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FISL 9.0

"Mercado Público Virtual vai transformar a forma de contratação na área de TI”

by Danielle Almeida Pereira em 2008-04-24 17:52 last modified 2008-04-24 17:52
Durante o Fisl desse ano foi lançado o Mercado Público Virtual, que reúne, em um cadastro único, prestadores de serviços das soluções disponibilizadas no Portal do Software Público. A iniciativa é desenvolvida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento e outros órgãos do governo federal, universidades e associações.

Para o gerente de Inovações Tecnológicas da SLTI, Corinto Meffe, o Mercado Público Virtual vai transformar a contratação na área de tecnologia da informação. Isso porque, segundo ele, o sistema torna possível que “se conheça o ofertante, o demandante e o prestador de serviço de acordo com o que ele faz na comunidade [virtual de desenvolvedores de software livre]”.

Meffe explica que a criação do Mercado Público Virtual veio para atender uma demanda reprimida da sociedade “que gerava volume de negócios na ponta, principalmente para as pequenas empresas”.

“A própria empresa aponta e os demandantes começam a criar relações entre eles e nós fizemos um catálogo, tipo um guia de serviço, e quem está demandando pode entrar em contato direto com a empresa. O que a gente tem é uma aproximação entre demanda e oferta”, explica.

Segundo o gerente, no dia 5 de maio, o governo federal vai homologar esse cadastro de prestadores de serviços. Meffe diz que, após essa homologação, a idéia é criar uma espécie de agência nacional de treinamento, pois será aberto um cadastro para empresas que ofereçam capacitação para profissionais desenvolverem software livre.

Ele conta, ainda, que vai haver uma ouvidoria para receber reclamações e problemas entre os membros do mercado.

Corinto Meffe adianta que esse cadastro vai possibilitar também linhas de financiamento exclusivas para melhoria da qualidade das soluções. Uma linha de financiamento para municípios está em estudo.



Participação das mulheres no mundo do software livre é pequena

by Danielle Almeida Pereira em 2008-04-22 16:28 last modified 2008-04-22 16:28
Durante entrevista à Agência Brasil, a militante e pesquisadora de mídias livres, Fabianne Balvedi, disse que a participação feminina no Fisl “não é tratada ainda com a devida seriedade pelo evento”.

“Nas mesas de debate você raramente vê mulheres. Ano passado propusemos um debate sobre cultura livre ao evento e barraram justamente uma das mulheres”, conta.

Conversamos com o organizador do Fisl, Mario Teza, sobre a participação das mulheres no evento e a inserção do debate quanto à participação feminina no universo do software livre.

De acordo com o organizador, “existe um déficit nessa área”. Teza citou pesquisa da Intel que levanta os seguintes dados: na área de tecnologia da informação, a participação da mulher é de 20%, já na área de software livre, essa participação cai para 2%.

Mas ele afirma que o Fisl é um dos maiores eventos com participação de mulheres. O organizador garante, ainda, que o fórum tem a “preocupação com a questão de gênero”. “No primeiro Fisl houve palestra da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre participação das mulheres no software livre”, diz.

Números consolidados do FISL 9.0

by Emerson Luis em 2008-04-20 15:07 last modified 2008-04-20 15:07

Total de participantes: 7.417
- Países: 21 (Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Cuba, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, India, Inglaterra, Noruega, Paraguai, Portugal, Suíça, Uruguai)
- Todos os estados brasileiros foram representados no fisl.
- Perfil dos participantes: 24% são estudantes e 63% são profissionais e empresários de TI;

Patrocinadores: 41
Mostra de Soluções: 28
Apoiadores: 8
Destes, 58 são expositores

Submissões de propostas de palestras = 574
Palestras realizadas: 257
Palestrantes: 402

Caravanas: 59 (vindas de 12 estados brasileiros e de 2 outros países – Uruguai e Paraguai)
- Maior caravana: São Paulo, com 47 participantes
- Mais distante: Manaus

Grupos de Usuários: 48 (vindos de 8 estados brasileiros e de outros 5 países – Paraguai, Argentina, Uruguai, Bolívia e Chile)

Visitas a TV Software Livre: 3.175
Tráfego de upload da TV Software Livre: 70 Gb
Tráfego de download da TV Software Livre: 179 Gb

Conexões: 19 mil simultâneas
Tráfego de upload/download: 250 Gb

Visitas ao site do fisl durante o evento: 12.159

Arena de Programação Livre
- Fase Remota = 35 inscritos
- Qualifying = 32 presentes (8 equipes de 4 participantes)
- Insanifying = 18 classificados (6 equipes de 3 participantes)

Python no Fisl

by Emerson Luis em 2008-04-20 15:02 last modified 2008-04-20 15:02

Para quem ainda não conhece, Python é uma linguagem de programação interpretada, interativa, orientada a objetos, de tipagem dinâmica e forte, que é cada vez mais utilizada em diversos segmentos.


Segundo Luciano Ramalho, presidente da Associação Python Brasil, formada a pouco menos de um ano, o Fisl foi fundamental para o início da organização da comunidade, que vem crescendo a cada ano proporcionalmente ao interesse pela linguagem. “A comunidade foi incubada no Fisl, um ambiente propício para estabelecer vínculos pessoais e trocar de experiências”. A oficialização da Associação garantiu maior representatividade dentro do próprio evento, que esse ano disponibilizou uma trilha APyB, além da trilha Python.


O crescimento pelo interesse em Python se deve a facilidade de aprendizado e versatilidade da linguagem que permite por exemplo que um cientista ou um biólogo, possa desenvolver uma aplicação personalizada que auxilie suas pesquisas.


Em outubro desse ano será realizada, a quarta edição do evento mais importante da comunidade, a PyConBrasil 2008, conhecido pela variedade de público, abrangendo várias áreas de interesse considerando o tema técnico. A edição desse ano será no Rio de Janeiro, que cumpre uma das maiores exigências para hospedar o evento, ter uma comunidade local atuante. Recentemente a comunidade carioca organizou a PyScience, um evento específico da comunidade científica, que utiliza aplicações em python em importantes instituições de pesquisa como a Fio Cruz e a Petrobrás.


Em setembro, abrem as inscrições para sediar a PyConBrasil 2009, que deve anunciada oficialmente no encerramento da PyConBrasil 2008. Quem quiser mais informações pode acessar www.python.org.br

Acabou...

by Danielle Almeida Pereira em 2008-04-20 01:21 last modified 2008-04-20 01:21
A nona edição do Fórum Internacional de Software Livre chegou ao fim neste sábado (19). O evento, que começou no dia 17 em Porto Alegre (RS), reuniu mais de 7 mil participantes de 21 países. Segundo a organização, este foi o maior público desde 2000, quando foi realizada a primeira edição do fórum.

