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30 de Agosto de 2006 - 18h20 - Última modificação em 30 de Agosto de 2006 - 18h20


Furlan abre feira industrial e destaca que Manaus não é mais lugar de comprar importado

Thaís Brianezi
Repórter da Agência Brasil

 
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Manaus - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, abriu hoje (30), em Manaus, a 3ª Feira Internacional da Amazônia (Fiam).

“Esta é uma oportunidade para os investidores conhecerem melhor o pólo industrial de Manaus, que tem cerca de 450 empresas. Pouca gente sabe, por exemplo, que os setores de eletroeletrônicos e de duas rodas já têm uma cadeia produtiva estruturada aqui”, afirmou Furlan.

“Estive em Manaus pela primeira vez há 33 anos, antes de me casar. Na época, as pessoas vinham para cá comprar produtos importados”, lembrou o ministro. Segundo ele, ainda hoje há pessoas que pedem um videocassete quando sabem de algum conhecido que está a caminho de Manaus. “Aconselho essa pessoa a ir ao varejo, porque atualmente as mercadorias produzidas aqui estão espalhadas pelo país inteiro”.

A superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávio Grosso, afirmou que a feira é “certamente o maior evento gerador de oportunidades de negócios já realizado na região”.

A 3ª Fiam vai até sábado (2). Participam 350 expositores, principalmente dos setores de eletroeletrônicos, bebidas, duas rodas, informática e relojoeiro. São as principais atividades industriais do pólo de Manaus, que tem 450 empresas e gera 100 mil empregos diretos e 400 mil indiretos.

“A feira é o retrato de que ainda não existe uma indústria de biotecnologia na Amazônia”, avaliou o secretário de tecnologia industrial do Ministério do Desenvolvimento, Jairo Klepacz. “Construir uma bioindústria é um processo muito longo, de pelo menos dez anos. É preciso começar da base, investindo em pesquisa, como estamos fazendo com a CBA [Centro de Biotecnologia da Amazônia]”.



 


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