by
Emerson Luis
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2008-04-17 16:57
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2008-04-17 19:23
Na mesa de abertura da nona edição
do FISL, quase não cabia mais gente. Autoridades,
patrocinadores e organizadores estiveram lado a lado. Abaixo, a lista
quase completa. Na correria da abertura, um ou dois nomes de alguma
entidade escaparam, mas podemos listar quase todas.
Duas pessoas foram aplaudidas com mais
entusiasmo: o governador do Paraná, Roberto Requião, e o presidente do
Serpro, Marcos Mazzoni.
E isso não é por menos. No estado do Paraná, por ordem do governador ao seu então
responsável pela infra-estrutura de Tecnologia da Informação (TI), Marcos Mazzoni, os sistemas de
software livre (SL) começaram a ser implementados em diversos níveis da
administração. Daí a simpatia da
comunidade software livre pelos dois.
Vice-governador do RS, Paulo Afonso Feijó
Coordenador do FISL, Sady Jaques
Deputada federal Maria do Rosário
Deputado estadual RS, Adao Villaverde
Governador do
Paraná, Roberto Requião
Vereador Carlos Obaceto, Porto Alegre
Diretor do Dpto de Inclusão Digital do
Minicom, Heliomar Medeiros
Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio
Rezende
Secretário de Logística e
TI do MPOG, Rogerio Santanna
Gerente de informática e estratégias
do MinC, José Murillo
Vice-presidente de Tecnologia de
Informação da Caixa, Clarice Copetti
Secretário de Estado de Ciência
e Tecnologia, Paulo Maciel
Presidente da Rede Marista de Educação,
Lauro Francisco Rocheiff
Presidente do Serpro, Marcos Mazzoni
Diretor da Cobra Tecnologia, Sergio
Rosa
Diretor do Comitê Gestor da
Internet Brasil, Hartmut Glaser
by
Emerson Luis
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2008-04-17 17:24
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2008-04-17 19:06
Fora o necessário
das aberturas, que servem para agradecer e legitimar
as ações de quem organiza um grande evento como o FISL,
valem as iniciativas populares presentes na PUC-RS.
Recebi durante a abertura o arroz quilombola, o primeiro arroz cultivado no Brasil, trazido pelos
escravos.
Com um número musical, o grupo de RAP dos quilombolas do Teixeiras, localizado no município de Mostardas, no litoral do
RS, cantou toda a trajetória do primeiro arroz brasileiro.
Na embalagem das amostras distribuídas
aqui, está escrito: Semente Livre! Livre para criar, livre
para programar, livre de transgênicos e livre de agrotóxicos.
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Danielle Almeida Pereira
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2008-04-18 18:06
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2008-04-18 18:06
Após dez anos de experiência na Espanha, o Campus Party
mudou de endereço e veio ao Brasil pela primeira vez em fevereiro deste ano. O
evento de internet, considerado o maior do mundo, durou sete dias e reuniu 92
mil pessoas em São Paulo.
Marcelo D´Elia Branco, coordenador do Projeto Software Livre,
disse que o maior atrativo no evento espanhol era o acesso banda larga de 5
gigas. No caso brasileiro, segundo ele, o Campus Party funcinou como uma rede
de pessoas que possibilitou a interação de “gente que aponta as tendências de
futuro da internet”. Para ele, o evento foi "uma cidade tecnológica que apontou
o futuro".
Branco defendeu a realização do Campus Party no Brasil devido aos
50 milhões de internautas brasileiros que participam de todas as redes sociais de
relacionamento e ocupam posição de destaque nessas redes. Também pela área
científica, nas áreas de software livre e Robótica.
De forma bastante descontraída, o coordenador citou o interesse
da grande imprensa pelo assunto- bastante criticado pelos veículos mais
conservadores, especialmente quando se fala em pirataria.
Branco afirma que o Campus Party conseguiu mostrar à
imprensa que a troca de informações não é crime e comemora a difusão dessa idéia
pelos grandes veículos de comunicação.
O espírito de compartilhamento do Campus Party permanece após o evento na internet, em diversos blogs que trataram do assunto, bem como vídeos postados no You Tube e fotos, no Flickr.
by
Danielle Almeida Pereira
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2008-04-19 12:04
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2008-04-19 23:18
Como vemos em outras profissões, a área de informática também
é propensa a estereótipos de gênero? Ou melhor, qual é a participação das mulheres
nessa área? Elas são bem aceitas? E como foi a participação da mulher nessa
nona edição do Fisl? Foram quase 400 palestrantes e mais de 7 mil
participantes. Quantos deles são mulheres? O Fisl é um evento predominantemente
“masculino”?
