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28 de Agosto de 2006 - 13h13 - Última modificação em 28 de Agosto de 2006 - 13h14


Cientista político defende divulgação de nomes dos suplentes ao Senado

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A legislação brasileira prevê que cada candidato ao senado tenha dois suplentes, que podem assumir o cargo de forma provisória ou definitiva em caso de afastamento do titular. Os nomes dos suplentes para o Senado são definidos ainda no registro da candidatura do titular.

O cientista político Luiz Henrique Bahia, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), defende, portanto, que os nomes dos suplentes sejam divulgados ainda durante a campanha eleitoral.

Ele lembra que muitos suplentes tornam-se senadores por vários anos, mas os eleitores desconhecem esse coadjuvante político, capaz de se tornar um protagonista da noite para o dia.

“O nome do suplente também devia ser bem divulgado. As razões pelas quais os partidos investem mais no nome do titular do que nos dos suplentes, é porque quando você começa a divulgar muitos nomes, você dispersa o eleitor. O marketing político está cada vez mais voltado para a fixação do nome”, afirma o cientista político.

Alguns casos mostram de forma clara a importância dos suplentes. O senador Valmir Amaral (PTB/DF), por exemplo, assumiu a cadeira do Senado em setembro de 2000, depois da perda do mandato do titular Luiz Estevão, acusado de envolvimento com o escândalo das obras do Tribunal Regional do Trabalho paulista (TRT/SP).

Amaral continua até hoje no Senado, seis anos depois, enquanto seu titular ficou apenas um ano e meio no cargo. O senador, que não se candidatará nessas eleições, acabou ocupando uma cadeira na casa, mesmo recebendo os votos de Luiz Estevão.

Outros três suplentes também assumiram definitivamente a vaga de seus titulares, que renunciaram para assumirem cargos eletivos em 2003. É o caso de Aelton Freitas (PL/MG), suplente do vice-presidente da República, José Alencar, e João Batista Motta (PSDB/ES) e Rodolpho Tourinho (PFL/BA), suplentes dos governadores capixaba, Paulo Hartung, e baiano, Paulo Souto.

Em janeiro de 2005, Duciomar Costa deixou o Senado para assumir a Prefeitura de Belém, deixando a vaga para seu suplente Flexa Ribeiro (PSDB/PA). O

Outros oito suplentes assumiram interinamente cadeiras do Senado, enquanto seus titulares não retornam à casa: Antonio João (PTB/MS), Geovani Borges (PMDB/AP), Íris de Araújo (PMDB/GO), João Tenório (PSDB/AL), Marcos Guerra (PSDB/ES), Roberto Cavalcanti (PRB/PB), Siba Machado (PT/AC) e Wellington Salgado de Oliveira (PMDB/MG).

 


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