Foram quase 300 palestras e, nesses três dias, professores, estudantes, empresários, pesquisadores e especialistas puderam compartilhar conhecimentos sobre o software livre, além de discutir, divulgar e buscar melhorar essa tecnologia.

O Fisl permitiu a discussão sobre a potencialidade dessa tecnologia e o seu uso em diversos campos, como na educação, na inclusão digital, no mercado, no governo e no desenvolvimento das tecnologias da informação.

O fórum, também, trouxe novidades em diversas áreas. Um dos destaques foi a tecnologia Ginga e seu uso na TV Digital. Dividido em três palestras, o debate sobre o assunto chamou a atenção de inúmeros participantes que lotaram as salas.

Mas o Ginga não foi o único tema disputado pelo público nas palestras. Diversos assuntos chamaram a atenção e cativaram os participantes, como você pôde conferir neste blog.

Tentamos trazer um pouco do clima do evento e do que se passou nesses três dias de Fisl. Mas não paramos por aqui. E nos próximos dias ainda publicaremos materiais que colhemos nessa maratona do software livre.

Aguarde!

Plone e Agência Brasil

by mario em 2008-04-19 22:37 last modified 2008-04-19 22:37

Plone é um Sistema Gerenciador de Conteúdo livre e de código aberto. Seu objetivo é fornecer valor a cada nível de uma organização. Ele vem com um sistema de workflow (fluxo de trabalho), segurança e funções pré-configuradas, um conjunto de tipos de conteúdo e suporte a várias línguas. Há vários desenvolvedores, escritores e pessoas que testam o Plone em todas as partes do mundo, contribuindo todos os dias com o sistema. Ele é baseado em um Framework de Gerenciamento de Conteúdo.

Atualmente a Agência Brasil vem utilizando o Plone para gerir suas matérias, fotos, como também áudios, vídeos e produções especiais através de multimídia e hipermídia.

Com o Plone, o site da Agência Brasil ganhou acessibilidade, organização, pesquisa e busca inteligente com nuvens de assuntos e conteúdos relacionados. Deve ser lembrada também a iniciativa dos profissionais da Agência que ajudaram na construção do site.

Atualmente, o esforço conjunto do software Plone e dos profissionais da Agência Brasil recebe acesso de 1.796.321 usuários  por mês em média.

* Parte deste texto foi adaptada do site tchezope

WiFi: o ponto fraco do FISL 9.0

by Emerson Luis em 2008-04-19 17:41 last modified 2008-04-19 17:41

Passados três dias de evento, a conectividade sem fio (wireless) que deveria funcionar com perfeição, foi o ponto fraco do FISL 9.0

O espeto é de pau. Dentro de um universo tecnológico rico como o FISL, a conectividade deveria ser o primeiro item com poucos ou nenhum problema.

Segundo alguns participantes da organização, a PUC-RS ficou responsável pela montagem da rede WiFi, subcontratando uma empresa privada. No FISL 8.0, ocorrido na FIERGS em 2007, a conectividade sem fio ficou a cargo da própria equipe da Associação Software Livre.ORG e os problemas foram somente de gargalo de conexão, que saturaram o link de 6 megas. Em 2008, com um aumento para 32 megas, o uso se deteriorou.

Ficar conectado na principal rede, chamada FISL, era uma tarefa para malabarista. Em determinados pontos do Pavilhão da PUC, como a sala de imprensa, o monitor de rede acusava sucessivas quedas.

Essa inconsistência de sinal gerava multiplicidade de conexões. Cada usuário que conseguia se sustentar criava uma outra rede a partir do seu notebook ou acess point (ponto de acesso), distribuindo sinal ao seu redor. Com isso, pelo menos 30 redes ficavam ativas em diversos pontos.

Foi o que aconteceu na sala de imprensa. Diante da falta de cabos e da conexão sem fio ruim, para quebrar o galho foi montado um AP improvisado para divisão do sinal.

Ano que vem, a organização deve ficar atenta e montar uma estrutura WiFi que atinja todos os cantos do evento.

Nós estamos sob ataque

by Danielle Almeida Pereira em 2008-04-19 13:22 last modified 2008-04-19 13:22
A afirmação é de Sérgio Amadeu da Silveira, sociólogo e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Durante a palestra “Internet sob ataque: as tentativas de controle da rede e o combate à cultura hacker”, Amadeu afirmou que há uma guerra pelo controle das possibilidades de desenvolvimento na rede.

Segundo ele, a rede nasce da falta de controle sobre ela. Para o professor, a internet está em construção e a cultura hacker tem influência sobre ela. Ou seja, “a internet cresceu com base na liberdade. Na internet não se cria conteúdo, formato, se cria tecnologia”.

Internet não tem cultura da permissão, tem cultura da liberdade de criação”. Amadeu defende que todos os grandes grupos de direitos autorais querem disputar o mercado das grandes redes e não se baseiam no compartilhamento, mas no broadcast (distribuição).

Para manter o controle da rede, de acordo com o sociólogo, essas empresas criminalizam o P2P- uma tecnologia para estabelecer uma espécie de rede de computadores virtual. Para exemplificar, ele critica o presidente francês, Nicolas Sarkozy, pela tentativa de controle da rede. E cita caso da transmissão de um show da banda Pearl Jam que foi interrompida após o vocalista ter criticado o presidente norte-americano, George W. Bush.

Amadeu defende o direito ao anonimato na rede. “A base da democracia é essa”. E criticou ainda projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que pretende responsabilizar as empresas que não identificarem os usuários.

“Nós estamos sob ataque”, conclui.
Categoria(s):
Palestras
Dia 3

Software livre para a mulher é um paradoxo

by Danielle Almeida Pereira em 2008-04-19 12:04 last modified 2008-04-19 23:18

Como vemos em outras profissões, a área de informática também é propensa a estereótipos de gênero? Ou melhor, qual é a participação das mulheres nessa área? Elas são bem aceitas? E como foi a participação da mulher nessa nona edição do Fisl? Foram quase 400 palestrantes e mais de 7 mil participantes. Quantos deles são mulheres? O Fisl é um evento predominantemente “masculino”?

Após levantar essas questões, conversamos com Fabianne Balvedi, militante dos direitos femininos e do software livre, além de pesquisadora de mídias livres. Ela já participou de inúmeras edições do Fisl, mas, este ano, preferiu não ir. Balvedi mora em Curitiba e falamos com ela via internet.

O bate-papo rendeu. Confira:

Agência Brasil: Queria, primeiro, que você fizesse um breve resumo de suas ações e de sua participação no desenvolvimento de softwares livres. Explique um pouco para a gente também como funciona o Estúdio Livre...


