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31 de Agosto de 2006 - 08h13 - Última modificação em 31 de Agosto de 2006 - 08h13


Laboratório da Uerj cadastra novos doadores de medula óssea

Cristiane Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Laboratório de Histocompatibilidade, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), realiza campanha de esclarecimento e de cadastro de novos doadores de medula.  Para o professor da Uerj e coordenador do laboratório, Luiz Cristóvão Porto, as pessoas precisam de mais informações sobre o que é a doação da medula óssea, pois muita gente acha que ao doar, ficará com menos medula.

Ao participar do programa Redação Nacional, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Porto explicou que a parte doada não faz falta para o doador, porque a medula se renova.

A medula óssea é um líquido vermelho que fica dentro dos ossos, conhecida popularmente por tutano. Nesse líquido estão as células-tronco, responsáveis pela imunização do organismo. As pessoas com leucemia ou anemia deixam de produzir essas células sanguíneas e, por isso, precisam de transplante da medula óssea, que só pode ser feito se houver compatibilidade entre doador e receptor.

“Essas células têm capacidade de se instalar no receptor e a partir daí produzir também essas células sanguíneas no paciente que está precisando de uma medula óssea nova. No caso do doador, é recolhido um pouco da medula e o nosso organismo tem capacidade de formar novas células. Elas se auto-renovam, então você está doando um pouquinho que não vai fazer falta de maneira nenhuma”, destacou o pesquisador.

Cristóvão Porto explicou ainda que antes da doação, é recolhida uma amostra da medula do candidato, que fica em um banco coordenado pelo Ministério da Saúde. Segundo ele, o banco conta atualmente com 250 mil doadores cadastrados em todo o país. Na edição anterior da campanha, a Uerj conseguiu cadastrar mais de 1.500 voluntários. Para participar da campanha é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e não ser usuário de drogas.




 


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