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Rio de Janeiro - O depoimento do único
sobrevivente da chamada Chacina da Baixada Fluminense abriu o segundo dia do
julgamento do soldado da Polícia Militar Carlos Jorge de Carvalho, acusado de
participar do assassinato de 29 pessoas na Baixada Fluminense, no dia 31 de
março do ano passado.
Por volta das 10 horas de
hoje (22) o homem - uma das quatro testemunhas de acusação - disse no Tribunal
do Júri de Nova Iguaçu que reconhecia o soldado como sendo um dos policiais
militares que atiraram no bar da rua Gama, em Nova Iguaçu, matando 10 pessoas.
Ainda hoje, devem ser ouvidas
as outras três testemunhas de acusação e as quatro testemunhas de defesa.O
julgamento está sendo acompanhado por familiares das vítimas, vestidos com
camisetas com fotos dos 29 mortos e deve se estender até amanhã (23).
O soldado Carlos Jorge
Carvalho responde pelos crimes de tentativa de homicídio, homicídio qualificado
e formação de quadrilha. Se for condenado, poderá pegar até 600 anos de prisão
pelos crimes.
No interrogatório de ontem,
ele alegou inocência, mas se contradisse ao falar sobre os horários e a ordem
do que estava fazendo no dia do crime.
Onze policiais militares
estão sendo acusados da chacina em Queimados e Nova Iguaçu. Cinco deles vão
responder pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio; dois
por formação de quadrilha e quatro foram inocentados por falta de provas.
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