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24 de Agosto de 2006 - 12h20 -
Última modificação
em 24 de Agosto de 2006 - 12h33
Praças históricas de Mariana, em Minas Gerais, são restauradas pelo programa Monumenta
Yara Aquino
Enviada especial*
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Valter Campanato/ABr
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Mariana, MG - Praça Minas Gerais, onde se localizam os principais monumentos da cidade, foi restaurada com recursos do programa Monumenta.
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Mariana (MG) - Duas praças da cidade mineira de Mariana passaram por obras de revitalização e foram entregues à população pelo Ministério da Cultura e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As obras de revitalização das praças Tancredo Neves e a Minas Gerais foram realizadas por meio do programa Monumenta.
A praça Minas Gerais é o ponto onde se concentra o maior patrimônio histórico de Mariana. Em torno dela estão as igrejas de São Francisco, da Nossa Senhora do Carmo, a antiga cadeia da cidade, onde hoje funciona a Câmara Municipal e o Pelourinho, antigo local de castigos dos negros escravos na época colonial e imperial. As obras executaram serviços de recuperação do piso da via, das calçadas e das escadarias; a colocação de grama, plantio de árvores, adequação das instalações elétricas e iluminação. Na Praça Tancredo Neves, as intervenções realizadas ordenaram os espaços para formar espaço alternativo para a realização de eventos
As praças ainda hoje são pontos de encontro na cidade. "Desde o início da cidade as praças aqui são áreas de lazer para a população e os estudantes", explica o morador da cidade história Mariana, em Minas Gerais, William Simão. Em Mariana, além de espaço de encontro, as praças são também cenário de lendas municipais. Uma delas, contada por Antônio Pacheco, que mora na cidade há 76 anos, envolve a praça Minas Gerais.
Pacheco conta a lenda de que há mais de 100 anos, no período da quaresma, acontecia na cidade a "procissão das almas" que tinha como destino a igreja de São Francisco, localizada na praça. Nessas noites os moradores não saiam na rua à noite em respeito à tradição. Porém, uma mulher resolveu ficar na janela de casa para ver o grupo passar. Ela então recebeu uma vela de uma das "almas" que estava na procissão e no dia seguinte percebeu que a vela, na verdade, era um osso humano.
O morador considera fundamental a revitalização da praça que segundo ele é um marco para a cidade. "Quando eu era vereador fiz um projeto para que esse conjunto arquitetônico fosse tombado pela Unesco. Na época não deu por conta de certas descaracterizações nas construções. O processo continua em andamento e quem sabe com essa remodelização não seja tombado", espera.
*A repórter da Agência Brasil viajou a convite do programa Monumenta
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