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Danielle Almeida Pereira
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2008-04-24 17:52
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2008-04-24 17:52
Durante o Fisl desse ano foi lançado o Mercado Público Virtual,
que reúne, em um cadastro único, prestadores de serviços das soluções
disponibilizadas no Portal do Software Público. A iniciativa é desenvolvida
pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a
Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento
e outros órgãos do governo federal, universidades e associações.
Para o gerente de Inovações Tecnológicas da SLTI, Corinto Meffe, o Mercado
Público Virtual vai transformar a contratação na área de tecnologia da
informação. Isso porque, segundo ele, o sistema torna possível que “se conheça
o ofertante, o demandante e o prestador de serviço de acordo com o que ele faz
na comunidade [virtual de desenvolvedores de software livre]”.
Meffe explica que a criação do Mercado Público Virtual veio
para atender uma demanda reprimida da sociedade “que gerava volume de negócios
na ponta, principalmente para as pequenas empresas”.
“A própria empresa aponta e os demandantes começam a criar relações entre eles
e nós fizemos um catálogo, tipo um guia de serviço, e quem está demandando pode
entrar em contato direto com a empresa. O que a gente tem é uma aproximação
entre demanda e oferta”, explica.
Segundo o gerente, no dia 5 de maio, o governo federal vai
homologar esse cadastro de prestadores de serviços. Meffe diz que, após essa
homologação, a idéia é criar uma espécie de agência nacional de treinamento,
pois será aberto um cadastro para empresas que ofereçam capacitação para
profissionais desenvolverem software livre.
Ele conta, ainda, que vai haver uma ouvidoria para receber
reclamações e problemas entre os membros do mercado.
Corinto Meffe adianta que esse cadastro vai possibilitar
também linhas de financiamento exclusivas para melhoria da qualidade das
soluções. Uma linha de financiamento para municípios está em estudo.
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Danielle Almeida Pereira
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2008-04-22 16:28
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2008-04-22 16:28
Durante entrevista à Agência Brasil, a militante e
pesquisadora de mídias livres, Fabianne Balvedi, disse que a participação
feminina no Fisl “não é tratada ainda com a devida seriedade pelo evento”.
“Nas mesas de debate você raramente vê mulheres. Ano passado
propusemos um debate sobre cultura livre ao evento e barraram justamente uma
das mulheres”, conta.
Conversamos com o organizador do Fisl, Mario Teza, sobre a
participação das mulheres no evento e a inserção do debate quanto à
participação feminina no universo do software livre.
De acordo com o organizador, “existe um déficit nessa área”. Teza citou pesquisa da Intel que levanta os seguintes dados:
na área de tecnologia da informação, a participação da mulher é de 20%, já na
área de software livre, essa participação cai para 2%.
Mas ele afirma
que o Fisl é um dos maiores eventos com participação de mulheres. O organizador
garante, ainda, que o fórum tem a “preocupação com a questão de gênero”. “No
primeiro Fisl houve palestra da Organização das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre participação das mulheres no software
livre”, diz.
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Emerson Luis
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2008-04-20 15:07
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2008-04-20 15:07
Total de participantes: 7.417
- Países: 21 (Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil,
Canadá, Chile, Cuba, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França,
Holanda, India, Inglaterra, Noruega, Paraguai, Portugal, Suíça,
Uruguai)
- Todos os estados brasileiros foram representados no fisl.
- Perfil dos participantes: 24% são estudantes e 63% são profissionais e empresários de TI;
Patrocinadores: 41
Mostra de Soluções: 28
Apoiadores: 8
Destes, 58 são expositores
Submissões de propostas de palestras = 574
Palestras realizadas: 257
Palestrantes: 402
Caravanas: 59 (vindas de 12 estados brasileiros e de 2 outros países – Uruguai e Paraguai)
- Maior caravana: São Paulo, com 47 participantes
- Mais distante: Manaus
Grupos de Usuários: 48 (vindos de 8 estados brasileiros e de outros 5 países – Paraguai, Argentina, Uruguai, Bolívia e Chile)
Visitas a TV Software Livre: 3.175
Tráfego de upload da TV Software Livre: 70 Gb
Tráfego de download da TV Software Livre: 179 Gb
Conexões: 19 mil simultâneas
Tráfego de upload/download: 250 Gb
Visitas ao site do fisl durante o evento: 12.159
Arena de Programação Livre
- Fase Remota = 35 inscritos
- Qualifying = 32 presentes (8 equipes de 4 participantes)
- Insanifying = 18 classificados (6 equipes de 3 participantes)
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Emerson Luis
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2008-04-20 15:02
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2008-04-20 15:02
Para quem ainda não conhece,
Python é uma linguagem de programação
interpretada, interativa, orientada a objetos, de tipagem dinâmica
e forte, que é cada vez mais
utilizada em diversos segmentos.
