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17 de Agosto de 2006 - 10h34 - Última modificação em 17 de Agosto de 2006 - 15h08


Portadores do vírus da aids debatem melhoria da assistência médica

Márcia Wonghon
Repórter da Agência Brasil

 
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Recife - Alternativas para melhorar as políticas públicas de assistência e prevenção às doenças sexualmente transmissíveis e aids serão debatidas, de hoje até domingo (20), no V Encontro da Região Nordeste, promovido pela Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids.

O evento, que tem apoio do Ministério da Saúde, reúne no Hotel Orange, em Itamaracá, na região metropolitana do Recife, 135 pessoas portadoras do vírus HIV, que vivem nos estados do Nordeste, além de médicos infectologistas e representantes de organizações não-governamentais.

Dados do Programa Nacional de DST/Aids indicam que 38.837 casos da doença foram identificados no Nordeste, do início da epidemia em 1983 até agora. O estado com maior índice de doentes é a Bahia, com 9.100 notificações. Em seguida vem Pernambuco, onde foram registrados 9.067 casos.

De acordo com o coordenador do encontro, Fábio Correa, a idéia da iniciativa é fortalecer a luta das pessoas portadoras do vírus HIV, por melhores condições de tratamento médico e humanitário. Entre os temas a serem abordados estão os efeitos colaterais dos medicamentos anti-retrovirais, assistência prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os direitos humanos das pessoas que vivem com aids. Ao final do encontro, será elaborado um documento contendo propostas a serem encaminhadas ao Ministério da Saúde e às coordenações estaduais e municipais de DST/Aids do Nordeste.

O infectologista Francisco Leoni, do Hospital Correa Picanço, um dos conferencistas, disse que “é preciso adotar um plano para melhor apoio governamental no sentido de facilitar a concessão do auxílio-doença e de aposentadorias para as vítimas da aids”.

O Programa das Nações Unidas para Aids indica que diariamente 14 mil pessoas estão sendo infectadas no mundo pelo vírus da doença.



 


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