Começa amanhã (17) em Porto Alegre (RS) a nona edição do Fórum Internacional de Software Livre, o Fisl 9.0. A idéia do evento é reunir professores, pesquisadores, especialistas e interessados em compartilhar conhecimentos sobre o software livre, além de discutir, divulgar e melhorar essa tecnologia.
Na programação, palestras e encontros das chamadas comunidades (de desenvolvedores dessa tecnologia). O Fisl vai oferecer também a Arena de Programação do Fórum Internacional Software Livre, uma espécie de competição que tem o objetivo de promover o encontro de membros dessas comunidades tecnológicas e testar suas habilidades na área. O fórum termina no dia 19 e a Agência Brasil vai estar lá, tentando trazer a você um pouquinho do que acontece, é discutido e mostrado nessa nona edição.
Mas, afinal, o que é o software livre?
De forma bem resumida: é um programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição.
Um texto publicado aqui na Agência Brasil pelo jornalista André Deak no ano passado explica bem esse conceito. E entrando no espírito do software livre, que permite justamente esse compartilhamento, faço minhas as palavras dele:
Usar um programa de computador livre, com código aberto, significa ter a possibilidade de entender como funciona o programa, podendo modificá-lo de acordo com as necessidades do usuário. Em outras palavras, qualquer um pode acessar e alterar a área em que estão registradas as informações que fazem o programa funcionar, o chamado código fonte. Por isso, ele é considerado aberto e livre.
Existem mais de 30 licenças que sistematizam o uso de softwares livres. A mais usada é a General Public License, criada pelo especialista americano Richard Stallman, que em português significa Licença Pública de Uso Geral. A GPL oferece quatro direitos ao usuário: copiar, distribuir, modificar e estudar.
A licença também impõe uma restrição: uma vez modificado o programa, a mudança não pode ser apropriada por nenhum dos usuários. Ela é de uso comum entre aqueles que partilharam o programa.
Uma das metáforas mais utilizadas para explicar o conceito desse tipo de programa é a da receita de bolo. É como se um programa de computador fosse o bolo, e o código dele a sua receita. No software livre, as pessoas têm acesso à receita, o que possibilita que alterem o sabor do bolo (ou a finalidade do programa) como preferirem. No outro modelo, conhecido como software proprietário, as pessoas não podem ter acesso à receita.
A possibilidade de alterar o código dos softwares impulsiona a criação de comunidades de programadores e usuários que discutem e melhoram o funcionamento de programas. Os defeitos são discutidos em fóruns, que analisam o código até que o problema seja resolvido.
Atualmente, muitas empresas utilizam o software livre em seus sistemas, pois consideram que ele tem várias vantagens sobre o outro tipo de programa, chamado software proprietário. Nesse modelo, a empresa que desenvolveu o produto precisa autorizar seu uso, normalmente mediante pagamento.