Segundo Luciano Ramalho, presidente da
Associação Python Brasil, formada a pouco menos de um
ano, o Fisl foi fundamental para o início da organização
da comunidade, que vem crescendo a cada ano proporcionalmente ao
interesse pela linguagem. “A comunidade foi incubada no Fisl, um
ambiente propício para estabelecer vínculos pessoais e
trocar de experiências”. A oficialização da
Associação garantiu maior representatividade dentro
do próprio evento, que esse ano disponibilizou uma trilha
APyB, além da trilha Python.
O crescimento pelo interesse em Python
se deve a facilidade de aprendizado e versatilidade da linguagem
que permite por exemplo que um cientista ou um biólogo, possa
desenvolver uma aplicação personalizada que auxilie
suas pesquisas.
Em outubro desse ano será
realizada, a quarta edição do evento mais importante da
comunidade, a PyConBrasil 2008, conhecido pela variedade de público,
abrangendo várias áreas de interesse considerando o
tema técnico. A edição desse ano será no
Rio de Janeiro, que cumpre uma das maiores exigências para
hospedar o evento, ter uma comunidade local atuante. Recentemente a
comunidade carioca organizou a PyScience, um evento específico
da comunidade científica, que utiliza aplicações
em python em importantes instituições de pesquisa como
a Fio Cruz e a Petrobrás.
Em setembro, abrem as inscrições
para sediar a PyConBrasil 2009, que deve anunciada
oficialmente no encerramento da PyConBrasil 2008. Quem quiser mais
informações pode acessar www.python.org.br
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Danielle Almeida Pereira
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2008-04-20 01:21
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2008-04-20 01:21
A nona edição do Fórum
Internacional de Software Livre chegou ao fim neste sábado (19). O evento, que
começou no dia 17 em Porto Alegre (RS), reuniu mais de 7 mil participantes de
21 países. Segundo a organização, este foi o maior público desde 2000, quando
foi realizada a primeira edição do fórum.
Foram quase 300 palestras e, nesses três dias, professores, estudantes, empresários,
pesquisadores e especialistas puderam compartilhar conhecimentos sobre o
software livre, além de discutir, divulgar e buscar melhorar essa tecnologia.
O Fisl permitiu a discussão sobre a potencialidade dessa tecnologia e o seu uso
em diversos campos, como na educação, na inclusão digital, no mercado, no
governo e no desenvolvimento das tecnologias da informação.
O fórum, também,
trouxe novidades em diversas áreas. Um dos destaques foi a tecnologia Ginga e
seu uso na TV Digital. Dividido em três palestras, o debate sobre o assunto chamou
a atenção de inúmeros participantes que lotaram as salas.
Mas o Ginga não foi o único tema disputado pelo público nas palestras. Diversos
assuntos chamaram a atenção e cativaram os participantes, como você pôde conferir neste blog.
Tentamos trazer um pouco do clima do evento e do que se passou nesses três
dias de Fisl. Mas não paramos por aqui. E nos próximos dias ainda publicaremos materiais
que colhemos nessa maratona do software livre.
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mario
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2008-04-19 22:37
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2008-04-19 22:37
Plone é um Sistema Gerenciador de Conteúdo livre e de código aberto.
