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Carta ao presidente

by Danielle Almeida/Suporte técnico e logística- Mario Marco em 2008-04-16 18:18 last modified 2008-04-19 01:25
O presidente passou seu recado. Mas e se o público do Fisl pudesse dizer a ele o pensa?

Começa oficialmente o FISL 9.0

by Emerson Luis em 2008-04-17 16:57 last modified 2008-04-17 19:23

Na mesa de abertura da nona edição do FISL, quase não cabia mais gente. Autoridades, patrocinadores e organizadores estiveram lado a lado. Abaixo, a lista quase completa. Na correria da abertura, um ou dois nomes de alguma entidade escaparam, mas podemos listar quase todas.

Duas pessoas foram aplaudidas com mais entusiasmo: o governador do Paraná, Roberto Requião, e o presidente do Serpro, Marcos Mazzoni.

E isso não é por menos. No estado do Paraná, por ordem do governador ao seu então responsável pela infra-estrutura de Tecnologia da Informação (TI), Marcos Mazzoni, os sistemas de software livre (SL) começaram a ser implementados em diversos níveis da administração. Daí a simpatia da comunidade software livre pelos dois.


Vice-governador do RS, Paulo Afonso Feijó

Coordenador do FISL, Sady Jaques

Deputada federal Maria do Rosário

Deputado estadual RS, Adao Villaverde

Governador do Paraná, Roberto Requião

Vereador Carlos Obaceto, Porto Alegre

Diretor do Dpto de Inclusão Digital do Minicom, Heliomar Medeiros

Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende

Secretário de Logística e TI do MPOG, Rogerio Santanna

Gerente de informática e estratégias do MinC, José Murillo

Vice-presidente de Tecnologia de Informação da Caixa, Clarice Copetti

Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Paulo Maciel

Presidente da Rede Marista de Educação, Lauro Francisco Rocheiff

Presidente do Serpro, Marcos Mazzoni

Diretor da Cobra Tecnologia, Sergio Rosa

Diretor do Comitê Gestor da Internet Brasil, Hartmut Glaser

Arroz quilombola na abertura do FISL

by Emerson Luis em 2008-04-17 17:24 last modified 2008-04-17 19:06

Fora o necessário das aberturas, que servem para agradecer e legitimar as ações de quem organiza um grande evento como o FISL, valem as iniciativas populares presentes na PUC-RS.

Recebi durante a abertura o arroz quilombola, o primeiro arroz cultivado no Brasil, trazido pelos escravos.

Com um número musical, o grupo de RAP dos quilombolas do Teixeiras, localizado no município de Mostardas, no litoral do RS, cantou toda a trajetória do primeiro arroz brasileiro.

Na embalagem das amostras distribuídas aqui, está escrito: Semente Livre! Livre para criar, livre para programar, livre de transgênicos e livre de agrotóxicos.

Participantes aumentam no FISL

by Emerson Luis em 2008-04-18 15:32 last modified 2008-04-18 15:32

Neste momento o FISL 9.0 atingiu 7.417 participantes inscritos.


O dado acaba de ser atualizado no site do evento em http://fisl.softwarelivre.org


Campus Party no Brasil e até na grande imprensa

by Danielle Almeida Pereira em 2008-04-18 18:06 last modified 2008-04-18 18:06
Após dez anos de experiência na Espanha, o Campus Party mudou de endereço e veio ao Brasil pela primeira vez em fevereiro deste ano. O evento de internet, considerado o maior do mundo, durou sete dias e reuniu 92 mil pessoas em São Paulo.

Marcelo D´Elia Branco, coordenador do Projeto Software Livre, disse que o maior atrativo no evento espanhol era o acesso banda larga de 5 gigas. No caso brasileiro, segundo ele, o Campus Party funcinou como uma rede de pessoas que possibilitou a interação de “gente que aponta as tendências de futuro da internet”. Para ele, o evento foi "uma cidade tecnológica que apontou o futuro".

Branco defendeu a realização do Campus Party no Brasil devido aos 50 milhões de internautas brasileiros que participam de todas as redes sociais de relacionamento e ocupam posição de destaque nessas redes. Também pela área científica, nas áreas de software livre e Robótica.

De forma bastante descontraída, o coordenador citou o interesse da grande imprensa pelo assunto- bastante criticado pelos veículos mais conservadores, especialmente quando se fala em pirataria.

Branco afirma que o Campus Party conseguiu mostrar à imprensa que a troca de informações não é crime e comemora a difusão dessa idéia pelos grandes veículos de comunicação.

O espírito de compartilhamento do Campus Party permanece após o evento na internet, em diversos blogs que trataram do assunto, bem como vídeos postados no You  Tube e fotos, no Flickr.

Software livre para a mulher é um paradoxo

by Danielle Almeida Pereira em 2008-04-19 12:04 last modified 2008-04-19 23:18

Como vemos em outras profissões, a área de informática também é propensa a estereótipos de gênero? Ou melhor, qual é a participação das mulheres nessa área? Elas são bem aceitas? E como foi a participação da mulher nessa nona edição do Fisl? Foram quase 400 palestrantes e mais de 7 mil participantes. Quantos deles são mulheres? O Fisl é um evento predominantemente “masculino”?

