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30 de Agosto de 2006 - 15h07 - Última modificação em 30 de Agosto de 2006 - 15h07


Centrais sindicais protestam contra demissões na Volkswagen

Paulo Montoia
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, as duas maiores organizações dos trabalhadores do país, protestaram hoje (30) contra as demissões na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A empresa iniciou ontem um total de 1.800 demissões, enviando avisos pelo Correio, sem aguardar o resultado de assembléia na qual os trabalhadores decidiriam se aceitavam ou não negociar essas demissões. Os funcionários que receberam as cartas deverão ser desligados em 21 de novembro, quando termina o período de estabilidade no emprego negociada em acordo coletivo.

Na semana passada, dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC reuniram-se diariamente para negociar com representantes da empresa, sem chegar a um acordo quanto à decisão anunciada de demitir 3.600 funcionários e renegociar cláusulas de horas extras e benefícios.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente nacional da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, disse que a central se solidariza com os empregados da Volkswagwm. “Entendemos que é uma luta não só dos metalúrgicos, mas de todos os trabalhadores, que devem se engajar em atos de solidariedade contra essa situação e essa posição irresponsável, do nosso ponto de vista, da Volkswagen”, afirmou.

Em comunicado divulgado em seu portal na internet, a regional paulista da CUT repudia “veementemente a  postura truculenta e autoritária” da empresa, e afirma que os totais de vendas internas de automóveis este ano e o crescimento dos lucros da empresa não justificariam o programa de demissões.

A Força Sindical também protestou. A central reúne trabalhadores do setor automobilístico, filiados do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e região. “A Força Sindical repudia a decisão da Volkswagen”, diz o comunicado da central à imprensa. A central considera a posição da empresa “inaceitável” e diz que “a montadora agiu com truculência”.

A Força Sindical encerra a nota defendendo que “é preciso buscar soluções. E isto só é possível através de negociações”.

Ontem (29), após assembléia geral, os trabalhadores da fábrica de São Bernardo iniciaram greve por tempo indeterminado por conta das demissões.



 


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