Seu objetivo é fornecer valor a cada nível de uma organização. Ele vem
com um sistema de workflow (fluxo de trabalho), segurança e funções pré-configuradas, um
conjunto de tipos de conteúdo e suporte a várias línguas. Há vários
desenvolvedores, escritores e pessoas que testam o Plone em todas as
partes do mundo, contribuindo todos os dias com o sistema. Ele é
baseado em um Framework de Gerenciamento de Conteúdo.
Atualmente a Agência Brasil vem utilizando o Plone para gerir suas matérias, fotos, como também áudios, vídeos e produções especiais através de multimídia e hipermídia.
Com o Plone, o site da Agência Brasil ganhou acessibilidade, organização, pesquisa e busca inteligente com nuvens de assuntos e conteúdos relacionados. Deve ser lembrada também a iniciativa dos profissionais da Agência que ajudaram na construção do site.
Atualmente, o esforço conjunto do software Plone e dos profissionais da Agência Brasil recebe acesso de 1.796.321 usuários por mês em média.
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Emerson Luis
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2008-04-19 17:41
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2008-04-19 17:41
Passados três dias de evento, a
conectividade sem fio (wireless) que deveria funcionar com perfeição,
foi o ponto fraco do FISL 9.0
O espeto é de pau. Dentro de um
universo tecnológico rico como o FISL, a conectividade deveria
ser o primeiro item com poucos ou nenhum problema.
Segundo alguns participantes da
organização, a PUC-RS ficou responsável pela
montagem da rede WiFi, subcontratando uma empresa privada. No FISL
8.0, ocorrido na FIERGS em 2007, a conectividade sem fio ficou a
cargo da própria equipe da Associação Software
Livre.ORG e os problemas foram somente de gargalo de conexão,
que saturaram o link de 6 megas. Em 2008, com um aumento para 32
megas, o uso se deteriorou.
Ficar conectado na principal rede,
chamada FISL, era uma tarefa para malabarista. Em determinados pontos
do Pavilhão da PUC, como a sala de imprensa, o monitor de rede
acusava sucessivas quedas.
Essa inconsistência de sinal
gerava multiplicidade de conexões. Cada usuário que
conseguia se sustentar criava uma outra rede a partir do seu notebook
ou acess point (ponto de acesso), distribuindo sinal ao seu redor.
Com isso, pelo menos 30 redes ficavam ativas em diversos pontos.
Foi o que aconteceu na sala de
imprensa. Diante da falta de cabos e da conexão sem fio ruim,
para quebrar o galho foi montado um AP improvisado para divisão
do sinal.
Ano que vem, a organização
deve ficar atenta e montar uma estrutura WiFi que atinja todos os
cantos do evento.
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Danielle Almeida Pereira
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2008-04-19 13:22
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2008-04-19 13:22
A afirmação é deSérgio Amadeu da Silveira, sociólogo
e doutor em Ciência
Política pela Universidade de São Paulo. Durante a palestra “Internet
sob ataque: as tentativas de controle da rede e o combate à cultura hacker”,
Amadeu afirmou que há uma guerra pelo controle das possibilidades de
desenvolvimento na rede.
Segundo ele, a rede nasce da falta de controle sobre ela. Para
o professor, a internet está em construção e a cultura hacker tem influência
sobre ela. Ou seja, “a internet cresceu com base na liberdade. Na internet não
se cria conteúdo, formato, se cria tecnologia”.
Internet não tem cultura da permissão, tem cultura da
liberdade de criação”. Amadeu defende que todos os grandes grupos de direitos
autorais querem disputar o mercado das grandes redes e não se baseiam no
compartilhamento, mas no broadcast (distribuição).
Para manter o controle da rede, de acordo com o sociólogo,
essas empresas criminalizam o P2P- uma tecnologia para estabelecer uma espécie
de rede de computadores virtual. Para
exemplificar, ele critica o presidente francês, Nicolas Sarkozy, pela
tentativa de controle da rede. E cita caso da transmissão de um show da banda
Pearl Jam que foi interrompida após o vocalista ter criticado o presidente
norte-americano, George W. Bush.
Amadeu defende o direito ao anonimato na rede. “A base da
democracia é essa”. E criticou ainda projeto do senador Eduardo Azeredo
(PSDB-MG) que pretende responsabilizar as empresas que não identificarem os usuários.