Após levantar essas questões, conversamos com Fabianne
Balvedi, militante dos direitos femininos e do software livre, além de
pesquisadora de mídias livres. Ela já participou de inúmeras edições do Fisl, mas, este ano, preferiu não ir. Balvedi mora em Curitiba e falamos com ela via internet.
O bate-papo rendeu. Confira:
Agência Brasil: Queria, primeiro, que você fizesse um breve resumo de suas
ações e de sua participação no desenvolvimento de softwares livres. Explique
um pouco para a gente também como funciona o Estúdio Livre...
Fabianne Balvedi: Bem, eu não sou programadora de software. Por isso, minha
participação na comunidade de software livre é em relação a suporte,
documentação e tradução de softwares. A documentação também envolve pesquisa. É
principalmente na pesquisa que eu me envolvo e, por isso, o projeto do Estúdio
Livre. Te passo os links:
ABr: Você
participou de várias edições do Fisl e divulgou, inclusive, um vídeo sobre a
mulher e o software livre. Qual a sua impressão quanto à participação das
mulheres nesse assunto? Na sua opinião, o software livre liberta a mulher?
Balvedi: Eu acho que o software livre para
a mulher é um paradoxo, pois ao mesmo tempo que liberta, também
"prende"
ABr: Como
assim?
Balvedi: Prende em relação a hábitos discriminatórios enraizados na
cultura das tecnologias. E liberta no sentido de que hoje as informações
estão disponíveis mais do que nunca para quem não se deixa levar por
conceitos pré concebidos
ABr: Você poderia dar exemplos de que hábitos são esses?
Balvedi: A competição é um deles. Apesar do Software Livre passar a
idéia de ambiente colaborativo, a integração passa geralmente pela
meritocracia
ABr: Mas, onde a mulher entra nisso?
Balvedi: Geralmente as mulheres são cobradas muito mais que os homens em
relação às suas competências e, num ambiente onde o mérito conta muito, essas
cobranças acabam por sobrecarregar as expectativas em relação ao desempenho
das mulheres
ABr: Então
o mundo real encontra reflexo no mundo virtual? No caso dessa competição, por
exemplo...
Balvedi: Sim, com certeza. Já soube de muitas histórias de mulheres que se
fizeram passar por homem para não sofrer preconceito
ABr: É
aí que existe o paradoxo? Já que uma tecnologia livre entra no mundo da
competição?
Balvedi: Sim, isso mesmo
ABr: Você
disse que o software livre liberta. Como isso acontece?
Balvedi: Ah, liberta por propiciar à mulher a possibilidade dela estudar os códigos
e ter acesso às documentações livremente. Quando a mulher se liberta internamente
de suas próprias amarras, o software livre permite que ela mergulhe num mundo
de conhecimento anteriormente não disponível. A internet, por ser aberta,
permite isso. Fui convidada para palestrar em Luanda (África) sobre a questão
de gênero na tecnologia e minha palestra será sobre isso. Ainda não está
certo se conseguirão patrocínio para minha viagem, mas posso te passar o
resumo que enviei para o I Fórum de Software Livre de Luanda:
"Sim,
você pode!"
Durante o 8 Fórum Internacional Software Livre
em Porto Alegre,
a interface g2g circulou pelo evento
perguntando: o software livre liberta a mulher?
As respostas foram as mais diversas, mas as
que mais preocuparam foram as que afirmavam
que tecnologia não é coisa para mulheres. Esta
apresentação pretende tirar o "não" desta frase,
apontando ações afirmativas que desmistifiquem
a idéia de que o gênero de uma pessoa seja um fator
limitador de suas ações, que define o que se pode
ou não fazer dentro de uma sociedade.
Eu vou
fazer a apresentação em cima do vídeo
focando nas
ações pró-ativas para a libertação das mulheres
Abr: A questão do hacker e do
anonimato também seria algo contraditório aqui? Ou seja, você citou caso de
mulheres que se disfarçam de homens para evitar o preconceito... e com o
anonimato, isso não muda?
Balvedi: O anonimato funciona só em
parte. Se você quer um emprego, não pode manter sempre suas
ações anônimas. Se você quer participar de uma comunidade meritocrática, quem
recebe o mérito é seu Nick (pseudônimo usado por desenvolvedores na
internet). Se teu nick não é associado a seu nome, apenas no mundo virtual você
recebe mérito, não no mundo real.
ABr: Mas
existe uma forma de a mulher se libertar então?
Balvedi: Existe no sentido de que temos de nos conscientizar de que nós podemos,
temos "armas" para tanto, a informação está disponível, agora é
acreditar que é possível
ABr: Bom,
você participou de várias edições do Fisl, mas esse ano não quis participar.
