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Emerson Luis
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2008-04-16 18:18
last modified
2008-04-17 14:01
O novo presidente da Dataprev, Lino
Roque Kieling, disse em entrevista na sala de imprensa do FISL que a
expectativa da Dataprev, estatal de tecnologia ligada ao Ministério
do Previdência, é de implementar o Open Office em 40.000
estações de trabalho da empresa.
Segundo Lino Roque, “desde o ano
passado, todas as máquinas novas adquiridas pela empresa
entram sem MS Office”.
A Dataprev ainda não fechou as
contas sobre a economia de recursos públicos, mas Lino estima
que já estejam na casa de milhões de reais.
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Danielle Almeida Pereira
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2008-04-18 00:18
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2008-04-19 11:45
Está em consulta pública uma instrução normativa que visa regulamentar as contratações e os serviços de tecnologia da informação do governo federal. E o objetivo é diminuir a dependência do governo em relação às empresas e melhorar a qualidade da contratação. A afirmação é do secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santana.
Segundo ele, a instrução pode fazer com que os órgãos e os ministérios tenham um plano diretor em informática que oriente e planeje as contratações de forma a possibilitar a participação de diferentes fornecedores.
Santana diz ainda que a instrução estimula soluções livres, sua publicação e seu compartilhamento através do portal do software público, isso para evitar que a administração pública compre várias vezes a mesma solução.
Ele cita aqui o Cacic, um software que supervisiona e realiza auditoria nasmáquinas do serviço público, e conta que hoje o Caci é uma comunidade com mais de 8 mil pessoas e 500 empresas brasileiras habilitadas para suportar o software, além de ter a participação de oito países e algumas prefeituras latino-americanas, como Montevidéu, no Uruguai, e Assunção, Paraguai.
Ele não faz previsões, mas defende que deve haver redução de custos no caso de o governo buscar contratos baseados na tecnologia de software livre, especialmente em decorrência do maior número de investidores.
Santana destaca ainda que a instrução normativa pode "ajudar o gestor a conduzir a administração, mostrar de que forma ele pode fazer uma boa contratação e não deixar o governo preso a uma solução proprietária e a um prestador de serviço".
Ao ser questionado quanto a posição das empresas, o secretário se disse surpreso com a corcordância de empresas que defenderam a norma como forma de se democratizar o acesso aos projetos de governo.
Os interessados em apresentar sugestões podem participar da consulta pública até o dia 25 deste mês. Segundo Santana, o governo espera publicar o documento no dia 20 de maio. Acesse o site:
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Danielle Almeida Pereira
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em
2008-04-18 00:51
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2008-04-19 10:42
O governador do Paraná, Roberto Requião, marcou presença no FISL desse ano como uma das personalidades mais assediadas, não só pela imprensa durante entrevista coletiva, mas pelos organizadores e pelo público.
Segundo Requião, 80% dos contratos do governo estadual envolvem software livre e um projeto de acabar com a telefonia privada deve gerar um corte de R$ 100 milhões por ano a partir do mês que vem.
“Anunciaram que o Paraná iria parar, que a administração não iria funcionar mais. Só no DETRAN, cancelamos um contrato de R$ 112 milhões. O mais interessante disso tudo é que ninguém foi à juízo reclamar os rompimentos unilaterais do governo”, afirma.
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Emerson Luis
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2008-04-18 15:19
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2008-04-18 17:05
Marcos Mazzoni, presidente do Serpro,
passou pela sala de imprensa para conversar com os jornalistas. Na
pauta, os projetos da estatal como prestadora de serviços
públicos e a ampliação de Software Livre em sua
estrutura.
Um dos jornalistas presentes perguntou
para Mazzoni se a saída de Sérgio Amadeu da presidência
do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação
(ITI), em 2005, afetou o avanço do Software Livre no governo
federal. Em tempo: Sérgio Amadeu sempre foi o grande
motivador dos gestores públicos para adoção de
SL mais rápida pelos orgãos de governo.
Para Mazzoni, a saída do Sérgio
Amadeu da presidência do ITI em 2005 não afetou a adoção
de software livre e os diversos órgãos mantiveram seus
cronogramas de mudança de sistemas. A política estava
desvinculada da gestão técnica para diversos gestores
responsáveis pelas estruturas de tecnologia da informação.