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Danielle Almeida Pereira
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2008-04-19 12:04
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2008-04-19 23:18
Como vemos em outras profissões, a área de informática também
é propensa a estereótipos de gênero? Ou melhor, qual é a participação das mulheres
nessa área? Elas são bem aceitas? E como foi a participação da mulher nessa
nona edição do Fisl? Foram quase 400 palestrantes e mais de 7 mil
participantes. Quantos deles são mulheres? O Fisl é um evento predominantemente
“masculino”?
Após levantar essas questões, conversamos com Fabianne
Balvedi, militante dos direitos femininos e do software livre, além de
pesquisadora de mídias livres. Ela já participou de inúmeras edições do Fisl, mas, este ano, preferiu não ir. Balvedi mora em Curitiba e falamos com ela via internet.
O bate-papo rendeu. Confira:
Agência Brasil: Queria, primeiro, que você fizesse um breve resumo de suas
ações e de sua participação no desenvolvimento de softwares livres. Explique
um pouco para a gente também como funciona o Estúdio Livre...
Fabianne Balvedi: Bem, eu não sou programadora de software. Por isso, minha
participação na comunidade de software livre é em relação a suporte,
documentação e tradução de softwares. A documentação também envolve pesquisa. É
principalmente na pesquisa que eu me envolvo e, por isso, o projeto do Estúdio
Livre. Te passo os links:
ABr: Você
participou de várias edições do Fisl e divulgou, inclusive, um vídeo sobre a
mulher e o software livre. Qual a sua impressão quanto à participação das
mulheres nesse assunto? Na sua opinião, o software livre liberta a mulher?
Balvedi: Eu acho que o software livre para
a mulher é um paradoxo, pois ao mesmo tempo que liberta, também
"prende"
ABr: Como
assim?
Balvedi: Prende em relação a hábitos discriminatórios enraizados na
cultura das tecnologias. E liberta no sentido de que hoje as informações
estão disponíveis mais do que nunca para quem não se deixa levar por
conceitos pré concebidos
ABr: Você poderia dar exemplos de que hábitos são esses?
Balvedi: A competição é um deles. Apesar do Software Livre passar a
idéia de ambiente colaborativo, a integração passa geralmente pela
meritocracia
ABr: Mas, onde a mulher entra nisso?
Balvedi: Geralmente as mulheres são cobradas muito mais que os homens em
relação às suas competências e, num ambiente onde o mérito conta muito, essas
cobranças acabam por sobrecarregar as expectativas em relação ao desempenho
das mulheres
ABr: Então
o mundo real encontra reflexo no mundo virtual? No caso dessa competição, por
exemplo...
Balvedi: Sim, com certeza. Já soube de muitas histórias de mulheres que se
fizeram passar por homem para não sofrer preconceito
ABr: É
aí que existe o paradoxo? Já que uma tecnologia livre entra no mundo da
competição?
Balvedi: Sim, isso mesmo
ABr: Você
disse que o software livre liberta. Como isso acontece?
Balvedi: Ah, liberta por propiciar à mulher a possibilidade dela estudar os códigos
e ter acesso às documentações livremente. Quando a mulher se liberta internamente
de suas próprias amarras, o software livre permite que ela mergulhe num mundo
de conhecimento anteriormente não disponível. A internet, por ser aberta,
permite isso. Fui convidada para palestrar em Luanda (África) sobre a questão
de gênero na tecnologia e minha palestra será sobre isso. Ainda não está
certo se conseguirão patrocínio para minha viagem, mas posso te passar o
resumo que enviei para o I Fórum de Software Livre de Luanda:
"Sim,
você pode!"
Durante o 8 Fórum Internacional Software Livre
em Porto Alegre,
a interface g2g circulou pelo evento
perguntando: o software livre liberta a mulher?
As respostas foram as mais diversas, mas as
que mais preocuparam foram as que afirmavam
que tecnologia não é coisa para mulheres. Esta
apresentação pretende tirar o "não" desta frase,
apontando ações afirmativas que desmistifiquem
a idéia de que o gênero de uma pessoa seja um fator
limitador de suas ações, que define o que se pode
ou não fazer dentro de uma sociedade.