Fabianne Balvedi: Bem, eu não sou programadora de software. Por isso, minha participação na comunidade de software livre é em relação a suporte, documentação e tradução de softwares. A documentação também envolve pesquisa. É principalmente na pesquisa que eu me envolvo e, por isso, o projeto do Estúdio Livre. Te passo os links:

http://estudiolivre.org/tiki-index.php?page=paperEL

http://estudiolivre.org/tiki-index.php?page=EncontroEstudioLivre2007

http://estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=4245

ABr: Você participou de várias edições do Fisl e divulgou, inclusive, um vídeo sobre a mulher e o software livre. Qual a sua impressão quanto à participação das mulheres nesse assunto? Na sua opinião, o software livre liberta a mulher?

Balvedi: Eu acho que o software livre para a mulher é um paradoxo, pois ao mesmo tempo que liberta, também "prende"

ABr: Como assim?

Balvedi: Prende em relação a hábitos discriminatórios enraizados na cultura das tecnologias. E liberta no sentido de que hoje as informações estão disponíveis mais do que nunca para quem não se deixa levar por conceitos pré concebidos

ABr: Você poderia dar exemplos de que hábitos são esses?

Balvedi: A competição é um deles. Apesar do Software Livre passar a idéia de ambiente colaborativo, a integração passa geralmente pela meritocracia

ABr: Mas, onde a mulher entra nisso?

Balvedi: Geralmente as mulheres são cobradas muito mais que os homens em relação às suas competências e, num ambiente onde o mérito conta muito, essas cobranças acabam por sobrecarregar as expectativas em relação ao desempenho das mulheres

ABr: Então o mundo real encontra reflexo no mundo virtual? No caso dessa competição, por exemplo...

Balvedi: Sim, com certeza. Já soube de muitas histórias de mulheres que se fizeram passar por homem para não sofrer preconceito

ABr: É aí que existe o paradoxo? Já que uma tecnologia livre entra no mundo da competição?

Balvedi: Sim, isso mesmo

ABr: Você disse que o software livre liberta. Como isso acontece?

Balvedi: Ah, liberta por propiciar à mulher a possibilidade dela estudar os códigos e ter acesso às documentações livremente. Quando a mulher se liberta internamente de suas próprias amarras, o software livre permite que ela mergulhe num mundo de conhecimento anteriormente não disponível. A internet, por ser aberta, permite isso. Fui convidada para palestrar em Luanda (África) sobre a questão de gênero na tecnologia e minha palestra será sobre isso. Ainda não está certo se conseguirão patrocínio para minha viagem, mas posso te passar o resumo que enviei para o I Fórum de Software Livre de Luanda:

"Sim, você pode!"

Durante o 8 Fórum Internacional Software Livre
em Porto Alegre, a interface g2g circulou pelo evento
perguntando: o software livre liberta a mulher?
As respostas foram as mais diversas, mas as
que mais preocuparam foram as que afirmavam
que tecnologia não é coisa para mulheres. Esta
apresentação pretende tirar o "não" desta frase,
apontando ações afirmativas que desmistifiquem
a idéia de que o gênero de uma pessoa seja um fator
limitador de suas ações, que define o que se pode
ou não fazer dentro de uma sociedade.

Eu vou fazer a apresentação em cima do vídeo

focando nas ações pró-ativas para a libertação das mulheres

Abr: A questão do hacker e do anonimato também seria algo contraditório aqui? Ou seja, você citou caso de mulheres que se disfarçam de homens para evitar o preconceito... e com o anonimato, isso não muda?

Balvedi: O anonimato funciona só em parte. Se você quer um emprego, não pode manter sempre suas ações anônimas. Se você quer participar de uma comunidade meritocrática, quem recebe o mérito é seu Nick (pseudônimo usado por desenvolvedores na internet). Se teu nick não é associado a seu nome, apenas no mundo virtual você recebe mérito, não no mundo real.

ABr: Mas existe uma forma de a mulher se libertar então?

Balvedi: Existe no sentido de que temos de nos conscientizar de que nós podemos, temos "armas" para tanto, a informação está disponível, agora é acreditar que é possível

ABr: Bom, você participou de várias edições do Fisl, mas esse ano não quis participar. Qual a sua impressão do evento e da evolução dele? Em que ele mudou e o que ele tem mudado dentro das comunidades e dos interessados em software livre?

Balvedi: Antes de responder, achei o link do artigo que fala que o software livre é sexista: http://cofradia.org/modules.php?name=News&file=article&sid=16811. Tem uma discussão boa ali no fórum abaixo, em que dizem que não é o SL em si que é sexista, e nisso eu concordo. São as comunidades que o são.

ABr: E o Fisl? Me chamou a atenção o número reduzido de mulheres aqui...

Balvedi: É que esta questão não é tratada ainda com a devida seriedade pelo evento. Nas mesas de debate você raramente vê mulheres. Ano passado propusemos um debate sobre cultura livre ao evento e barraram justamente uma das mulheres.

link pro artigo da flosspols:
http://flosspols.org/deliverables/FLOSSPOLS-D16-Gender_Integrated_Report_of_Findings.pdf

este tá beeeeem completo

Abr: Fabianne, você teria alguma consideração que gostaria de fazer e que não conversamos aqui?

Balvedi: Sim. Ainda em relação à questão de gênero, queria colar aqui um trecho que o GT-Mulher do CREA-PR enviou como proposta ao Fórum da Mulher no WEC

 

"Além do desafio diário que a mulher passa para se impor perante seus
colegas do sexo oposto, ainda ocorre uma situação pior: o preconceito
da mulher contra ela mesma. Muitas ainda tem uma visão
auto-depreciativa de sua posição, tanto nas relações pessoais como nas
profissionais. Isto acontece porque o preconceito contra a mulher
sempre esteve inserido em nossa sociedade e muitas pessoas são levadas
a agir naturalmente com esta linha de pensamento, pois para elas isto
é normal. Este preconceito também leva as mulheres a buscarem
confrontações com elas mesmas, principalmente em ambientes altamente
competitivos. Sob o estereótipo de "sexo frágil", tem-se a falsa
impressão de que seria mais fácil "vencer" alguém com estas
características, o que as sinaliza ainda mais como alvo fácil de
críticas e expectativas que vão muito além do que seria normalmente
exigido de um homem."

 

Segue também um texto muito bom sobre a competição ser uma característica masculina. Que fique claro que tenho consciência de que todos temos características femininas e masculinas independente do sexo. Mas elas se desequilibram, infelizmente.

