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23 de Agosto de 2006 - 19h33 - Última modificação em 23 de Agosto de 2006 - 19h33


Procurador da Google Brasil questiona números apresentados em pesquisa sobre crimes no site Orkut

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O procurador da empresa Google Brasil, Durval Noronha, contestou hoje (23), em uma conferência por telefone, os números apresentados pela organização não-governamental SaferNet à respeito dos crimes contra os direitos humanos praticados no site de relacionamentos Orkut. “São números subjetivos, não auditados, e nós questionamos esses números apresentados”, afirmou o procurador.

Em pesquisa apresentada ontem à imprensa pela SaferNet, o Orkut lidera o número de denúncias em crimes relacionados a direitos humanos na internet brasileira. Das 105.971 denúncias de crimes praticados na internet e colhidas pela ONG entre 30 de janeiro e ontem, 100.252 são relacionadas a perfis e comunidades no Orkut. O número corresponde a mais de 93% do total das denúncias. O crime mais denunciado é o de pornografia infantil e pedofilia, que responde a cerca de 39,65 % dos crimes apontados no Orkut (39 mil denúncias).

Segundo o procurador, os números podem ser questionados porque muitas das denúncias apresentadas pela ONG se relacionam a comunidades do Orkut que já se encontram fora do ar. “Na audiência realizada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, eles (SaferNet) apresentaram uma relação de conteúdo de pedofilia de 300 comunidades. Quando foi feita a averiguação dessas comunidades, mais de 90% já não mais existia”, disse Noronha.

Noronha disse que a empresa norte-americana Google Inc., que controla a Orkut Inc., responsável pelo site Orkut, tem uma política de uso de serviço, com mecanismos voltados para o combate de práticas ilegais em seus domínios. “No próprio sítio Orkut há um campo onde podem ser feitas denúncias de qualquer pessoa interessada que se sinta prejudicada. Há também filtros que impedem conteúdos ilegais ou vedados pela política de uso da Orkut”, revela.

Além das medidas consideradas preventivas pelo procurador, há também outros mecanismos utilizados pela Google para combater o crime na internet. “Existe também uma auditoria diária de todas as comunidades para retirada de material impróprio. Além disso, a empresa se dispõe a atender solicitações de prejudicados ou de autoridades através de seus procuradores no país”.

Ontem, o Ministério Público Federal paulista encaminhou uma ação civil pública à Justiça Federal, obrigando a Google Brasil, subsidiária da empresa Google Inc., a prestar informações de pessoas que praticam crimes no Orkut. Para Noronha, quem deve responder ao Ministério Público não é a subsidiária brasileira, mas a própria Google Inc.


 


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