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14 de Agosto de 2006 - 15h41 - Última modificação em 14 de Abril de 2008 - 10h28


Países de língua portuguesa compartilham experiências em educação de jovens e adultos

Irene Lôbo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - As experiências em alfabetização de jovens e adultos do Brasil e de mais sete nações que fazem parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) são o tema de uma oficina que começou hoje (14) em Brasília. São cerca de 40 representantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Brasil que vão discutir formas de cooperação na área educacional. O diretor do Departamento de Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Ministério da Educação, Timothy Ireland, disse que uma uma das propostas do encontro é a formação de uma rede de parcerias para que os países consigam atingir as Metas da Década da Alfabetização propostas pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

“O que nós estamos buscando com essa oficina é a oportunidade de todos os países colocarem em comum as suas experiências, as suas dificuldades e também as áreas em que se sentem mais fortes, em que achem que podem também contribuir para o processo de cooperação”, enfatizou o professor.

Segundo o diretor, uma experiência brasileira que poderá ser compartilhada é o programa Brasil Alfabetizado, articulado com a idéia de continuidade. “O ponto mais importante para destacar é que, na nossa visão, a alfabetização não pode ser tratada separadamente da continuidade. É necessário garantir para as pessoas que participam dos programas de alfabetização a continuidade”. Segundo Timothy, o Brasil já divide essa experiência há dois anos com Moçambique, por meio de um plano de cooperação no campo da alfabetização e educação de adultos.

O assessor Especial da Unesco para Educação, Célio da Cunha, lembrou que qualquer cooperação entre países deverá ter como princípio a existência da diversidade, mesmo entre países tão parecidos. “Essa comunidade de língua portuguesa tem um substrato comum, ela tem um destino comum, e cabe à educação, então, trabalhar esse destino”.

 O diretor-geral da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Luís Henrique Fonseca, lembrou a importância da cooperação no âmbito Sul-Sul, ou seja, entre os países em desenvolvimento. “É muito importante para a projeção nossa, para a projeção conjunta de nossos países no mundo, que haja esse entendimento, que haja essa cooperação em todos os setores, e não apenas na educação. Mas, na educação, é fundamental, porque o que nos une mais é o idioma comum”, lembrou o embaixador.

Na próxima quarta-feira (16), será lançado durante o evento o Relatório Conciso de Monitoramento Global do Educação para Todos 2006, programa elaborado pelo Unicef. No encerramento da oficina, na quinta-feira (17), será elaborado um documento final com as recomendações dos participantes.




 


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