além de discutir, divulgar e buscar melhorar essa tecnologia.
O Fisl permitiu a discussão sobre a potencialidade dessa tecnologia e o seu uso
em diversos campos, como na educação, na inclusão digital, no mercado, no
governo e no desenvolvimento das tecnologias da informação.
O fórum, também,
trouxe novidades em diversas áreas. Um dos destaques foi a tecnologia Ginga e
seu uso na TV Digital. Dividido em três palestras, o debate sobre o assunto chamou
a atenção de inúmeros participantes que lotaram as salas.
Mas o Ginga não foi o único tema disputado pelo público nas palestras. Diversos
assuntos chamaram a atenção e cativaram os participantes, como você pôde conferir neste blog.
Tentamos trazer um pouco do clima do evento e do que se passou nesses três
dias de Fisl. Mas não paramos por aqui. E nos próximos dias ainda publicaremos materiais
que colhemos nessa maratona do software livre.