 

"Nossa cultura tem favorecido, com firmeza, valores
e atitudes yang, ou masculinos, e tem negligenciado
seus valores e atitudes complementares yin, ou femininos.
Temos favorecido a auto-afirmação em vez da integração,
a análise em vez da síntese, o conhecimento racional em vez da
sabedoria intuitiva, a ciência em vez da religião, a competição em vez
da cooperação, a expansão em vez da conservação, e assim por diante.
Esse desenvolvimento unilateral atinge agora, em alto grau, um nível
alarmante, uma crise de dimensões sociais, ecológicas, morais e
espirituais.

Estamos, no entanto, testemunhando ao mesmo tempo o início de um
espantoso movimento evolutivo que parece ilustrar o antigo ensinamento
chinês segundo o qual 'o yang, tendo atingido seu clímax, retrocede em
favor do yin'. As décadas de 60 e 70 geraram toda uma série de
movimentos sociais que parecem caminhar nesta mesma direção. A
preocupação crescente com a ecologia, o forte interesse pelo
misticismo, a progressiva conscientização feminista e a redescoberta
de acessos holísticos à saúde e à cura são manifestações da mesma
tendência evolucionária".

Tao da Física

 

Abr: Ok, Fabianne, muito obrigada![smile]

lvedi: Bem legal falar contigo. Espero que tenha ajudado.

Carta do presidente

by Danielle Almeida em 2008-04-19 01:14 last modified 2008-04-19 11:41
Apesar de ter estado nesta sexta-feira aqui em Porto Alegre para cumprir agenda particular, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou do Fisl 9.0. Há algumas semanas, Lula manifestou interesse em acompanhar o fórum.

Mas ele enviou seu recado aos participantes.

Outra presença do Executivo esperada por aqui era a do ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger. Confirmado para palestra sobre futuros digitais, Unger cancelou de última hora.Lula

Ouça o que o que os participantes do evento têm a dizer ao presidente

Categoria(s):
Governo
Dia 2

Pesquisadora fala sobre "fracasso generalizado no ensino"

by Danielle Almeida Pereira em 2008-04-18 21:03 last modified 2008-04-22 14:42
No Fisl do ano passado, David Cavallo, um dos principais pesquisadores do Laboratório do Futuro da Aprendizagem do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT, Massachusetts Institute of Technology), disse que o Brasil será modelo de educação digital infantil em países pobres.

Ele se referia à parceria do governo federal junto ao MIT para realizar o projeto OLPC (One Laptop Per Child), ou UCA aqui no Brasil (Um Computador por Criança). A idéia é levar computadores portáteis às escolas públicas como forma de inovar no ensino.



Um projeto piloto é desenvolvido aqui no Sul pelo Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Léa da Cruz Fagundes é coordenadora de pesquisas do LEC e pesquisadora em informática educativa.

Em palestra sobre educação e inclusão digital, a pesquisadora falou de um fracasso generalizado do ensino e diz que a escola não está incluída na cultura digital.

“A escola continua conservadora. Precisamos saber o que conservar e o que inovar”. Fagundes defende que essa inovação passa pela mudança dos professores e deve acontecer na prática educacional de forma mais ampla.

Ela diz que o Brasil está entre os piores no ranking de ensino do mundo, mas que precisamos discutir como mudar isso, como mudar a concepção da educação e defende que os “métodos de inovação devem ser criativos”, daí a importância do desenvolvimento de softwares livres.

De acordo com Juliano Bittencourt, coordenador tecnológico no LEC, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu possui 350 computadores para alunos e professores. Bittencourt afirma que está em licitação e que o governo federal deve comprar 150 laptops no ano que vem.



Segundo ele, há desafios para se ampliar o projeto por causa do número de alunos no país- 33 milhões no ensino fundamental.

O último modelo de laptop para o projeto custa hoje U$ 185. Mas, para ele, há previsão de baixar o custo ainda este ano.

Números gerais do FISL 9.0

by Emerson Luis em 2008-04-18 20:00 last modified 2008-04-18 20:00

As 7.417 pessoas reunidas até o momento no FISL 9.0, que acontece na PUC-RS, estão em contato com:

- 60 expositores.

- 382 palestrantes.

- acompanhando 280 palestras.


No sábado, dia 19/04, último dia de FISL, a assessoria de imprensa consolidará os dados gerais, mas em público já é recorde.


Representantes de 19 países da América Latina, América do Norte e Europa estão presentes, dentre participantes e palestrantes.

Júlio Neves - Não preciso dizer mais nada

by Mário Marco em 2008-04-18 19:04 last modified 2008-04-19 22:49
À princípio, você que está lendo pode se perguntar: "Quem é esse 'cabra'?"

Simples!

Ele "é O cara". Mas para chegar a esta afirmação, digo que, no início de toda história, foi bem diferente.

Flashback:

Emerson aparece falando da importância de conhecer um tal de Júlio Neves, o "cobra" do Shell. Depois fui entender que se tratava de um trocadilho.

Mais tarde, encontro-me com um senhor maduro, muito bem humorado e de voz forte. Nos cumprimentamos e sentamos para papear. Bingo! Descobri durante o papo que ele adorava fazer isso com os colegas de trabalho.

Começamos com o básico; perguntei sobre o que ele trabalhava e onde atualmente trabalhava. Ele me contou que trabalhava com Script Shell e que se especializara em construir processos e até programas com apenas uma linha de código e salientou que toda vez que um jovem o via (ele usou o termo coroa para si) se assustava, não só pela idade, mas pela facilidade de resolver os problemas e necessidades programáveis através de códigos bem sintéticos.

Sua vida é rica e os detalhes profissionais se mesclam com uma "idade das trevas digital", que ocorreu, segundo ele, no fim da década em que o Brasil supria 70% do mercado de tecnologia da informação da época.

Neves conta que o Brasil não passará por isso novamente, acreditando na consciência das comunidades de programação e no código livre.

Além de fatos históricos, ele falou de outras curiosidades como o SOX - Sistema Operacional X - uma máquina virtual da década de 80, provavelmente a primeira a ser criada no mundo.

Campus Party no Brasil e até na grande imprensa

by Danielle Almeida Pereira em 2008-04-18 18:06 last modified 2008-04-18 18:06
Após dez anos de experiência na Espanha, o Campus Party mudou de endereço e veio ao Brasil pela primeira vez em fevereiro deste ano. O evento de internet, considerado o maior do mundo, durou sete dias e reuniu 92 mil pessoas em São Paulo.

Marcelo D´Elia Branco, coordenador do Projeto Software Livre, disse que o maior atrativo no evento espanhol era o acesso banda larga de 5 gigas. No caso brasileiro, segundo ele, o Campus Party funcinou como uma rede de pessoas que possibilitou a interação de “gente que aponta as tendências de futuro da internet”. Para ele, o evento foi "uma cidade tecnológica que apontou o futuro".