Eu vou
fazer a apresentação em cima do vídeo
focando nas
ações pró-ativas para a libertação das mulheres
Abr: A questão do hacker e do
anonimato também seria algo contraditório aqui? Ou seja, você citou caso de
mulheres que se disfarçam de homens para evitar o preconceito... e com o
anonimato, isso não muda?
Balvedi: O anonimato funciona só em
parte. Se você quer um emprego, não pode manter sempre suas
ações anônimas. Se você quer participar de uma comunidade meritocrática, quem
recebe o mérito é seu Nick (pseudônimo usado por desenvolvedores na
internet). Se teu nick não é associado a seu nome, apenas no mundo virtual você
recebe mérito, não no mundo real.
ABr: Mas
existe uma forma de a mulher se libertar então?
Balvedi: Existe no sentido de que temos de nos conscientizar de que nós podemos,
temos "armas" para tanto, a informação está disponível, agora é
acreditar que é possível
ABr: Bom,
você participou de várias edições do Fisl, mas esse ano não quis participar.
Qual a sua impressão do evento e da evolução dele? Em que ele mudou e o que
ele tem mudado dentro das comunidades e dos interessados em software livre?
Balvedi: Antes de responder, achei o link do artigo que fala que o software
livre é sexista: http://cofradia.org/modules.php?name=News&file=article&sid=16811.
Tem uma discussão boa ali no fórum abaixo, em que dizem que não é o SL em si
que é sexista, e nisso eu concordo. São as comunidades que o são.
ABr: E
o Fisl? Me chamou a atenção o número reduzido de mulheres aqui...
Balvedi: É que esta questão não é tratada ainda com a devida seriedade pelo
evento. Nas mesas de debate você raramente vê mulheres. Ano passado
propusemos um debate sobre cultura livre ao evento e barraram justamente uma
das mulheres.
Abr: Fabianne,
você teria alguma consideração que gostaria de fazer e que não conversamos
aqui?
Balvedi: Sim. Ainda em relação à questão de gênero, queria colar aqui um trecho
que o GT-Mulher do CREA-PR enviou como proposta ao Fórum da Mulher no WEC
"Além do desafio diário que a mulher passa para se impor perante
seus
colegas do sexo oposto, ainda ocorre uma situação pior: o preconceito
da mulher contra ela mesma. Muitas ainda tem uma visão
auto-depreciativa de sua posição, tanto nas relações pessoais como nas
profissionais. Isto acontece porque o preconceito contra a mulher
sempre esteve inserido em nossa sociedade e muitas pessoas são levadas
a agir naturalmente com esta linha de pensamento, pois para elas isto
é normal. Este preconceito também leva as mulheres a buscarem
confrontações com elas mesmas, principalmente em ambientes altamente
competitivos. Sob o estereótipo de "sexo frágil", tem-se a falsa
impressão de que seria mais fácil "vencer" alguém com estas
características, o que as sinaliza ainda mais como alvo fácil de
críticas e expectativas que vão muito além do que seria normalmente
exigido de um homem."
Segue também um texto muito bom sobre a competição ser uma
característica masculina. Que fique claro que tenho consciência de que todos
temos características femininas e masculinas independente do sexo. Mas elas se desequilibram,
infelizmente.
"Nossa cultura tem favorecido, com firmeza, valores
e atitudes yang, ou masculinos, e tem negligenciado
seus valores e atitudes complementares yin, ou femininos.
Temos favorecido a auto-afirmação em vez da integração,
a análise em vez da síntese, o conhecimento racional em vez da
sabedoria intuitiva, a ciência em vez da religião, a competição em vez
da cooperação, a expansão em vez da conservação, e assim por diante.
Esse desenvolvimento unilateral atinge agora, em alto grau, um nível
alarmante, uma crise de dimensões sociais, ecológicas, morais e
espirituais.