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Mario Marco e Danielle Almeida
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2008-04-18 17:13
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2008-04-18 20:16
Dividida em três partes, chamadas Hora Ginga, a palestra
sobre essa tecnologia de TV Digital foi bastante concorrida e lotou o auditório
não só na primeira Hora Ginga, como nessa segunda que nós acompanhamos.
O Ginga é o único middleware (nome dado a um sistema ou
software que serve como um intermediador) desenvolvido com software livre e a
novidade é que ele permite mandar vídeos e áudios com alta qualidade (HDTV),
além de enviar dados, como informação de programação ou informações interativas.
Marcelo Ferreira Moreno, coordenador técnico do Laboratório
de TeleMídia da PUC-Rio, defendeu que o Ginga oferece oportunidades não só para
emissoras de televisão, agências de notícias ou publicidade e produtoras de
audiovisual, mas também para serviços de governo (Receita Federal, INSS, MEC),
serviços financeiros como bancos, comércio eletrônico (e-commerce), instituição
de ensino à distância, TVs comunitárias, produtoras independentes,
desenvolvedores de jogos e de middleware que possam melhorar ainda mais a
interatividade e os serviços.
Ele explicou que o Ginga como software livre permite a intermediação das
cadeias de radiodifusão interativa e os aparelhos de radiodisusão ou internet.
Ou seja, o Ginga oferece uma comunicação entre fornecedores de serviços, como
emissoras de TV, bancos etc e o público.
De acordo com o Moreno, testes com tecnologia de TV Digital
para a TV Pública já ocorrem. O exemplo dado por ele foi o caso da Caixa
Econômica Federal, que mostrou uma consulta e aquisição de serviço através
da TV digital.
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Danielle Almeida
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2008-04-19 01:14
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2008-04-19 11:41
Apesar de ter estado nesta sexta-feira aqui em Porto Alegre para
cumprir agenda particular, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou
do Fisl 9.0. Há algumas semanas, Lula manifestou interesse em acompanhar o
fórum.
Outra presença do Executivo esperada por aqui era a do
ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.
Confirmado para palestra sobre futuros digitais, Unger cancelou de última hora.Lula
O presidente não vai ao Fisl e ainda manda um mensagem para fazer propaganda das ações do governo federal?! Uma pena. Mas é compreensível, afinal, software livre não ganha eleição, mas a Dilma pode ganhar.
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Danielle Almeida Pereira
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2008-04-24 17:52
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2008-04-24 17:52
Durante o Fisl desse ano foi lançado o Mercado Público Virtual,
que reúne, em um cadastro único, prestadores de serviços das soluções
disponibilizadas no Portal do Software Público. A iniciativa é desenvolvida
pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a
Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento
e outros órgãos do governo federal, universidades e associações.
Para o gerente de Inovações Tecnológicas da SLTI, Corinto Meffe, o Mercado
Público Virtual vai transformar a contratação na área de tecnologia da
informação. Isso porque, segundo ele, o sistema torna possível que “se conheça
o ofertante, o demandante e o prestador de serviço de acordo com o que ele faz
na comunidade [virtual de desenvolvedores de software livre]”.
Meffe explica que a criação do Mercado Público Virtual veio
para atender uma demanda reprimida da sociedade “que gerava volume de negócios
na ponta, principalmente para as pequenas empresas”.
“A própria empresa aponta e os demandantes começam a criar relações entre eles
e nós fizemos um catálogo, tipo um guia de serviço, e quem está demandando pode
entrar em contato direto com a empresa. O que a gente tem é uma aproximação
entre demanda e oferta”, explica.
Segundo o gerente, no dia 5 de maio, o governo federal vai
homologar esse cadastro de prestadores de serviços. Meffe diz que, após essa
homologação, a idéia é criar uma espécie de agência nacional de treinamento,
pois será aberto um cadastro para empresas que ofereçam capacitação para
profissionais desenvolverem software livre.
Ele conta, ainda, que vai haver uma ouvidoria para receber
reclamações e problemas entre os membros do mercado.
Corinto Meffe adianta que esse cadastro vai possibilitar
também linhas de financiamento exclusivas para melhoria da qualidade das
soluções. Uma linha de financiamento para municípios está em estudo.