Branco defendeu a realização do Campus Party no Brasil devido aos 50 milhões de internautas brasileiros que participam de todas as redes sociais de relacionamento e ocupam posição de destaque nessas redes. Também pela área científica, nas áreas de software livre e Robótica.

De forma bastante descontraída, o coordenador citou o interesse da grande imprensa pelo assunto- bastante criticado pelos veículos mais conservadores, especialmente quando se fala em pirataria.

Branco afirma que o Campus Party conseguiu mostrar à imprensa que a troca de informações não é crime e comemora a difusão dessa idéia pelos grandes veículos de comunicação.

O espírito de compartilhamento do Campus Party permanece após o evento na internet, em diversos blogs que trataram do assunto, bem como vídeos postados no You  Tube e fotos, no Flickr.

Avanços e desafios da TV Digital brasileira

by Mario Marco e Danielle Almeida em 2008-04-18 17:13 last modified 2008-04-18 20:16
Dividida em três partes, chamadas Hora Ginga, a palestra sobre essa tecnologia de TV Digital foi bastante concorrida e lotou o auditório não só na primeira Hora Ginga, como nessa segunda que nós acompanhamos.

O Ginga é o único middleware (nome dado a um sistema ou software que serve como um intermediador) desenvolvido com software livre e a novidade é que ele permite mandar vídeos e áudios com alta qualidade (HDTV), além de enviar dados, como informação de programação ou informações interativas.

Marcelo Ferreira Moreno, coordenador técnico do Laboratório de TeleMídia da PUC-Rio, defendeu que o Ginga oferece oportunidades não só para emissoras de televisão, agências de notícias ou publicidade e produtoras de audiovisual, mas também para serviços de governo (Receita Federal, INSS, MEC), serviços financeiros como bancos, comércio eletrônico (e-commerce), instituição de ensino à distância, TVs comunitárias, produtoras independentes, desenvolvedores de jogos e de middleware que possam melhorar ainda mais a interatividade e os serviços.

Ele explicou que o Ginga como software livre permite a intermediação das cadeias de radiodifusão interativa e os aparelhos de radiodisusão ou internet. Ou seja, o Ginga oferece uma comunicação entre fornecedores de serviços, como emissoras de TV, bancos etc e o público.

De acordo com o Moreno, testes com tecnologia de TV Digital para a TV Pública já ocorrem. O exemplo dado por ele foi o caso da Caixa Econômica Federal, que mostrou uma consulta e aquisição de serviço através da TV digital.

A comunidade Ginga encontrada no portal do software livre possui 3160 membros.Para saber mais sobre essa tecnologia, acesse: www.ncl.org.br, www.ginga.org.br, www.softwarepublico.gov.br, www.telemidia.puc-rio.br.

Levante seu telecentro em 30 minutos!

by Emerson Luis em 2008-04-18 16:31 last modified 2008-04-19 11:56

É o que diz Chico Fedora, implementador social do programa Gesac, sobre a distribuição customizada para uso exclusivo nos telecentros do programa espalhados pelo Brasil.


Atualmente o Gesac possui 3530 telecentros, todos conectados à Internet via satélite. Para atuar nestas comunidades, 27 implementadores sociais estão espalhados pelo país.


Para facilitar a implementação de sistemas nos telecentros, os técnicos do projeto criaram sua própria distribuição, baseada no popular Ubuntu, uma das distros * Linux mais amigáveis para qualquer usuário que deseja migrar seu sistema operacional.


A distribuição do Gesac pode ser utilizada por qualquer programa de inclusão digital, público ou privado. Para facilitar a instalação em redes com máquinas mais antigas, os técnicos do programa “enxugaram” a distro para que ela coubesse em um CD comum, de 700 megas.


Guto Carvalho, implementador social do Gesac, disse na sua palestra que essa diminuição foi necessária pois muitos telecentros não tem periféricos de DVD para rodar a instalação.


Em testes feitos com uma rede de 20 máquinas, cada uma com 64 megas de mémória RAM, o funcionamento da rede foi suficiente para realizar oficinas de aplicativos, como a suíte de escritório Open Office.


Para entrar em contato com a equipe, baixar a distro e obter mais informações visite oca.idbrasil.org.br/distro


* Significado: Distribuição, termo usado para o Linux.

Categoria(s):
Palestras
Dia 2

Participantes aumentam no FISL

by Emerson Luis em 2008-04-18 15:32 last modified 2008-04-18 15:32

Neste momento o FISL 9.0 atingiu 7.417 participantes inscritos.


O dado acaba de ser atualizado no site do evento em http://fisl.softwarelivre.org


Pergunta intrigante para Mazzoni

by Emerson Luis em 2008-04-18 15:19 last modified 2008-04-18 17:05

Marcos Mazzoni, presidente do Serpro, passou pela sala de imprensa para conversar com os jornalistas. Na pauta, os projetos da estatal como prestadora de serviços públicos e a ampliação de Software Livre em sua estrutura.


Um dos jornalistas presentes perguntou para Mazzoni se a saída de Sérgio Amadeu da presidência do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), em 2005, afetou o avanço do Software Livre no governo federal. Em tempo: Sérgio Amadeu sempre foi o grande motivador dos gestores públicos para adoção de SL mais rápida pelos orgãos de governo.


Para Mazzoni, a saída do Sérgio Amadeu da presidência do ITI em 2005 não afetou a adoção de software livre e os diversos órgãos mantiveram seus cronogramas de mudança de sistemas. A política estava desvinculada da gestão técnica para diversos gestores responsáveis pelas estruturas de tecnologia da informação.

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Dia 2

Plone - Muitas possibilidades

by Mário Marco em 2008-04-18 11:59 last modified 2008-04-19 23:07

No final da noite de ontem (17) participei da palestra sobre Plone (Sistema Gerenciador de Conteúdo livre e de código aberto) dirigida por Fábio Rizzo.

Todos estávamos cansados pela corrida da imprensa o dia todo, mas seguimos em frente e fui, com a companhia do colega de trabalho Anderson, para sala. Logo de início, Fábio Rizzo explicou que, até hoje, o Plone é pouco conhecido até mesmo nas comunidades de software livre. Isso fez com que ele e sua equipe de exposição mudassem o escopo de toda a palestra, baixando o nível de dificuldade da palestra de avançado para iniciante.

Foi dito que muitas foram as vitórias, começando com o reconhecimento da tecnologia a partir do próprio governo e depois pelas empresas privadas.

Empresas como NASA, Embrapa, Correios, Radiobras e UnB já adotaram a iniciativa de usar o Plone como portal, intranet e até ferramenta de desenvolvimento, indo muito além do simples gerenciar de conteúdos.

