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Rio de Janeiro -
Até o final do ano, cerca de 10 mil jovens em todo o país
vão receber qualificação profissional em médias e grandes empresas, por meio do
Programa Aprendiz Legal, lançado hoje (18), no Rio de Janeiro.
A iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego, em
parceria com a Petrobras, pretende contribuir para a inserção de jovens de 14 a
24 anos de idade no mercado de trabalho. A meta é qualificar 60 mil aprendizes
nos próximos dois anos.
Todo o material que será utilizado no programa de
aprendizagem foi desenvolvido com metodologia específica para o curso de
formação e traduzido para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libra) e Braille.
“É mais barato para a sociedade que a empresa dê
oportunidade à juventude, mesmo que à base de alguns sacrifícios, do que construir
unidades como a Febem ou presídios. Dar oportunidade profissional para a
juventude é a garantia de um bem-estar da sociedade brasileira”, afirmou o
ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
Marinho disse que o programa vai estimular as empresas de
todo o país a cumprirem a Lei do Aprendiz, regulamentada no ano passado. A lei estabelece
a obrigatoriedade de as empresas de médio e grande porte contratarem aprendizes
e matricularem esses jovens em cursos profissionalizantes. O número de
aprendizes deve configurar de 5% a 15% do quadro efetivo da empresa.
O Programa Aprendiz Legal vai oferecer material didático
para 100 instituições de todo o país, selecionadas pela Petrobrás e que já
foram capacitadas para a prática do ensino.
O ministro espera que as empresas cumpram a lei de maneira
voluntária. Caso isso não ocorra, ele afirmou que em 45 dias vai orientar os
fiscais do Ministério do Trabalho a tornarem mais rigorosas as fiscalizações.
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