No Fisl do ano passado, David Cavallo, um dos principais
pesquisadores do Laboratório do Futuro da Aprendizagem do Instituto de
Tecnologia de Massachusets (
MIT, Massachusetts Institute of Technology), disse
que o Brasil será
modelo de educação digital infantil em
países pobres.
Ele se referia à parceria do governo
federal junto ao MIT para realizar o projeto OLPC (
One Laptop Per
Child), ou
UCA aqui no Brasil (Um Computador por Criança). A idéia é levar computadores
portáteis às escolas públicas como forma de inovar no ensino.

Um projeto piloto é desenvolvido aqui no Sul pelo Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Léa da Cruz Fagundes é
coordenadora de pesquisas do LEC e pesquisadora em informática educativa.
Em palestra sobre educação e inclusão digital, a
pesquisadora falou de um fracasso generalizado do ensino e diz que a escola não
está incluída na cultura digital.
“A escola continua conservadora. Precisamos saber o que conservar
e o que inovar”. Fagundes defende que essa inovação passa pela mudança dos
professores e deve acontecer na prática educacional de forma mais ampla.
Ela diz que o Brasil está entre os piores no
ranking de ensino
do mundo, mas que precisamos discutir como mudar isso, como mudar a concepção
da educação e defende que os “métodos de inovação devem ser criativos”, daí a
importância do desenvolvimento de softwares livres.
De acordo com Juliano Bittencourt, coordenador tecnológico
no LEC, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu possui 350 computadores para
alunos e professores. Bittencourt afirma que está em licitação e que o governo
federal deve comprar 150
laptops no ano que vem.

Segundo ele, há desafios para se ampliar o projeto por causa
do número de alunos no país- 33 milhões no ensino fundamental.
O último modelo de
laptop para o projeto custa hoje U$ 185. Mas,
para ele, há previsão de baixar o custo ainda este ano.