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17 de Agosto de 2006 - 14h39 - Última modificação em 17 de Agosto de 2006 - 18h44


Marechal Deodoro, em Alagoas, é tombada pelo patrimônio histórico brasileiro

Juliana Andrade
Enviada especial*

 
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Wilson Dias / ABr
Marechal Deodoro, AL - Conjunto do Carmo, composto por igreja e cemitério, em cidade tombada como patrimônio histórico brasileiro. Marechal Deodoro, AL - Conjunto do Carmo, composto por igreja e cemitério, em cidade tombada como patrimônio histórico brasileiro.
Marechal Deodoro (AL) - A antiga capital de Alagoas, Marechal Deodoro, a cerca de 25 quilômetros de Maceió, é a mais nova cidade tombada como patrimônio histórico brasileiro. Com isso, o número de cidades brasileiras protegidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) chega a 62. A solenidade levou mais de de 2 mil pessoas para o Cais da Lancha, no centro histórico da cidade, às margens da Lagoa de Manguaba.

Fundada no início do século 17, a cidade atualmente possui cerca de 42 mil habitantes. Já foi chamada de Povoação de Madalena de Sumaúna, Vila de Santa Maria Magdalena da Lagoa do Sul e Vila das Alagoas. A história do município remonta à época da colonização, quando os colonizadores portugueses estruturaram a comunidade para evitar o contrabando de pau-brasil na costa brasileira.

A cidade havia sido tombada pelo governo estadual em 1983, mas a homologação do tombamento nacional foi assinada hoje, data em que se comemora também o Dia do Patrimônio Nacional. A cerimônia teve a participação do ministro da Cultura, Gilberto Gil, e do presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida. O ministro lembrou que duas construções de valor histórico da cidade já tinham sido tombada pelo Iphan em 1964 - a Casa de Marechal Deodoro da Fonseca e o Convento e Igreja de São Francisco.

“A partir de hoje, Marechal Deodoro passa a ser mais um marco no rico panorama cultura e arquitetônico que molda esse nosso Brasil de tantas faces e diversidades. O tombamento qualifica a cidade para novas reivindicações, mas também nos dá novas e maiores responsabilidades”, avalia o ministro.

Segundo o presidente do Iphan, agora com o reconhecimento como patrimônio do Brasil, isso significa uma soma de esforços para fazer a manutenção e a preservação do patrimônio histórico.


*A repórter viajou a convite do programa Monumenta
 


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