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13 de Julho de 2006 - 15h52 - Última modificação em 13 de Julho de 2006 - 16h26


Ônibus de São Paulo terão policiais à paisana armados

Bruno Bocchini e Marli Moreira
Repórteres da Agência Brasil

 
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São Paulo - A Polícia Militar (PM) vai reforçar o policiamento em pontos estratégicos dos 20 corredores de ônibus da capital paulista e também em áreas da Grande São Paulo e do interior. Além disso, policiais à paisana estarão entre os passageiros, segundo anunciou hoje (13) o comandante geral da PM paulista, coronel Elizeu Eclair.

Segundo ele, 55% dos ataques atribuídos à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram contra ônibus do transporte coletivo. De um total de 106 ocorrências registradas até às 10 horas de hoje, 15 referem-se a ataques contra caixas eletrônicos do sistema bancário e 68 são casos de ônibus destruídos total ou parcialmente em depredações e incêndios. A nova onda de ataques começou na noite de terça-feira (11).

"Está claro que o foco principal é o transporte coletivo de ônibus, e observamos que muitos desses ônibus foram queimados onde havia meio de fuga próximo à favela ou coisa assim. Essa destruição foi terceirizada com a participação de adolescentes, em sua maioria com 18 e 20 anos”, disse o coronel.

A maioria dos veículos danificados pertence à frota de 15 mil unidades de 16 empresas que operam em 23 terminais da cidade. Após se reunir com o comandante-geral da PM,  o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, informou que iria convocar os representantes dos empresários do transporte coletivo para discutir a retomada das atividades.

"Estamos dando todas as condições para a volta à normalidade, colocando os PMs junto a funcionários da Secretaria da Segurança Pública para operações conjuntas nos principais corredores e terminais de ônibus”, disse o coronel.

De acordo com ele, os policiais à paisana não estarão em todos os ônibus. "Esses homens vão monitorar as eventuais ações e pode ser que na grande maioria das vezes não se tome nenhuma atitude policial”, disse. "Não é importante prender ninguém se a vida do usuário estiver em perigo”.

Eclair informou que o número de mortos subiu para sete. “Nessa madrugada, tivemos um morto em São Bernardo do Campo, onde houve reação ao ataque a tiros vindo de um veículo”.

Ele garantiu que a polícia não está inerte frente aos criminosos e previu o retorno à normalidade na circulação da frota de ônibus para até o final desta tarde. Ele também destacou que os trens da Companhia do Metrô e demais meios de transporte ferroviário estão funcionando normalmente.



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