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31 de Agosto de 2006 - 20h15 - Última modificação em 31 de Agosto de 2006 - 20h15


Para economista da Firjan, segundo semestre trará maior crescimento do PIB

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A economista-chefe da Firjan (Federação das Insdústrias do Estado do Rio de Janeiro), Luciana de Sá, afirmou hoje (31) que para o segundo semestre a expectativa é de que o PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas no país) cresça mais do que os 2,2% no acumulado dos seis primeiros meses do ano. A partir de agora, acrescentou, a economia brasileira começará a sentir os efeitos da redução na taxa básica de juros, da retomada da renda real e da elevação do nível de emprego.

"Mas dificilmente o PIB fechará o ano próximo dos 4%. É mais provável que fique abaixo de 3,5%", disse. E comentou que a decisão de reduzir em 0,5 ponto percentual a taxa de juros confirmou a avaliação positiva que vem sendo feita da economia brasileira, com um quadro "extremamente positivo" para as taxas de inflação, tanto para o resto do ano, como para 2007. “As condições da economia respaldam uma decisão mais ousada, como essa. Mas é preciso lembrar que o nível ainda está bastante elevado”, disse.

Para Luciana de Sá, o governo precisa atuar mais incisivamente nos fatores que ainda impedem uma queda mais expressiva na taxa de juros. “O que temos visto é que o governo vem fazendo exatamente o contrário. Nós temos um nível de endividamento elevado e, do ponto de vista dos gastos, isso poderá causar um impacto muito forte sobre o superávit fiscal: a conseqüência será a elevação ainda maior da carga tributária”, alertou.



 


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