Estamos, no entanto, testemunhando ao mesmo tempo o início de um
espantoso movimento evolutivo que parece ilustrar o antigo ensinamento
chinês segundo o qual 'o yang, tendo atingido seu clímax, retrocede em
favor do yin'. As décadas de 60 e 70 geraram toda uma série de
movimentos sociais que parecem caminhar nesta mesma direção. A
preocupação crescente com a ecologia, o forte interesse pelo
misticismo, a progressiva conscientização feminista e a redescoberta
de acessos holísticos à saúde e à cura são manifestações da mesma
tendência evolucionária".
Tao da Física
Abr: Ok, Fabianne, muito obrigada!
lvedi: Bem legal falar contigo. Espero que
tenha ajudado.
by
Danielle Almeida
—
em
2008-04-19 01:14
last modified
2008-04-19 11:41
Apesar de ter estado nesta sexta-feira aqui em Porto Alegre para
cumprir agenda particular, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou
do Fisl 9.0. Há algumas semanas, Lula manifestou interesse em acompanhar o
fórum.
Outra presença do Executivo esperada por aqui era a do
ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.
Confirmado para palestra sobre futuros digitais, Unger cancelou de última hora.Lula
by
Danielle Almeida Pereira
—
em
2008-04-18 21:03
last modified
2008-04-22 14:42
No Fisl do ano passado, David Cavallo, um dos principais
pesquisadores do Laboratório do Futuro da Aprendizagem do Instituto de
Tecnologia de Massachusets (MIT, Massachusetts Institute of Technology), disse
que o Brasil será modelo de educação digital infantil em
países pobres.
Ele se referia à parceria do governo
federal junto ao MIT para realizar o projeto OLPC (One Laptop Per
Child), ou UCA aqui no Brasil (Um Computador por Criança). A idéia é levar computadores
portáteis às escolas públicas como forma de inovar no ensino.
Um projeto piloto é desenvolvido aqui no Sul pelo Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Léa da Cruz Fagundes é
coordenadora de pesquisas do LEC e pesquisadora em informática educativa.
Em palestra sobre educação e inclusão digital, a
pesquisadora falou de um fracasso generalizado do ensino e diz que a escola não
está incluída na cultura digital.
“A escola continua conservadora. Precisamos saber o que conservar
e o que inovar”. Fagundes defende que essa inovação passa pela mudança dos
professores e deve acontecer na prática educacional de forma mais ampla.
Ela diz que o Brasil está entre os piores no ranking de ensino
do mundo, mas que precisamos discutir como mudar isso, como mudar a concepção
da educação e defende que os “métodos de inovação devem ser criativos”, daí a
importância do desenvolvimento de softwares livres.
De acordo com Juliano Bittencourt, coordenador tecnológico
no LEC, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu possui 350 computadores para
alunos e professores. Bittencourt afirma que está em licitação e que o governo
federal deve comprar 150 laptops no ano que vem.
Segundo ele, há desafios para se ampliar o projeto por causa
do número de alunos no país- 33 milhões no ensino fundamental.
O último modelo de laptop para o projeto custa hoje U$ 185. Mas,
para ele, há previsão de baixar o custo ainda este ano.
by
Mário Marco
—
em
2008-04-18 19:04
last modified
2008-04-19 22:49
À princípio, você que está lendo pode se perguntar: "Quem é esse 'cabra'?"
Simples!
Ele "é O cara". Mas para chegar a esta afirmação, digo que, no início de toda história, foi bem diferente.
Flashback:
Emerson aparece falando da importância de conhecer um tal de Júlio Neves, o "cobra" do Shell. Depois fui entender que se tratava de um trocadilho.
Mais tarde, encontro-me com um senhor maduro, muito bem humorado e de voz forte. Nos cumprimentamos e sentamos para papear. Bingo! Descobri durante o papo que ele adorava fazer isso com os colegas de trabalho.
Começamos com o básico; perguntei sobre o que ele trabalhava e onde atualmente trabalhava. Ele me contou que trabalhava com Script Shell e que se especializara em construir processos e até programas com apenas uma linha de código e salientou que toda vez que um jovem o via (ele usou o termo coroa para si) se assustava, não só pela idade, mas pela facilidade de resolver os problemas e necessidades programáveis através de códigos bem sintéticos.
