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Rio de janeiro -
Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam
que cerca de 24 mil novos casos de câncer colo-retal devem surgir no Brasil em
2006. A doença é o quarto tipo de câncer que mais mata no país e o terceiro em
número de pessoas atingidas, sendo superado apenas pelo câncer de mama e pelo
câncer de colo de útero.
Para discutir o assunto, especialistas brasileiros e
estrangeiros se reúnem até sábado (19) no Rio, no 5º Congresso da
Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica. O tema principal em discussão é o
tratamento e a cirurgia do câncer colo-retal, que inclui os tumores que afetam
o cólon (intestino grosso) e o reto (parte final do intestino).
Segundo o diretor do Inca, Luiz Santini, são dois os maiores
desafios no combate à doença: diminuir o número de casos e conseguir fazer o
diagnóstico precoce para que haja maiores chances de cura.
“O câncer colo-retal é curável se for detectado
precocemente, mas infelizmente a maioria dos casos são detectados numa fase
muito avançada na doença”, disse Santini.
O câncer colo-retal atinge igualmente homens e mulheres e
pode ser curado se for tratado antes de se alastrar para outros órgãos. A maior
incidência de casos é na faixa etária entre os 50 e 70 anos, mas a doença
também pode se desenvolver a partir dos 40, explicou o médico.
O diretor do INCA ressaltou que as pessoas que apresentarem
sintomas como sangramento nas fezes, emagrecimento, diarréia, fraqueza e
sensação de vontade de evacuar, devem buscar o serviço de saúde. “Os exames
clínicos para qualquer paciente nas fases iniciais do problema estão
disponíveis em toda a rede publica, e qualquer médico está em condições de
reconhecer o conjunto de sintomas que identifica e encaminhar o paciente para
os exames especializados”.
Basicamente, o tratamento é feito por meio de cirurgia, mas
existem práticas complementares com a radioterapia e a quimioterapia, que são
usadas de acordo com o estágio da doença.
O Inca é uma unidade de referência nacional no tratamento do
câncer, mas o tratamento para este tipo de câncer é oferecido em todos estados
nos Centros de Alta Complexidade Oncológica, vinculados ao Sistema Único de
Saúde (SUS).
Santini salientou a necessidade de cuidados com a
alimentação para evitar o câncer de intestino e reduzir o número de casos. “Uma
mudança de hábitos alimentares, com as pessoas comendo mais frutas, mais fibras.
A presença desse câncer está associada a um tipo de alimentação pouco saudável,
gordurosa, que temos na sociedade”, explicou.
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