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24 de Julho de 2006 - 19h20 - Última modificação em 24 de Julho de 2006 - 19h20


Secretário visita voluntária de pesquisa sobre célula tronco submetida a cirurgia no Rio

Aline Beckstein
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio - O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, José Gomes Temporão, visitou hoje (24) a primeira voluntária do Rio de Janeiro a participar de pesquisa pioneira que está sendo desenvolvida sobre o uso de células tronco em pacientes com problemas cardíacos. A vendedora Susy Mascarenhas, de 53 anos, sofre de isquemia crônica e na semana passada foi submetida a uma cirurgia de ponte de safena.

Nessa cirurgia, ela pode ter recebido implante de células tronco, como metade dos 1.200 selecionados com quatro tipos de problema cardíaco: infarto agudo do miocárdio, isquemia crônica, cardiomiopatia dilatada e doença de Chagas.

Na pesquisa, de acordo com Temporão, metade dos voluntários recebe placebo e os restantes, células adultas do próprio corpo do paciente, capazes de se especializar em diversos tecidos, como o do coração. Ele explicou que nessa primeira fase da pesquisa, os médicos não sabem quais foram as pessoas que receberam células tronco. 

Financiada pelo Ministério da Saúde, a pesquisa envolve 33 centros em nove estados e no Distrito Federal e o secretário disse acreditar que os resultados poderão trazer profundas mudanças nas cirurgias cardíacas. "A importância desse trabalho é a expectativa de que o implante de células tronco no coração possa levar à produção de novos vasos sangüíneos, sem a necessidade da cirurgia de revascularização. Em termos potenciais, isso pode se tornar uma revolução do ponto de vista terapêutico", disse.

A vendedora disse que a isquemia a impedia de andar – "eu sentia dores e não tinha mais vida". E que espera, "após a alta hospitalar, passar a ter uma vida mais normal".

Em três anos, segundo o secretário, os pesquisadores poderão concluir sobre a eficácia do uso de células tronco em pacientes cardíacos. Em caso positivo, a estimativa do Ministério da Saúde é de uma economia de cerca de R$500 milhões por ano no tratamento desse tipo de doença, a principal causadora de mortes no país.



 


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