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Rio de Janeiro - A legislação brasileira prevê que cada candidato
ao senado tenha dois suplentes, que podem assumir o cargo de forma provisória
ou definitiva em caso de afastamento do titular. Os nomes dos suplentes para o
Senado são definidos ainda no registro da candidatura do titular.
O cientista político Luiz Henrique Bahia, da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), defende, portanto, que os
nomes dos suplentes sejam divulgados ainda durante a campanha eleitoral.
Ele
lembra que muitos suplentes tornam-se senadores por vários anos, mas os
eleitores desconhecem esse coadjuvante político, capaz de se tornar um
protagonista da noite para o dia.
“O nome do suplente também devia ser bem divulgado.
As razões pelas quais os partidos investem mais no nome do titular do que nos
dos suplentes, é porque quando você começa a divulgar muitos nomes, você
dispersa o eleitor. O marketing político está cada vez mais voltado para a
fixação do nome”, afirma o cientista político.
Alguns casos mostram de forma clara a importância
dos suplentes. O senador Valmir Amaral (PTB/DF), por exemplo, assumiu a cadeira
do Senado em setembro de 2000, depois da perda do mandato do titular Luiz
Estevão, acusado de envolvimento com o escândalo das obras do Tribunal Regional
do Trabalho paulista (TRT/SP).
Amaral continua até hoje no Senado, seis anos depois, enquanto seu titular
ficou apenas um ano e meio no cargo. O senador, que não se candidatará nessas
eleições, acabou ocupando uma cadeira na casa, mesmo recebendo os votos de Luiz
Estevão.
Outros três suplentes também assumiram
definitivamente a vaga de seus titulares, que renunciaram para assumirem cargos
eletivos em 2003. É o caso de Aelton Freitas (PL/MG), suplente do vice-presidente
da República, José Alencar, e João Batista Motta (PSDB/ES) e Rodolpho Tourinho
(PFL/BA), suplentes dos governadores capixaba, Paulo Hartung, e baiano, Paulo
Souto.
Em janeiro de 2005, Duciomar Costa deixou o
Senado para assumir a Prefeitura de Belém, deixando a vaga para seu suplente
Flexa Ribeiro (PSDB/PA). O
Outros oito suplentes assumiram interinamente cadeiras
do Senado, enquanto seus titulares não retornam à casa: Antonio João (PTB/MS),
Geovani Borges (PMDB/AP), Íris de Araújo (PMDB/GO), João Tenório (PSDB/AL),
Marcos Guerra (PSDB/ES), Roberto Cavalcanti (PRB/PB), Siba Machado (PT/AC) e
Wellington Salgado de Oliveira (PMDB/MG).
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