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Brasília - Um dos principais debates da proposta de
convocação da Assembléia Constituinte é
como manter um trabalho sem influências políticas e
partidárias para a reforma do sistema político do país.
Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, Octávio
Gomes, sugeriu que a pessoa que se candidatar para compor essa
Constituinte fique proibida de disputar, pelo menos por certo
período, cargos políticos. “Desta forma, todos os
participantes que estivessem envolvidos com a questão,
estariam entregues de corpo e alma”, defende.
Octávio Gomes considera necessária a
convocação de uma Assembléia Constituinte para
fazer tanto a reforma política quanto a reforma tributária.
Segundo ele, dois assuntos, “tão polêmicos” que
estão na pauta de discussão há anos. “O
Congresso passado não conseguiu fazer essas reformas, o
retrasado também não, o atual também não,
e acredito que o congresso que será eleito em outubro deste
ano também não conseguirá fazê-las. Então,
tenho convicção plena que a convocação de
uma Constituinte será o melhor caminho para avançarmos”,
disse.
Em nenhum momento da história brasileira foi
convocada uma Assembléia Nacional Constituinte para tratar de
um assunto específico. Em 1986, houve uma Assembléia
Constituinte que aprovou a Constituição Federal de
1988, mas os seus participantes – os constituintes -, eram os
próprios parlamentares que, na época, tinham poderes
para exercer tal função.
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