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Manaus - Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam hoje (22), no porto de Manaus,
duas toneladas de pescado ilegal, que seriam vendidos nas feiras da
cidade. O principal peixe encontrado no carregamento foi o pirarucu, também conhecido como
“bacalhau da Amazônia”, cuja pesca comercial é proibida durante o ano
inteiro.
“Nós
recebemos uma denúncia anônima e abordamos o recreio [barco
regional de transporte de cargas e passageiros] aqui na orla
fluvial de Manaus, por volta de cinco horas da manhã”, contou o chefe
estadual de fiscalização do Ibama, Adilson Cordeiro. “Além do pirarucu,
havia também tambaqui abaixo do tamanho mínimo permitido.”
Cordeiro
afirmou que a apreensão de hoje é considerada grande, embora não seja a
maior do ano. “É uma quantidade significativa, suficiente para o
preparo de seis mil refeições”, comparou. “Ela já está sendo doada a
dez instituições filantrópicas da cidade.”
O Ibama encaminhará uma comunicação de crime
ao Ministério Público Federal para punições penais e administrativas. A multa será dada em cima de R$ 700,
com acréscimo de R$ 10 por quilo, totalizando, assim, R$ 20,7
mil.
O
pescado ilegal vinha de Coari, no Médio Solimões. A região é famosa
pelo manejo do pirarucu, a única técnica autorizada de coleta da
espécie. Nela, os ribeirinhos – geralmente envolvidos em algum
projeto-piloto de desenvolvimento sustentável – fiscalizam lagos,
garantindo a reprodução e o crescimento dos pirarucus (peixes que podem
atingir até três metros de comprimento e 250 quilogramas).
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