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Rio de Janeiro -
Começa na terça-feira (1) em 120 países a Semana Mundial da
Amamentação. No Brasil, o Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para sediar uma
série de debates sobre o aleitamento materno. A Sociedade Brasileira de Pediatria
(SPB), em parceria com o Ministério da Saúde, vai distribuir durante a semana,
em todos os hospitais públicos e privados do país, folhetos e cartazes
explicando os benefícios da amamentação exclusiva durante os seis primeiros
meses de vida. Este é o período recomendado pela Organização Mundial de Saúde
(OMS).
De acordo com a presidente do Departamento de Aleitamento da
SBP, Elza Giugliani, “a garantia das condições necessárias para que as mães
possam exercer este ato de amor é uma responsabilidade de toda a sociedade”.
“O aleitamento materno traz benefícios tanto para a criança
como para a mãe, com reflexo em toda a família. Assim, os pais não precisam
comprar leites industrializados, que não substituem o materno e são muito
caros. Já para os filhos, o argumento mais importante é a prevenção de doenças
infecciosas, como diarréia, pneumonia e otites, e evita muitas mortes”,
afirmou.
Giugliani informou que há estudos recentes que apontam que
as mães que amamentam prolongadamente têm menores chances de desenvolver
diabetes e câncer de mama.
Como forma de reforçar o aleitamento materno, ela lembrou
que está em tramitação no Senado um projeto de lei que prevê o aumento da
licença-maternidade de quatro para seis meses.
“Essa extensão é para garantir que a mulher possa cumprir a
recomendação da OMS, que é tida como ideal, mas também porque o contato e a
presença da mãe nessa faixa etária são fundamentais para fortalecer o vínculo
com o bebê”, afirmou.
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