Após levantar essas questões, conversamos com Fabianne Balvedi, militante dos direitos femininos e do software livre, além de pesquisadora de mídias livres. Ela já participou de inúmeras edições do Fisl, mas, este ano, preferiu não ir. Balvedi mora em Curitiba e falamos com ela via internet.

O bate-papo rendeu. Confira:

Agência Brasil: Queria, primeiro, que você fizesse um breve resumo de suas ações e de sua participação no desenvolvimento de softwares livres. Explique um pouco para a gente também como funciona o Estúdio Livre...


Fabianne Balvedi: Bem, eu não sou programadora de software. Por isso, minha participação na comunidade de software livre é em relação a suporte, documentação e tradução de softwares. A documentação também envolve pesquisa. É principalmente na pesquisa que eu me envolvo e, por isso, o projeto do Estúdio Livre. Te passo os links:

http://estudiolivre.org/tiki-index.php?page=paperEL

http://estudiolivre.org/tiki-index.php?page=EncontroEstudioLivre2007

http://estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=4245

ABr: Você participou de várias edições do Fisl e divulgou, inclusive, um vídeo sobre a mulher e o software livre. Qual a sua impressão quanto à participação das mulheres nesse assunto? Na sua opinião, o software livre liberta a mulher?

Balvedi: Eu acho que o software livre para a mulher é um paradoxo, pois ao mesmo tempo que liberta, também "prende"

ABr: Como assim?

Balvedi: Prende em relação a hábitos discriminatórios enraizados na cultura das tecnologias. E liberta no sentido de que hoje as informações estão disponíveis mais do que nunca para quem não se deixa levar por conceitos pré concebidos

ABr: Você poderia dar exemplos de que hábitos são esses?

Balvedi: A competição é um deles. Apesar do Software Livre passar a idéia de ambiente colaborativo, a integração passa geralmente pela meritocracia

ABr: Mas, onde a mulher entra nisso?

Balvedi: Geralmente as mulheres são cobradas muito mais que os homens em relação às suas competências e, num ambiente onde o mérito conta muito, essas cobranças acabam por sobrecarregar as expectativas em relação ao desempenho das mulheres

ABr: Então o mundo real encontra reflexo no mundo virtual? No caso dessa competição, por exemplo...

Balvedi: Sim, com certeza. Já soube de muitas histórias de mulheres que se fizeram passar por homem para não sofrer preconceito

ABr: É aí que existe o paradoxo? Já que uma tecnologia livre entra no mundo da competição?

Balvedi: Sim, isso mesmo

ABr: Você disse que o software livre liberta. Como isso acontece?

Balvedi: Ah, liberta por propiciar à mulher a possibilidade dela estudar os códigos e ter acesso às documentações livremente. Quando a mulher se liberta internamente de suas próprias amarras, o software livre permite que ela mergulhe num mundo de conhecimento anteriormente não disponível. A internet, por ser aberta, permite isso. Fui convidada para palestrar em Luanda (África) sobre a questão de gênero na tecnologia e minha palestra será sobre isso. Ainda não está certo se conseguirão patrocínio para minha viagem, mas posso te passar o resumo que enviei para o I Fórum de Software Livre de Luanda:

"Sim, você pode!"

Durante o 8 Fórum Internacional Software Livre
em Porto Alegre, a interface g2g circulou pelo evento
perguntando: o software livre liberta a mulher?
As respostas foram as mais diversas, mas as
que mais preocuparam foram as que afirmavam
que tecnologia não é coisa para mulheres. Esta
apresentação pretende tirar o "não" desta frase,
apontando ações afirmativas que desmistifiquem
a idéia de que o gênero de uma pessoa seja um fator
limitador de suas ações, que define o que se pode
ou não fazer dentro de uma sociedade.

Eu vou fazer a apresentação em cima do vídeo

focando nas ações pró-ativas para a libertação das mulheres

Abr: A questão do hacker e do anonimato também seria algo contraditório aqui? Ou seja, você citou caso de mulheres que se disfarçam de homens para evitar o preconceito... e com o anonimato, isso não muda?

Balvedi: O anonimato funciona só em parte. Se você quer um emprego, não pode manter sempre suas ações anônimas. Se você quer participar de uma comunidade meritocrática, quem recebe o mérito é seu Nick (pseudônimo usado por desenvolvedores na internet). Se teu nick não é associado a seu nome, apenas no mundo virtual você recebe mérito, não no mundo real.

ABr: Mas existe uma forma de a mulher se libertar então?

Balvedi: Existe no sentido de que temos de nos conscientizar de que nós podemos, temos "armas" para tanto, a informação está disponível, agora é acreditar que é possível

ABr: Bom, você participou de várias edições do Fisl, mas esse ano não quis participar. Qual a sua impressão do evento e da evolução dele? Em que ele mudou e o que ele tem mudado dentro das comunidades e dos interessados em software livre?

