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Brasília - Em uma primeira fase da internet, os sites reproduziam a lógica dos veículos impressos. Num segundo momento, passaram a oferecer vídeos, áudios e hipertextos, num processo que ganhou força com a evolução dos computadores, com o barateamento das conexões rápidas e a partir das iniciativas de inclusão digital. O resultado dessa mudança é que o espaço da rede se consolidou como um ambiente multimídia e se abriu para milhares de cidadãos, que constituem um público ativo e crítico, cada vez mais exigente.
Isso colocou o jornalismo na internet diante de um desafio: recriar sua linguagem. A Agência Brasil se propõe a participar desse processo ao organizar uma nova página que interage com as diferentes plataformas informativas disponíveis: texto, áudio, imagens, vídeos e animações.
O novo site também procura aproveitar o fato de a Agência Brasil estar dentro da Radiobrás, uma empresa que opera diferentes mídias eletrônicas. Por esse motivo, o usuário encontrará conteúdo produzido pela TV Nacional, pela TV Brasil - Canal Integración, pela NBr - A TV do governo federal pela Rádio Nacional da Amazônia, pela Rádio Nacional FM e AM de Brasília e pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
“A combinação de linguagens estáticas (tabelas, fotografias e textos) com linguagens dinâmicas (vídeos, material em áudio e animações) é o desafio colocado às empresas que se propõem a fazer jornalismo multimídia”, avalia André Deak, editor-executivo multimídia da Agência Brasil. “Compreender, explorar e criar novas possibilidades é o exercício diário a que nos propomos”.
Recentemente, a Fundación para El Nuevo Periodismo Iberoamericano (www.fnpi.org), organização que estimula a prática do jornalismo na América Latina, decidiu não premiar nenhum trabalho jornalístico de diversos países inscritos na categoria internet. A justificativa foi que “o uso da tecnologia multimídia apresentou falhas e o conceito visual das obras oferecia pouca novidade para o jornalismo na internet”.
A antiga página da Agência Brasil, por exemplo, não explorava esses recursos. Um estudo produzido pela jornalista brasileira Catarina Balencastro, em Londres, apontou com propriedade esse fato. Ela comparou a produção semanal da Agência Brasil e da BBC de Londres, no início de 2005, para entender como as duas empresas utilizam os recursos multimídia oferecidos pela internet.
Sua conclusão foi direta: “a Agência não aproveita totalmente as possibilidades que a rede oferece, limitando as fontes multimídia (...) pela falta de uma mentalidade ‘de comportamento virtual’ como premissa, exatamente o contrário do que ocorre na BBC”.
"A tese da Catarina caiu nas nossas mãos quando estávamos finalizando o projeto. Foi muito importante, porque mostrou claramente o quanto estávamos defasados. Mas agora, podemos dizer que esse momento foi totalmente superado", diz Deak. O desafio da Agência Brasil, agora, é reverter essa análise e buscar um site com mais opções de navegação e conteúdo, mantendo sempre a produção de um jornalismo objetivo, baseado na cobertura do governo, do Estado e da cidadania.
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