E, com isso, o Plone 3 vem com o título de ECMS.

Durante toda a palestra pude perceber como a comunidade de Plone é unida, extremamente prestativa e acolhedora, sendo isso bom para que a comunidade continue reciclando, aumentando e, por fim, gerando “uma massa cinzenta” que possa melhorar continuamente a tecnologia.

Eles disseram que até fóruns específicos para Plone e outros meio de convidar pessoas para se integrar são feito, tudo com o intuito de aumentar o grupo.

Por fim, sem falar sobre aspectos técnicos, pretendo, em outro post, colocar a palestra deles com alguns apontamentos. Tivemos um rápido brainstorm ou bate papo com o pessoal do Globo.com sobre o vignette, CMS usados por eles e o Plone como solução de código aberto.

Para melhor entendimento sobre o plone, acesse este link com uma rápida explicação e, como bônus, uma curiosidade

Solidariedade WiFi

by Emerson Luis em 2008-04-18 11:49 last modified 2008-04-18 16:43

A solidariedade digital vai além do compartilhamento dos códigos no FISL.


Na sala de imprensa, local em que jornalistas e fotógrafos se amontoam para enviar textos, imagens e vídeos para seus sites e jornais, a conexão WiFi montada pela PUC- RS não funciona bem, e os cabos azuis de rede não são suficientes para as quase 30 pessoas que circulam por aqui.


Cesar Cardoso, hacker e geek em plantão permanente na Internet, emprestou seu AP (acess point) particular para o pessoal. Agora, um dos pontos azuis está ligado no AP, que gera a rede WiFi para todos.

O problema: os milhares de hackers e geeks também presentes no evento irão fatalmente descobrir este ponto. E então começa outra batalha por mais conectividade.

Paraná espera economizar R$ 100 milhões com software livre

by Danielle Almeida Pereira em 2008-04-18 00:51 last modified 2008-04-19 10:42

O governador do Paraná, Roberto Requião, marcou presença no FISL desse ano como uma das personalidades mais assediadas, não só pela imprensa durante entrevista coletiva, mas pelos organizadores e pelo público.

 Participamos da coletiva e trazemos aqui um pouco do que foi falado pelo governador.

 

Segundo Requião, 80% dos contratos do governo estadual envolvem software livre e um projeto de acabar com a telefonia privada deve gerar um corte de R$ 100 milhões por ano a partir do mês que vem.

 

“Anunciaram que o Paraná iria parar, que a administração não iria funcionar mais. Só no DETRAN, cancelamos um contrato de R$ 112 milhões. O mais interessante disso tudo é que ninguém foi à juízo reclamar os rompimentos unilaterais do governo”, afirma.

 

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Dia 1

Instrução normativa pode ampliar uso de software livre pelo governo

by Danielle Almeida Pereira em 2008-04-18 00:18 last modified 2008-04-19 11:45
Está em consulta pública uma instrução normativa que visa regulamentar as contratações e os serviços de tecnologia da informação do governo federal. E o objetivo é diminuir a dependência do governo em relação às empresas e melhorar a qualidade da contratação. A afirmação é do secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santana.

Segundo ele, a instrução pode fazer com que os órgãos e os ministérios tenham um plano diretor em informática que oriente e planeje as contratações de forma a possibilitar a participação de diferentes fornecedores. 

Santana diz ainda que a instrução estimula soluções livres, sua publicação e seu compartilhamento através do portal do software público, isso para evitar que a administração pública compre várias vezes a mesma solução.

Ele cita aqui o Cacic, um software que supervisiona e realiza auditoria nasmáquinas do serviço público, e conta que hoje o Caci é uma comunidade com mais de 8 mil pessoas e 500 empresas brasileiras habilitadas para suportar o software, além de ter a participação de oito países e algumas prefeituras latino-americanas, como Montevidéu, no Uruguai, e Assunção, Paraguai.

Ele não faz previsões, mas defende que deve haver redução de custos no caso de o governo buscar contratos baseados na tecnologia de software livre, especialmente em decorrência do maior número de investidores.

Santana destaca ainda que a instrução normativa pode "ajudar o gestor a conduzir a administração, mostrar de que forma ele pode fazer uma boa contratação e não deixar o governo preso a uma solução proprietária e a um prestador de serviço".

Ao ser questionado quanto a posição das empresas, o secretário se disse surpreso com a corcordância de empresas que defenderam a norma como forma de se democratizar o acesso aos projetos de governo.

Os interessados em apresentar sugestões podem participar da consulta pública até o dia 25 deste mês. Segundo Santana, o governo espera publicar o documento no dia 20 de maio. Acesse o site:

http://www.governoeletronico.gov.br/consulta-publica

E ouça o que disse o secretário.

 

 

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Dia 1

Arroz quilombola na abertura do FISL

by Emerson Luis em 2008-04-17 17:24 last modified 2008-04-17 19:06

Fora o necessário das aberturas, que servem para agradecer e legitimar as ações de quem organiza um grande evento como o FISL, valem as iniciativas populares presentes na PUC-RS.

Recebi durante a abertura o arroz quilombola, o primeiro arroz cultivado no Brasil, trazido pelos escravos.

Com um número musical, o grupo de RAP dos quilombolas do Teixeiras, localizado no município de Mostardas, no litoral do RS, cantou toda a trajetória do primeiro arroz brasileiro.

Na embalagem das amostras distribuídas aqui, está escrito: Semente Livre! Livre para criar, livre para programar, livre de transgênicos e livre de agrotóxicos.

Começa oficialmente o FISL 9.0

by Emerson Luis em 2008-04-17 16:57 last modified 2008-04-17 19:23

Na mesa de abertura da nona edição do FISL, quase não cabia mais gente. Autoridades, patrocinadores e organizadores estiveram lado a lado. Abaixo, a lista quase completa. Na correria da abertura, um ou dois nomes de alguma entidade escaparam, mas podemos listar quase todas.

Duas pessoas foram aplaudidas com mais entusiasmo: o governador do Paraná, Roberto Requião, e o presidente do Serpro, Marcos Mazzoni.

E isso não é por menos. No estado do Paraná, por ordem do governador ao seu então responsável pela infra-estrutura de Tecnologia da Informação (TI), Marcos Mazzoni, os sistemas de software livre (SL) começaram a ser implementados em diversos níveis da administração. Daí a simpatia da comunidade software livre pelos dois.


