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São Paulo -
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Saulo de
Castro Abreu Filho, entregou hoje (24) ao Conselho de Controle de Atividades
Financeiras (Coaf) um CD contendo 110 nomes de suspeitos por lavagem de
dinheiro e ligações com facções criminosas que seriam responsáveis pelos
ataques no estado nos últimos meses. O CD também contém uma relação com 982
números telefônicos e 412 contas correntes que estariam sendo movimentadas
pelas organizações criminosas de São Paulo.
A entrega do CD aconteceu durante uma reunião fechada do
Gabinete de Gestão Integrada (GGI) de Segurança Pública de São Paulo, realizada
toda a tarde no quartel do Comando do Exército.
Estiveram presentes representantes do Exército, Polícia
Federal (PF), Polícia Rodoviária, Ministério da Justiça, Secretaria de
Segurança Pública (SSP), Secretaria de Administração Penitenciária (SAP),
Polícia Científica, Polícia Civil, Polícia Militar (PM), Conselho de Controle
de Atividades Financeiras (Coaf) e Departamento de Recuperação de Ativos e
Cooperação Jurídica Internacional (DRCI).
Foi a segunda reunião do GGI em São Paulo, que entrou em
funcionamento na última quinta-feira, com o objetivo de reunir órgãos federais
e estaduais para planejar ações policiais conjuntas para combater a
criminalidade no estado. Na reunião de hoje, foram discutidas formas de combate
à lavagem de dinheiro e de integração entre os serviços de inteligência
estadual e federal.
“O que nos interessa, num primeiro momento, é secar a fonte
(dinheiro dos criminosos). Quer dizer, que esse dinheiro seja imediatamente
estancado”, disse o secretário em entrevista à imprensa, durante um intervalo
da reunião.
O secretário esclareceu que os nomes que aparecem no CD são
exclusivamente de pessoas físicas, mas que num segundo momento também será
apurado a lavagem de dinheiro em empresas.
Segundo Saulo de Castro Abreu, os ataques criminosos em São
Paulo deixaram de ser um crime estadual e precisam ser resolvidos na esfera
federal. “Quando o Estado é atacado, é a sociedade como um todo (que é
atacada). Na medida em que você seqüestra um jornalista, você quer atingir o
veículo de comunicação. Na medida em que você ataca uma estação de metrô, mas
não para atingir um passageiro, você quer criar um caos. Você mata
gratuitamente um policial que não tem nenhuma diferença pessoal consigo para
atingir o estado fardado. Isso é a ordem política. É a democracia que está
sendo ferida. E aí não cabe à polícia estadual porque é na verdade uma questão
do estado brasileiro, da nação brasileira”, afirmou o secretário.
Outras duas reuniões do GGI já foram agendadas. A primeira no
dia 30 de agosto, na sede da Secretaria de Segurança Pública, e tratará sobre
cooperação na área de inteligência. A segunda acontecerá no dia 13 de setembro,
na sede do Comando do Exército, e voltará a tratar sobre lavagem de dinheiro.
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