|
Brasília - As experiências em alfabetização de
jovens e adultos do Brasil e de mais sete nações que fazem parte da
Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) são o tema de uma
oficina que começou hoje (14) em Brasília. São cerca de 40
representantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São
Tomé e Príncipe, Timor Leste e Brasil que vão discutir formas de
cooperação na área educacional.
O
diretor do Departamento de Educação de Jovens e Adultos (EJA) do
Ministério da Educação, Timothy Ireland, disse que uma uma das
propostas do encontro é a formação de uma rede de parcerias para que os
países consigam atingir as Metas da Década da Alfabetização propostas
pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura
(Unesco).
“O que nós
estamos buscando com essa oficina é a oportunidade de todos os países
colocarem em comum as suas experiências, as suas dificuldades e também
as áreas em que se sentem mais fortes, em que achem que podem também
contribuir para o processo de cooperação”, enfatizou o professor. Segundo
o diretor, uma experiência brasileira que poderá ser compartilhada é o
programa Brasil Alfabetizado, articulado com a idéia de continuidade.
“O ponto mais importante para destacar é que, na nossa visão, a
alfabetização não pode ser tratada separadamente da continuidade. É
necessário garantir para as pessoas que participam dos programas de
alfabetização a continuidade”. Segundo Timothy, o Brasil já divide essa
experiência há dois anos com Moçambique, por meio de um plano de
cooperação no campo da alfabetização e educação de adultos. O
assessor Especial da Unesco para Educação, Célio da Cunha, lembrou que
qualquer cooperação entre países deverá ter como princípio a existência
da diversidade, mesmo entre países tão parecidos. “Essa comunidade de
língua portuguesa tem um substrato comum, ela tem um destino comum, e
cabe à educação, então, trabalhar esse destino”. O
diretor-geral da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Luís Henrique
Fonseca, lembrou a importância da cooperação no âmbito Sul-Sul, ou
seja, entre os países em desenvolvimento. “É muito importante para a
projeção nossa, para a projeção conjunta de nossos países no mundo, que
haja esse entendimento, que haja essa cooperação em todos os setores, e
não apenas na educação. Mas, na educação, é fundamental, porque o que
nos une mais é o idioma comum”, lembrou o embaixador. Na
próxima quarta-feira (16), será lançado durante o evento o Relatório
Conciso de Monitoramento Global do Educação para Todos 2006, programa
elaborado pelo Unicef. No encerramento da oficina, na quinta-feira
(17), será elaborado um documento final com as recomendações dos
participantes.
|
|