Vice-governador do RS, Paulo Afonso Feijó

Coordenador do FISL, Sady Jaques

Deputada federal Maria do Rosário

Deputado estadual RS, Adao Villaverde

Governador do Paraná, Roberto Requião

Vereador Carlos Obaceto, Porto Alegre

Diretor do Dpto de Inclusão Digital do Minicom, Heliomar Medeiros

Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende

Secretário de Logística e TI do MPOG, Rogerio Santanna

Gerente de informática e estratégias do MinC, José Murillo

Vice-presidente de Tecnologia de Informação da Caixa, Clarice Copetti

Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Paulo Maciel

Presidente da Rede Marista de Educação, Lauro Francisco Rocheiff

Presidente do Serpro, Marcos Mazzoni

Diretor da Cobra Tecnologia, Sergio Rosa

Diretor do Comitê Gestor da Internet Brasil, Hartmut Glaser

Como articular os projetos de inclusão para compartilhar informações

by Emerson Luis em 2008-04-17 16:05 last modified 2008-04-17 16:12

A plenária sobre Inclusão Digital e Software Livre, com mesa coordenada por Kiki Mori, assessora para Inclusão Digital da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, reuniu no FISL 9.0 diversos programas de inclusão digital públicos. Representantes do Gesac, Territórios da Cidadania e Casa Brasil estavam presentes, debatendo com membros da sociedade civil como fortalecer a cooperação entre os programas, para incentivar o acesso e a capacitação dos frequentadores dos projetos públicos.


O uso de software livre e o seu compartilhamento entre os projetos foi um dos focos da discussão. A padronização das distribuições Linux usadas nos programas foi abordada. Contextuando: no universo livre, encabeçado pelo sistema operacional Linux, existem várias distribuições, as chamadas distros. A partir do kernel do Linux, empresas e usuários comuns criam suas próprias plataformas.


Guto Carvalho, implementador social do programa Gesac, lembrou na plenária que o uso de diversas distros pode respeitar a realidade de cada programa, partindo da igualdade da base da plataforma, sem necessariamente de padronizar ferramentas e aplicativos.

Muito interesse

by Danielle Pereira em 2008-04-17 14:26 last modified 2008-04-17 15:35
Essa foi minha primeira impressão ao pisar os pés na PUC-RS, sede da nona edição do Fisl neste ano. Interesse não só das centenas de pessoas que lotavam o saguão para se inscrever no evento, como lembrou o Emerson Luis, mas também das empresas privadas que pagaram para participar do fórum, como o Mário Marco citou (não quero postar repeteco do que já foi dito, e peço desculpas ao leitor caso o faça).


O organizador do Fórum de Software Livre, Mario Teza, destacou justamente esse interesse não só dos mais de 6 mil inscritos, como também de empresas que querem vender e recrutar. Ele cita a participação da Globo, que pagou para expor.



“O Fisl é o ponto de encontro de quem quer conhecer essa tecnologia”, disse o organizador. Ele defendeu ainda a posição de pioneiro do Brasil no desenvolvimento do software livre.

“O Brasil pode ser, na área de tecnologia da informação, o que foi na área do combustível alternativo, como biodiesel, pró-álcool ou do carro flex”, explica.

Além disso, Teza cita a liderança do país no uso das urnas eletrônicas que, agora, vêm com software livre.  
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Dia 1

O bom velhinho

by Danielle Almeida em 2008-04-16 18:18 last modified 2008-04-19 23:16

A aparência é de alguém meigo. E o olhar é penetrante e bondoso... tipo o bom velhinho mesmo, aquele do Natal. É bizarro falar isso, mas essa é a imagem que fica ao observar Jon Hall, um dos fundadores do conceito de software livre, buscando lembrancinhas do Fisl na loja do evento. E, depois, entrando na sala de imprensa como se quisesse passar despercebido.

Por trás dos grandes óculos e da volumosa barba existe não só o extenso conhecimento de quem, obviamente, sabe do assunto, mas Jon "Maddog" Hall impressiona pelo nível de engajamento. A entrevista rendeu! E prometemos postar não só o vídeo, mas a transcrição do que foi falado.

Enquanto isso, uma prévia:

Para Jon Hall, o "software livre é feito para o usuário e ele é o único que liga para a qualidade do sistema". Por isso, segundo ele, deve-se manter a diversão na hora de criar o software.

Hall defende a potencialidade do software livre e diz que esse é o único meio de garantir qualidade à área. "O que existe hoje será melhor trabalhado amanhã com o software livre".



Quanto ao Brasil, Jon Hall acredita no país como liderança na parte de desenvolvimento e diz que "o Brasil é a estrela guia do software livre". E explica: "Empresas, comunidade e governos devem andar juntos e o Brasil é um bom exemplo disso".

Mas, devido a essa possibilidade de se compartilhar conhecimentos, o software livre pode se transformar em ferramenta de exportação de desenvolvedores. Para evitar isso, Hall diz que é preciso desenvolver uma economia de software livre através da cooperação e competição e fugindo da "escravidão do software", que é a lógica, de acordo com ele, do software proprietário.

"Você evita a escravidão ao pensar no que está fazendo. Se as pessoas entendem o que estão fazendo, o que está acontecendo, a única escolha lógica será o software livre", explica.

Segundo Hall, as empresas devem buscar a excelência, mas não esquecer da cooperação, já que a tecnologia permite lucrar com treinamentos, reparo de erros e melhora do sistema para o usuário, isso tudo, devido à liberação do código-fonte.

Mas os governos devem atentar para a questão: "Se o seu país não possui a tecnologia para desenvolver o software livre, como vai se proteger? Como vai melhorar?", questiona ao criticar o embargo norte-americano a Cuba.

Após a entrevista com Jon Hall, conversamos também com diretores da Sun, companhia norte-americana que desenvolveu a linguagem Java e os processadores sparc (em novembro de 2006 eles abriram o código do Java para software livre. E, hoje, existem 34 mil desenvolvedores certificados pela Sun para trabalhar com Java. Só para se ter uma idéia do uso dessa linguagem, o imposto de renda da Receita Federal é todo feito em Java).

Jean Elliot é diretora sênior da empresa e diz que há um pequeno número de países para os quais a Sun não pode oferecer tecnologia de software livre devido ao embargo imposto pelo governo norte-americano. "Mas a comunidade está trabalhando nos códigos em várias partes do mundo e eles contribuem. O software livre vai evoluir indiferente da política", defende.


Jean cita a tradução do Guia de Desenvolvimento de Tecnologias Abertas. (Esse manual foi feito pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e ganhou tradução para o português. A publicação inédita em nossa língua foi lançada nessa edição do Fisl). Ela diz que o país "valoriza e percebe que pode inovar" e que tem interesse em garantir segurança e qualidade.
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Carta ao presidente

by Danielle Almeida/Suporte técnico e logística- Mario Marco em 2008-04-16 18:18 last modified 2008-04-19 01:25
O presidente passou seu recado. Mas e se o público do Fisl pudesse dizer a ele o pensa?

