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Rio de Janeiro - Uma portaria interministerial
oficializou hoje (30) ações conjuntas entre os ministérios da
Cultura e da Educação. O documento que cria a Câmara Interministerial
de Educação e Cultura foi assinado nesta quarta-feira, no Rio, pelos
ministros da Cultura e da Educação, Gilberto Gil e Fernando Haddad. A
pauta de trabalho entre os dois ministérios vem sendo construída há
dois anos, e várias ações integradas já foram realizadas, como, por
exemplo, a expansão das universidades utilizando prédios históricos
recuperados pelo projeto Monumenta, do Ministério da Cultura. Segundo
Fernando Haddad, a criação da câmara é resultado do esforço de dois
anos de aproximação entre as duas áreas. ”Há várias interfaces que
estão coroadas com essa portaria que reconhece a densidade do trabalho
feito pelas equipes e torna essa parceria permanente independentemente de
quem esteja ocupando os cargos de ministro”, disse ele. Na área do livro e da leitura, Haddad destacou o Programa Biblioteca na Escola e a criação do site domínio público (www.dominiopublico.gov.br),
que disponibiliza, pela internet, mais de 15 mil textos
gratuitos para a população. A página eletrônica foi desenvolvida pela Biblioteca
Nacional, vinculada ao Ministério da Cultura. Para
Gilberto Gil, as pastas da Cultura e da Educação “são irmãs”, e a Câmara
Interministerial vai institucionalizar a parceria em assuntos de
interesse comum. “Estamos fazendo com que governo tenha esse
entendimento com relação à interministerialidade permanente através de
conceitos, de programas, de ações, e de responsabilização conjuntas
desses ministérios por esses processos que lhes são afeitos”. Entre
os pontos de interesse entre Educação e Cultura estão a disseminação do
livro e da leitura, a presença da arte e da cultura no ensino formal,
(arte-educação na formação de professores, edição de mídias culturais
para as escolas, como livros, DVDs e internet), radiodifusão com
educação e cultura, (rede pública de televisão e novo padrão digital),
direitos autorais e acessibilidade à cultura (flexibilização da
propriedade intelectual para uso cultural e educativo, domínios
públicos), rede de instituições de pesquisa cultural, presença de
tradições locais na educação, políticas para a inclusão digital e
familiarização tecnológica. Durante
a solenidade, também foi instalado o Conselho Diretivo do Livro e da
Leitura, composto por membros dos dois ministérios, além de
representantes da área editorial, de autores de livros e de
especialistas em leitura. O
conselho vai coordenar o Programa Nacional do Livro e da Leitura, que
prevê mais de 100 ações para incentivar a leitura no país e
democratizar o acesso ao livro, incluindo desde a ampliação das visitas a bibliotecas públicas até isenções tributárias para reduzir o preço de
publicações no país. As decisões do conselho vão direcionar as ações do governo em relação a
bibliotecas, edição de livros (didáticos e não-didáticos) e iniciativas
para formar público leitor nas escolas brasileiras.
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