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30 de Julho de 2006 - 13h24 - Última modificação em 30 de Julho de 2006 - 13h24


Semana Mundial da Amamentação vai ser aberta terça-feira no Rio de Janeiro

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Começa na terça-feira (1) em 120 países a Semana Mundial da Amamentação. No Brasil, o Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para sediar uma série de debates sobre o aleitamento materno. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SPB), em parceria com o Ministério da Saúde, vai distribuir durante a semana, em todos os hospitais públicos e privados do país, folhetos e cartazes explicando os benefícios da amamentação exclusiva durante os seis primeiros meses de vida. Este é o período recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com a presidente do Departamento de Aleitamento da SBP, Elza Giugliani, “a garantia das condições necessárias para que as mães possam exercer este ato de amor é uma responsabilidade de toda a sociedade”.

“O aleitamento materno traz benefícios tanto para a criança como para a mãe, com reflexo em toda a família. Assim, os pais não precisam comprar leites industrializados, que não substituem o materno e são muito caros. Já para os filhos, o argumento mais importante é a prevenção de doenças infecciosas, como diarréia, pneumonia e otites, e evita muitas mortes”, afirmou.

Giugliani informou que há estudos recentes que apontam que as mães que amamentam prolongadamente têm menores chances de desenvolver diabetes e câncer de mama.

Como forma de reforçar o aleitamento materno, ela lembrou que está em tramitação no Senado um projeto de lei que prevê o aumento da licença-maternidade de quatro para seis meses.

“Essa extensão é para garantir que a mulher possa cumprir a recomendação da OMS, que é tida como ideal, mas também porque o contato e a presença da mãe nessa faixa etária são fundamentais para fortalecer o vínculo com o bebê”, afirmou.

 

 



 


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