Eu quero a minha Caloi

by Mário Marco e Danielle Almeida em 2008-04-16 18:18 last modified 2008-04-17 19:57

No FISL vemos a capacidade criativa desta gente. Há desde os que jogam video games wii na globo.com até garotos pedindo computadores e notebooks, como é o caso do estudante de informática William Machado, que participa pela primeira vez do evento.

Será que ele já tentou o financiamento da Caixa?


Softwares privados versus serviços cooperativos ou competitivos

by Mário Marco em 2008-04-16 18:18 last modified 2008-04-17 19:55

Curiosidade:


Enquanto o software privado gera lucro por meio da venda de seus produtos fechados o software livre gera lucro com a prestações de serviços, os treinamentos, a economia e a reutilização de código.

FISL 9.0: mais de 6.000 pessoas na PUC-RS

by Emerson Luis em 2008-04-16 18:18 last modified 2008-04-17 14:01

O Fórum Internacional de Software Livre, evento de tecnologia e conhecimento que acontece em Porto Alegre até 19/04, abriu suas portas na manhã desta quinta-feira com mais de 6667 inscritos via site do evento.

Segundo Mario Teza, organizador do FISL desde sua primeira edição, este número de inscritos é recorde.

Na porta da Pontifícia Universidade Católica, sede do evento, uma multidão formada por participantes, expositores e imprensa tomava conta das instalações desde às 8h30 da manhã para realizar o credenciamento.

Quem não se inscreveu pelo site antes do evento corre para a inscrição nos balcões. O público pode aumentar, ainda segundo Teza, em pelo menos 1.000 pessoas.

A abertura oficial do evento acontece a partir das 16h na sala Linus Torvalds.

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A grande sacada

by mario em 2008-04-16 18:18 last modified 2008-04-17 14:01

Neste ano, a organização se preocupou em atender vários níveis de compreensão dentro do Fórum.

Não somente a esfera técnica, com as novidades tecnológicas, mas a esfera estratégica, gerencial para que se possa criar um formato para que o software livre chegasse à esfera que acho eu a mais importante, a esfera pública, a do povão.  A atenção que a organização do evento tem demonstrado uma grande atenção as pessoas que nada sabem, mas tem fome de saber mais sobre o que acontece aqui dentro.

Os eventos foram devidos pensando no lado técnico, estratégico e de inclusão e sua grade foi nivelada em: iniciantes, intermediário e avançado.

Software Livre na Dataprev: Open Office nas estações de trabalho

by Emerson Luis em 2008-04-16 18:18 last modified 2008-04-17 14:01

O novo presidente da Dataprev, Lino Roque Kieling, disse em entrevista na sala de imprensa do FISL que a expectativa da Dataprev, estatal de tecnologia ligada ao Ministério do Previdência, é de implementar o Open Office em 40.000 estações de trabalho da empresa.


Segundo Lino Roque, “desde o ano passado, todas as máquinas novas adquiridas pela empresa entram sem MS Office”.


A Dataprev ainda não fechou as contas sobre a economia de recursos públicos, mas Lino estima que já estejam na casa de milhões de reais.

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Dia 1

Até a globo.com também aqui

by Mário Marco em 2008-04-16 18:18 last modified 2008-04-17 15:46

Logo de início percebemos na entrada da PUCRS a grandeza do evento que nos aguardava, muitos estandes, pessoas de diversos países, latinos ou não, e o software livre como astro principal.

 

Neste FISL temos empresas governamentais, empresas privadas, todos querendo vender, recrutar ou de alguma forma mostrar algo relacionado com o software livre.

 

Interessante salientar que a Globo.com tem seu estande. Mais interessante ainda o fato de estar tão bem posicionado com todas as sua marcas.

Compartilhando idéias

Fórum começa amanhã e discute possibilidades do software livre

by Danielle Almeida Pereira em 2008-04-16 12:28 last modified 2008-04-16 18:21
Começa amanhã (17) em Porto Alegre (RS) a nona edição do Fórum Internacional de Software Livre, o Fisl 9.0. A idéia do evento é reunir professores, pesquisadores, especialistas e interessados em compartilhar conhecimentos sobre o software livre, além de discutir, divulgar e melhorar essa tecnologia.

Na programação, palestras e encontros das chamadas comunidades (de desenvolvedores dessa tecnologia). O Fisl vai oferecer também a Arena de Programação do Fórum Internacional Software Livre, uma espécie de competição que tem o objetivo de promover o encontro de membros dessas comunidades tecnológicas e testar suas habilidades na área. O fórum termina no dia 19 e a Agência Brasil vai estar lá, tentando trazer a você um pouquinho do que acontece, é discutido e mostrado nessa nona edição.

Mas, afinal, o que é o software livre?

De forma bem resumida: é um programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição.

Um texto publicado aqui na Agência Brasil pelo jornalista André Deak no ano passado explica bem esse conceito. E entrando no espírito do software livre, que permite justamente esse compartilhamento, faço minhas as palavras dele:

Usar um programa de computador livre, com código aberto, significa ter a possibilidade de entender como funciona o programa, podendo modificá-lo de acordo com as necessidades do usuário. Em outras palavras, qualquer um pode acessar e alterar a área em que estão registradas as informações que fazem o programa funcionar, o chamado código fonte. Por isso, ele é considerado aberto e livre.

Existem mais de 30 licenças que sistematizam o uso de softwares livres. A mais usada é a General Public License, criada pelo especialista americano Richard Stallman, que em português significa Licença Pública de Uso Geral. A GPL oferece quatro direitos ao usuário: copiar, distribuir, modificar e estudar.

A licença também impõe uma restrição: uma vez modificado o programa, a mudança não pode ser apropriada por nenhum dos usuários. Ela é de uso comum entre aqueles que partilharam o programa.

Uma das metáforas mais utilizadas para explicar o conceito desse tipo de programa é a da receita de bolo. É como se um programa de computador fosse o bolo, e o código dele a sua receita. No software livre, as pessoas têm acesso à receita, o que possibilita que alterem o sabor do bolo (ou a finalidade do programa) como preferirem. No outro modelo, conhecido como software proprietário, as pessoas não podem ter acesso à  receita.

A possibilidade de alterar o código dos softwares impulsiona a criação de comunidades de programadores e usuários que discutem e melhoram o funcionamento de programas. Os defeitos são discutidos em fóruns, que analisam o código até que o problema seja resolvido.

Atualmente, muitas empresas utilizam o software livre em seus sistemas, pois consideram que ele tem várias vantagens sobre o outro tipo de programa, chamado software proprietário. Nesse modelo, a empresa que desenvolveu o produto precisa autorizar seu uso, normalmente mediante pagamento.

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