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São Paulo - A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical,
as duas maiores organizações dos trabalhadores do país, protestaram hoje (30)
contra as demissões na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, no ABC
paulista. A empresa iniciou ontem um total de 1.800 demissões, enviando avisos
pelo Correio, sem aguardar o resultado de assembléia na qual os trabalhadores
decidiriam se aceitavam ou não negociar essas demissões. Os funcionários que
receberam as cartas deverão ser desligados em 21 de novembro, quando termina o
período de estabilidade no emprego negociada em acordo coletivo.
Na semana passada, dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC reuniram-se
diariamente para negociar com representantes da empresa, sem chegar a um acordo
quanto à decisão anunciada de demitir 3.600 funcionários e renegociar cláusulas
de horas extras e benefícios.
Em entrevista à Agência Brasil, o presidente nacional da CUT, Artur
Henrique da Silva Santos, disse que a central se solidariza com os empregados
da Volkswagwm. “Entendemos que é uma luta não só dos metalúrgicos, mas de todos
os trabalhadores, que devem se engajar em atos de solidariedade contra essa
situação e essa posição irresponsável, do nosso ponto de vista, da Volkswagen”,
afirmou.
Em comunicado divulgado em seu portal na internet, a regional paulista da CUT
repudia “veementemente a postura truculenta e autoritária” da empresa, e
afirma que os totais de vendas internas de automóveis este ano e o crescimento dos
lucros da empresa não justificariam o programa de demissões.
A Força Sindical também protestou. A central reúne trabalhadores do setor
automobilístico, filiados do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das
Cruzes e região. “A Força Sindical repudia a decisão da Volkswagen”, diz o
comunicado da central à imprensa. A central considera a posição da empresa
“inaceitável” e diz que “a montadora agiu com truculência”.
A Força Sindical encerra a nota defendendo que “é preciso
buscar soluções. E isto só é possível através de negociações”. Ontem (29), após assembléia geral, os trabalhadores da
fábrica de São Bernardo iniciaram greve por tempo indeterminado por conta das
demissões.
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