Balvedi: Antes de responder, achei o link do artigo que fala que o software livre é sexista: http://cofradia.org/modules.php?name=News&file=article&sid=16811. Tem uma discussão boa ali no fórum abaixo, em que dizem que não é o SL em si que é sexista, e nisso eu concordo. São as comunidades que o são.

ABr: E o Fisl? Me chamou a atenção o número reduzido de mulheres aqui...

Balvedi: É que esta questão não é tratada ainda com a devida seriedade pelo evento. Nas mesas de debate você raramente vê mulheres. Ano passado propusemos um debate sobre cultura livre ao evento e barraram justamente uma das mulheres.

link pro artigo da flosspols:
http://flosspols.org/deliverables/FLOSSPOLS-D16-Gender_Integrated_Report_of_Findings.pdf

este tá beeeeem completo

Abr: Fabianne, você teria alguma consideração que gostaria de fazer e que não conversamos aqui?

Balvedi: Sim. Ainda em relação à questão de gênero, queria colar aqui um trecho que o GT-Mulher do CREA-PR enviou como proposta ao Fórum da Mulher no WEC

 

"Além do desafio diário que a mulher passa para se impor perante seus
colegas do sexo oposto, ainda ocorre uma situação pior: o preconceito
da mulher contra ela mesma. Muitas ainda tem uma visão
auto-depreciativa de sua posição, tanto nas relações pessoais como nas
profissionais. Isto acontece porque o preconceito contra a mulher
sempre esteve inserido em nossa sociedade e muitas pessoas são levadas
a agir naturalmente com esta linha de pensamento, pois para elas isto
é normal. Este preconceito também leva as mulheres a buscarem
confrontações com elas mesmas, principalmente em ambientes altamente
competitivos. Sob o estereótipo de "sexo frágil", tem-se a falsa
impressão de que seria mais fácil "vencer" alguém com estas
características, o que as sinaliza ainda mais como alvo fácil de
críticas e expectativas que vão muito além do que seria normalmente
exigido de um homem."

 

Segue também um texto muito bom sobre a competição ser uma característica masculina. Que fique claro que tenho consciência de que todos temos características femininas e masculinas independente do sexo. Mas elas se desequilibram, infelizmente.

 

"Nossa cultura tem favorecido, com firmeza, valores
e atitudes yang, ou masculinos, e tem negligenciado
seus valores e atitudes complementares yin, ou femininos.
Temos favorecido a auto-afirmação em vez da integração,
a análise em vez da síntese, o conhecimento racional em vez da
sabedoria intuitiva, a ciência em vez da religião, a competição em vez
da cooperação, a expansão em vez da conservação, e assim por diante.
Esse desenvolvimento unilateral atinge agora, em alto grau, um nível
alarmante, uma crise de dimensões sociais, ecológicas, morais e
espirituais.

Estamos, no entanto, testemunhando ao mesmo tempo o início de um
espantoso movimento evolutivo que parece ilustrar o antigo ensinamento
chinês segundo o qual 'o yang, tendo atingido seu clímax, retrocede em
favor do yin'. As décadas de 60 e 70 geraram toda uma série de
movimentos sociais que parecem caminhar nesta mesma direção. A
preocupação crescente com a ecologia, o forte interesse pelo
misticismo, a progressiva conscientização feminista e a redescoberta
de acessos holísticos à saúde e à cura são manifestações da mesma
tendência evolucionária".

Tao da Física

 

Abr: Ok, Fabianne, muito obrigada![smile]

lvedi: Bem legal falar contigo. Espero que tenha ajudado.

Plone e Agência Brasil

by mario em 2008-04-19 22:37 last modified 2008-04-19 22:37

Plone é um Sistema Gerenciador de Conteúdo livre e de código aberto. Seu objetivo é fornecer valor a cada nível de uma organização. Ele vem com um sistema de workflow (fluxo de trabalho), segurança e funções pré-configuradas, um conjunto de tipos de conteúdo e suporte a várias línguas. Há vários desenvolvedores, escritores e pessoas que testam o Plone em todas as partes do mundo, contribuindo todos os dias com o sistema. Ele é baseado em um Framework de Gerenciamento de Conteúdo.

Atualmente a Agência Brasil vem utilizando o Plone para gerir suas matérias, fotos, como também áudios, vídeos e produções especiais através de multimídia e hipermídia.

Com o Plone, o site da Agência Brasil ganhou acessibilidade, organização, pesquisa e busca inteligente com nuvens de assuntos e conteúdos relacionados. Deve ser lembrada também a iniciativa dos profissionais da Agência que ajudaram na construção do site.

Atualmente, o esforço conjunto do software Plone e dos profissionais da Agência Brasil recebe acesso de 1.796.321 usuários  por mês em média.

* Parte deste texto foi adaptada do site tchezope

 

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