Durante
entrevista à Agência Brasil, a militante e
pesquisadora de mídias livres, Fabianne Balvedi, disse que a participação
feminina no Fisl “não é tratada ainda com a devida seriedade pelo evento”.
“Nas mesas de debate você raramente vê mulheres. Ano passado
propusemos um debate sobre cultura livre ao evento e barraram justamente uma
das mulheres”, conta.
Conversamos com o organizador do Fisl, Mario Teza, sobre a
participação das mulheres no evento e a inserção do debate quanto à
participação feminina no universo do software livre.
De acordo com o organizador, “existe um déficit nessa área”. Teza citou pesquisa da Intel que levanta os seguintes dados:
na área de tecnologia da informação, a participação da mulher é de 20%, já na
área de software livre, essa participação cai para 2%.
Mas ele afirma
que o Fisl é um dos maiores eventos com participação de mulheres. O organizador
garante, ainda, que o fórum tem a “preocupação com a questão de gênero”. “No
primeiro Fisl houve palestra da Organização das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre participação das mulheres no software
livre”, diz.