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24 de Agosto de 2006 - 20h13 - Última modificação em 24 de Agosto de 2006 - 20h12


Coaf recebe da Secretaria de Segurança CD com nomes de suspeitos de lavagem de dinheiro

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, entregou hoje (24) ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) um CD contendo 110 nomes de suspeitos por lavagem de dinheiro e ligações com facções criminosas que seriam responsáveis pelos ataques no estado nos últimos meses. O CD também contém uma relação com 982 números telefônicos e 412 contas correntes que estariam sendo movimentadas pelas organizações criminosas de São Paulo.

A entrega do CD aconteceu durante uma reunião fechada do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) de Segurança Pública de São Paulo, realizada toda a tarde no quartel do Comando do Exército.

Estiveram presentes representantes do Exército, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária, Ministério da Justiça, Secretaria de Segurança Pública (SSP), Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Polícia Científica, Polícia Civil, Polícia Militar (PM), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI).

Foi a segunda reunião do GGI em São Paulo, que entrou em funcionamento na última quinta-feira, com o objetivo de reunir órgãos federais e estaduais para planejar ações policiais conjuntas para combater a criminalidade no estado. Na reunião de hoje, foram discutidas formas de combate à lavagem de dinheiro e de integração entre os serviços de inteligência estadual e federal.

“O que nos interessa, num primeiro momento, é secar a fonte (dinheiro dos criminosos). Quer dizer, que esse dinheiro seja imediatamente estancado”, disse o secretário em entrevista à imprensa, durante um intervalo da reunião.

O secretário esclareceu que os nomes que aparecem no CD são exclusivamente de pessoas físicas, mas que num segundo momento também será apurado a lavagem de dinheiro em empresas.

Segundo Saulo de Castro Abreu, os ataques criminosos em São Paulo deixaram de ser um crime estadual e precisam ser resolvidos na esfera federal. “Quando o Estado é atacado, é a sociedade como um todo (que é atacada). Na medida em que você seqüestra um jornalista, você quer atingir o veículo de comunicação. Na medida em que você ataca uma estação de metrô, mas não para atingir um passageiro, você quer criar um caos. Você mata gratuitamente um policial que não tem nenhuma diferença pessoal consigo para atingir o estado fardado. Isso é a ordem política. É a democracia que está sendo ferida. E aí não cabe à polícia estadual porque é na verdade uma questão do estado brasileiro, da nação brasileira”, afirmou o secretário.

Outras duas reuniões do GGI já foram agendadas. A primeira no dia 30 de agosto, na sede da Secretaria de Segurança Pública, e tratará sobre cooperação na área de inteligência. A segunda acontecerá no dia 13 de setembro, na sede do Comando do Exército, e voltará a tratar sobre lavagem de dinheiro.



 


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