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19 de Julho de 2006 - 20h15 - Última modificação em 20 de Julho de 2006 - 11h31


Juros reais continuam muito altos, criticam economistas

Edla Lula
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Mesmo tendo a menor taxa básica de juros dos últimos dez anos, o brasileiro ainda convive com um juro real muito alto, na opinião de economistas do mercado financeiro ouvidos hoje (19) pela Agência Brasil. O juro real está em pouco mais de 10%, quando a média mundial é de 6% ou 7%, segundo Rubens Lopes da Silva, presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

A taxa real é o juro menos a inflação. Ou seja, ela mede quanto se paga de juros descontada a inflação. Hoje (19), o Banco Central definiu em  14,75% ao ano, a taxa básica do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Com a inflação do ano estimada em 4,5% pelo Banco Central, o juro real atualmente seria de 10,25%.

"O ideal seria acompanhar os mercados internacionais, com taxa real de 6% ou 7%", comenta o presidente da Anefac. A economista do banco ABN Amro Real, Tatiana Pinheiro, lembra que já houve momentos em que o juro real foi menor. Segundo ela, no início de 2004, a taxa real chegou a atingir 8,9%. "O resultado foi que em setembro daquele ano, o Copom teve que interromper a trajetória de redução, diante da ameaça de inflação", recorda. "Ainda temos uma taxa real elevada, não está entre as máximas, mas ainda é muito elevada", diz ela.

Como a economia brasileira vive um período de inflação sob controle, com o mês de junho registrando até uma deflação de 0,21%, a taxa real não consegue acompanhar a redução da Selic. Embora concordem que o ideal é uma taxa real abaixo dos 10%, os analistas de mercado acham prudente não promover uma redução brusca da Selic.



 


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