O Brasil não é o único país que estuda a compra de computadores portáteis baratos para uso em educação. O governo da Índia também recebeu a proposta da organização não-governamental One Laptop Per Child (Olpc – Um Computador Portátil por Criança), ligada ao Massachusetts Institute of Technology (MIT), mas não aceitou.

Segundo reportagem publicada em 25 de julho passado no jornal The Times of India, o Secretário de Educação indiano Sudeep Banerjee disse que a idéia dos computadores portáteis pode ser válida, mas o governo da Índia prefere investir em mais professores e em salas de aula. A informação é confirmada pelo laboratório de sistemas integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

A ONG Olpc também fez a oferta à Argentina, Tailândia, China e Nigéria, entre outros países. De acordo com reportagem publicada em 24 de julho pela revista estrangeira InfoWorld, a Nigéria foi o primeiro país a aceitar a oferta e fazer um pedido de compra de 1 milhão de aparelhos, lote mínimo para aquisição.

Segundo a Olpc, é necessário o acúmulo de ao menos cinco pedidos de 1 milhão de computadores portáteis para que o custo de produção unitário baixe para U$100.

Segundo José Aquino, assessor da Presidência da República para esse projeto, a proposta feita pela Olpc ainda está em processo de avaliação e o governo brasileiro ainda não assinou qualquer pedido. “Não aprofundamos [sobre aceitação e prazos de aquisição], por que não existe o produto (..) Não tem nada fechado ainda, estamos escrevendo o projeto”, afirma Aquino.