Qual a sua impressão do evento e da evolução dele? Em que ele mudou e o que
ele tem mudado dentro das comunidades e dos interessados em software livre?
Balvedi: Antes de responder, achei o link do artigo que fala que o software
livre é sexista: http://cofradia.org/modules.php?name=News&file=article&sid=16811.
Tem uma discussão boa ali no fórum abaixo, em que dizem que não é o SL em si
que é sexista, e nisso eu concordo. São as comunidades que o são.
ABr: E
o Fisl? Me chamou a atenção o número reduzido de mulheres aqui...
Balvedi: É que esta questão não é tratada ainda com a devida seriedade pelo
evento. Nas mesas de debate você raramente vê mulheres. Ano passado
propusemos um debate sobre cultura livre ao evento e barraram justamente uma
das mulheres.
Abr: Fabianne,
você teria alguma consideração que gostaria de fazer e que não conversamos
aqui?
Balvedi: Sim. Ainda em relação à questão de gênero, queria colar aqui um trecho
que o GT-Mulher do CREA-PR enviou como proposta ao Fórum da Mulher no WEC
"Além do desafio diário que a mulher passa para se impor perante
seus
colegas do sexo oposto, ainda ocorre uma situação pior: o preconceito
da mulher contra ela mesma. Muitas ainda tem uma visão
auto-depreciativa de sua posição, tanto nas relações pessoais como nas
profissionais. Isto acontece porque o preconceito contra a mulher
sempre esteve inserido em nossa sociedade e muitas pessoas são levadas
a agir naturalmente com esta linha de pensamento, pois para elas isto
é normal. Este preconceito também leva as mulheres a buscarem
confrontações com elas mesmas, principalmente em ambientes altamente
competitivos. Sob o estereótipo de "sexo frágil", tem-se a falsa
impressão de que seria mais fácil "vencer" alguém com estas
características, o que as sinaliza ainda mais como alvo fácil de
críticas e expectativas que vão muito além do que seria normalmente
exigido de um homem."
Segue também um texto muito bom sobre a competição ser uma
característica masculina. Que fique claro que tenho consciência de que todos
temos características femininas e masculinas independente do sexo. Mas elas se desequilibram,
infelizmente.
"Nossa cultura tem favorecido, com firmeza, valores
e atitudes yang, ou masculinos, e tem negligenciado
seus valores e atitudes complementares yin, ou femininos.
Temos favorecido a auto-afirmação em vez da integração,
a análise em vez da síntese, o conhecimento racional em vez da
sabedoria intuitiva, a ciência em vez da religião, a competição em vez
da cooperação, a expansão em vez da conservação, e assim por diante.
Esse desenvolvimento unilateral atinge agora, em alto grau, um nível
alarmante, uma crise de dimensões sociais, ecológicas, morais e
espirituais.
Estamos, no entanto, testemunhando ao mesmo tempo o início de um
espantoso movimento evolutivo que parece ilustrar o antigo ensinamento
chinês segundo o qual 'o yang, tendo atingido seu clímax, retrocede em
favor do yin'. As décadas de 60 e 70 geraram toda uma série de
movimentos sociais que parecem caminhar nesta mesma direção. A
preocupação crescente com a ecologia, o forte interesse pelo
misticismo, a progressiva conscientização feminista e a redescoberta
de acessos holísticos à saúde e à cura são manifestações da mesma
tendência evolucionária".
Tao da Física
Abr: Ok, Fabianne, muito obrigada!
lvedi: Bem legal falar contigo. Espero que
tenha ajudado.
by
mario
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em
2008-04-19 22:37
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2008-04-19 22:37
Plone é um Sistema Gerenciador de Conteúdo livre e de código aberto.
Seu objetivo é fornecer valor a cada nível de uma organização. Ele vem
com um sistema de workflow (fluxo de trabalho), segurança e funções pré-configuradas, um
conjunto de tipos de conteúdo e suporte a várias línguas. Há vários
desenvolvedores, escritores e pessoas que testam o Plone em todas as
partes do mundo, contribuindo todos os dias com o sistema. Ele é
baseado em um Framework de Gerenciamento de Conteúdo.
Atualmente a Agência Brasil vem utilizando o Plone para gerir suas matérias, fotos, como também áudios, vídeos e produções especiais através de multimídia e hipermídia.
Com o Plone, o site da Agência Brasil ganhou acessibilidade, organização, pesquisa e busca inteligente com nuvens de assuntos e conteúdos relacionados. Deve ser lembrada também a iniciativa dos profissionais da Agência que ajudaram na construção do site.
Atualmente, o esforço conjunto do software Plone e dos profissionais da Agência Brasil recebe acesso de 1.796.321 usuários por mês em média.