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18 de Agosto de 2006 - 14h46 - Última modificação em 18 de Agosto de 2006 - 14h46


Ministro atribui bom resultado de acordos salariais ao desenvolvimento da economia

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou hoje (18) que o resultado da pesquisa sobre reajuste salarial não surpreendeu. O estudo, divulgado ontem (17) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelou que os acordos de negociações salariais realizados de janeiro a junho deste ano alcançaram os melhores resultados na correção de salários desde 1996, data em que teve início a pesquisa.

De acordo com o ministro, os acordos coletivos acompanham o desempenho da economia brasileira, que está em rota de crescimento. “Isso é muito bom, porque indica que teremos mais consumo, e vai rodar positivamente a roda da economia”, afirmou Marinho, que participou do lançamento do Programa Aprendiz Legal, do governo federal, em parceria com a Petrobras.

Marinho destacou que o aumento no salário mínimo tem contribuído para o bom resultado das negociações, já que eleva o poder de compra e pressiona para cima o piso salarial de cada categoria.

O ministro afirmou que, embora a maior parte dos acordos tenha sofrido reajustes que oscilaram de 1,01% até 2% acima da taxa inflacionária, esse não é um resultado negativo.

“Se tivéssemos uma inflação de 19% ao ano, esses reajustes seriam praticamente inexistentes, mas com a taxa inflacionária em cerca de 4% anual é bastante razoável. É melhor ter um aumento baixo sobre uma inflação baixa do que um eventual aumento elevado sobre uma inflação alta. Neste caso, a inflação certamente vai comer esse aumento, e ele vai desaparecer ao longo do tempo”, explicou.



 


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