Sua vida é rica e os detalhes profissionais se mesclam com uma "idade das trevas digital", que ocorreu, segundo ele, no fim da década em que o Brasil supria 70% do mercado de tecnologia da informação da época.
Neves conta que o Brasil não passará por isso novamente, acreditando na consciência das comunidades de programação e no código livre.
Além de fatos históricos, ele falou de outras curiosidades como o SOX - Sistema Operacional X - uma máquina virtual da década de 80, provavelmente a primeira a ser criada no mundo.
by
Danielle Almeida Pereira
—
em
2008-04-18 18:06
last modified
2008-04-18 18:06
Após dez anos de experiência na Espanha, o Campus Party
mudou de endereço e veio ao Brasil pela primeira vez em fevereiro deste ano. O
evento de internet, considerado o maior do mundo, durou sete dias e reuniu 92
mil pessoas em São Paulo.
Marcelo D´Elia Branco, coordenador do Projeto Software Livre,
disse que o maior atrativo no evento espanhol era o acesso banda larga de 5
gigas. No caso brasileiro, segundo ele, o Campus Party funcinou como uma rede
de pessoas que possibilitou a interação de “gente que aponta as tendências de
futuro da internet”. Para ele, o evento foi "uma cidade tecnológica que apontou
o futuro".
Branco defendeu a realização do Campus Party no Brasil devido aos
50 milhões de internautas brasileiros que participam de todas as redes sociais de
relacionamento e ocupam posição de destaque nessas redes. Também pela área
científica, nas áreas de software livre e Robótica.
De forma bastante descontraída, o coordenador citou o interesse
da grande imprensa pelo assunto- bastante criticado pelos veículos mais
conservadores, especialmente quando se fala em pirataria.
Branco afirma que o Campus Party conseguiu mostrar à
imprensa que a troca de informações não é crime e comemora a difusão dessa idéia
pelos grandes veículos de comunicação.
O espírito de compartilhamento do Campus Party permanece após o evento na internet, em diversos blogs que trataram do assunto, bem como vídeos postados no You Tube e fotos, no Flickr.
by
Mario Marco e Danielle Almeida
—
em
2008-04-18 17:13
last modified
2008-04-18 20:16
Dividida em três partes, chamadas Hora Ginga, a palestra
sobre essa tecnologia de TV Digital foi bastante concorrida e lotou o auditório
não só na primeira Hora Ginga, como nessa segunda que nós acompanhamos.
O Ginga é o único middleware (nome dado a um sistema ou
software que serve como um intermediador) desenvolvido com software livre e a
novidade é que ele permite mandar vídeos e áudios com alta qualidade (HDTV),
além de enviar dados, como informação de programação ou informações interativas.
Marcelo Ferreira Moreno, coordenador técnico do Laboratório
de TeleMídia da PUC-Rio, defendeu que o Ginga oferece oportunidades não só para
emissoras de televisão, agências de notícias ou publicidade e produtoras de
audiovisual, mas também para serviços de governo (Receita Federal, INSS, MEC),
serviços financeiros como bancos, comércio eletrônico (e-commerce), instituição
de ensino à distância, TVs comunitárias, produtoras independentes,
desenvolvedores de jogos e de middleware que possam melhorar ainda mais a
interatividade e os serviços.
Ele explicou que o Ginga como software livre permite a intermediação das
cadeias de radiodifusão interativa e os aparelhos de radiodisusão ou internet.
Ou seja, o Ginga oferece uma comunicação entre fornecedores de serviços, como
emissoras de TV, bancos etc e o público.
De acordo com o Moreno, testes com tecnologia de TV Digital
para a TV Pública já ocorrem. O exemplo dado por ele foi o caso da Caixa
Econômica Federal, que mostrou uma consulta e aquisição de serviço através
da TV digital.
by
Emerson Luis
—
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2008-04-18 16:31
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2008-04-19 11:56
É o que diz Chico Fedora,
implementador social do programa Gesac, sobre a distribuição
customizada para uso exclusivo nos telecentros do programa
espalhados pelo Brasil.
Atualmente o Gesac possui 3530
telecentros, todos conectados à Internet via satélite.
