À princípio, você que está lendo pode se perguntar: "Quem é esse 'cabra'?"
Simples!
Ele "é O cara". Mas para chegar a esta afirmação, digo que, no início de toda história, foi bem diferente.
Flashback:
Emerson aparece falando da importância de conhecer um tal de Júlio Neves, o "cobra" do
Shell. Depois fui entender que se tratava de um trocadilho.
Mais tarde, encontro-me com um senhor maduro, muito bem humorado e de voz forte. Nos cumprimentamos e sentamos para papear. Bingo! Descobri durante o papo que ele adorava fazer isso com os colegas de trabalho.
Começamos com o básico; perguntei sobre o que ele trabalhava e onde atualmente trabalhava. Ele me contou que trabalhava com
Script Shell e que se especializara em construir processos e até programas com apenas uma linha de código e salientou que toda vez que um jovem o via (ele usou o termo coroa para si) se assustava, não só pela idade, mas pela facilidade de resolver os problemas e necessidades programáveis através de códigos bem sintéticos.
Sua vida é rica e os detalhes profissionais se mesclam com uma "idade das trevas digital", que ocorreu, segundo ele, no fim da década em que o Brasil supria 70% do mercado de tecnologia da informação da época.
Neves conta que o Brasil não passará por isso novamente, acreditando na consciência das comunidades de programação e no código livre.
Além de fatos históricos, ele falou de outras curiosidades como o SOX - Sistema Operacional X - uma máquina virtual da década de 80, provavelmente a primeira a ser criada no mundo.