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Rio de Janeiro - O Laboratório de Histocompatibilidade, da Universidade do Estado do
Rio de Janeiro (UERJ), realiza campanha de
esclarecimento e de cadastro de novos doadores de medula. Para o professor da Uerj e coordenador do laboratório, Luiz
Cristóvão Porto, as pessoas precisam de mais informações sobre o que é a doação
da medula óssea, pois muita gente acha que ao doar, ficará com menos medula.
Ao participar do programa Redação Nacional, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Porto explicou que a parte doada não faz falta para o doador, porque a medula se
renova.
A medula óssea é um líquido vermelho que fica dentro dos ossos,
conhecida popularmente por tutano. Nesse líquido estão as
células-tronco, responsáveis pela imunização do organismo. As pessoas
com leucemia ou anemia deixam de produzir essas células sanguíneas e,
por isso, precisam de transplante da medula óssea, que só pode ser
feito se houver compatibilidade entre doador e receptor.
“Essas
células têm capacidade de se instalar no receptor e a partir daí
produzir também essas células sanguíneas no paciente que está
precisando de uma medula óssea nova. No caso do doador, é recolhido um
pouco da medula e o nosso organismo tem capacidade de formar novas
células. Elas se auto-renovam, então você está doando um pouquinho que
não vai fazer falta de maneira nenhuma”, destacou o pesquisador.
Cristóvão Porto explicou ainda que antes da doação, é
recolhida uma amostra da medula do candidato, que fica em um banco coordenado
pelo Ministério da Saúde. Segundo ele, o banco conta atualmente com 250 mil
doadores cadastrados em todo o país. Na edição anterior da campanha, a Uerj
conseguiu cadastrar mais de 1.500 voluntários. Para participar da campanha é
preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e não ser usuário de drogas.
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