Para atuar nestas comunidades, 27 implementadores sociais estão
espalhados pelo país.
Para facilitar a implementação
de sistemas nos telecentros, os técnicos do projeto criaram
sua própria distribuição, baseada no popular
Ubuntu, uma das distros * Linux mais amigáveis para qualquer
usuário que deseja migrar seu sistema operacional.
A distribuição do Gesac
pode ser utilizada por qualquer programa de inclusão digital,
público ou privado. Para facilitar a instalação
em redes com máquinas mais antigas, os técnicos do
programa “enxugaram” a distro para que ela coubesse em um CD
comum, de 700 megas.
Guto Carvalho, implementador social do
Gesac, disse na sua palestra que essa diminuição foi
necessária pois muitos telecentros não tem periféricos
de DVD para rodar a instalação.
Em testes feitos com uma rede de 20
máquinas, cada uma com 64 megas de mémória RAM,
o funcionamento da rede foi suficiente para realizar oficinas de
aplicativos, como a suíte de escritório Open Office.
Para entrar em contato com a equipe,
baixar a distro e obter mais informações visite
oca.idbrasil.org.br/distro
* Significado: Distribuição, termo usado para o Linux.
by
Emerson Luis
—
em
2008-04-18 15:19
last modified
2008-04-18 17:05
Marcos Mazzoni, presidente do Serpro,
passou pela sala de imprensa para conversar com os jornalistas. Na
pauta, os projetos da estatal como prestadora de serviços
públicos e a ampliação de Software Livre em sua
estrutura.
Um dos jornalistas presentes perguntou
para Mazzoni se a saída de Sérgio Amadeu da presidência
do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação
(ITI), em 2005, afetou o avanço do Software Livre no governo
federal. Em tempo: Sérgio Amadeu sempre foi o grande
motivador dos gestores públicos para adoção de
SL mais rápida pelos orgãos de governo.
Para Mazzoni, a saída do Sérgio
Amadeu da presidência do ITI em 2005 não afetou a adoção
de software livre e os diversos órgãos mantiveram seus
cronogramas de mudança de sistemas. A política estava
desvinculada da gestão técnica para diversos gestores
responsáveis pelas estruturas de tecnologia da informação.
by
Mário Marco
—
em
2008-04-18 11:59
last modified
2008-04-19 23:07
No final da noite de ontem (17) participei da palestra sobre
Plone (Sistema Gerenciador de Conteúdo livre e de código aberto) dirigida por Fábio Rizzo.
Todos estávamos cansados pela corrida da imprensa o dia todo, mas seguimos em
frente e fui, com a companhia do colega de trabalho Anderson, para sala. Logo de
início, Fábio Rizzo explicou que, até hoje, o Plone é pouco conhecido até mesmo nas
comunidades de software livre. Isso fez com que ele e sua equipe de exposição mudassem
o escopo de toda a palestra, baixando o nível de dificuldade da palestra de
avançado para iniciante.
Foi dito que muitas foram as vitórias, começando com o
reconhecimento da tecnologia a partir do próprio governo e depois pelas
empresas privadas.
Empresas como NASA, Embrapa, Correios, Radiobras e UnB já adotaram a iniciativa de usar o Plone como portal, intranet e até ferramenta
de desenvolvimento, indo muito além do simples gerenciar de conteúdos.
E, com isso, o Plone 3 vem com o título de ECMS.
Durante toda a palestra pude perceber como a comunidade de
Plone é unida, extremamente prestativa e acolhedora, sendo isso bom para que a
comunidade continue reciclando, aumentando e, por fim, gerando “uma massa
cinzenta” que possa melhorar continuamente a tecnologia.
Eles disseram que até fóruns específicos para Plone e outros
meio de convidar pessoas para se integrar são feito, tudo com o intuito de aumentar o
grupo.
Por fim, sem falar sobre aspectos técnicos, pretendo, em
outro post, colocar a palestra deles com alguns apontamentos. Tivemos um rápido brainstorm
ou bate papo com o pessoal do Globo.com sobre o vignette, CMS usados por eles e
o Plone como solução de código aberto.