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24 de Agosto de 2006 - 09h59 - Última modificação em 24 de Agosto de 2006 - 10h07


Pesquisadores criam jogos sobre dieta saudável para crianças e adolescentes

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Quebra-cabeças, caça-palavras, games de computador. Jogos que divertem agora também serão usados para ensinar crianças e adolescentes a ter uma alimentação mais saudável.

A proposta é de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará. Coordenados pela professora Maria Teresa Moreno, eles elaboraram kits de jogos sobre dieta saudável voltados para estudantes. De acordo com ela, os cerca de três mil alunos que participaram das atividades com os jogos demonstraram resultados excelentes.

O estudo foi apresentado ontem (23), durante o 11º Congresso Mundial de Saúde Pública e 8º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, no Rio de Janeiro.

“Percebemos que é possível aprender a se alimentar melhor brincando. Criamos o que chamamos de ‘dieta irada’ e quase a totalidade dos alunos analisados afirmou ter aprendido a distribuir e escolher melhor o que comer”, contou a pesquisadora cearense.

Para ela, a escola tem um papel fundamental no combate à obesidade, doneça que atinge 13% da população brasileira e 30% dos norte-americanos.

“Quanto mais cedo começar a intervenção em educação nutricional, melhor. E a escola é um ótimo ambiente para isso. Através de atividades que utilizem a linguagem dos jovens, eles aprendem mais rápido. Observamos, ainda, que começou a mudar a percepção da alimentação dentro da família.”

Para o professor Pedro Lira, da Universidade Federal de Pernambuco, que também participou das discussões sobre obesidade, este é o maior problema atual da área de nutrição.

“A intervenção apropriada para combater o problema está na prevenção voltada, principalmente, para a população jovem. Ela é capaz de trazer impactos positivos sobre a redução da obesidade e a redução dos danos conseqüentes, como o surgimento de doenças crônicas e degenerativas, como hipertensão e diabetes, para a população deste século no futuro.”

A estudante carioca Pâmella Simões de Freitas, de 18 anos, acredita que se houvesse educação alimentar desde cedo nas escolas seria mais fácil evitar o sobrepeso. “A gente até aprende a função de cada alimento, mas não a combinação entre eles. Se soubéssemos desde cedo, seria mais fácil desenvolver hábitos saudáveis para toda a vida”, disse.



 


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