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Brasília - Pela primeira vez em 20 anos, o Ministério dos Transportes está
elaborando com a sociedade um novo plano para a logística do setor no
país. O Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT) foi discutido hoje
(31), em Brasília, durante encontro com participantes de entidades privadas e
das Confederações Nacionais da Indústria (CNI), do Comércio (CNC), da
Agricultura (CNA), e dos Transportes (CNT).
De acordo com o secretário de Política Nacional de Transportes
do Ministério dos Trasnportes (MT), José Augusto Valente, o plano é um projeto
de investimentos para todas as esferas de governo e a iniciativa privada, um
conjunto de ações que inclui não apenas mudanças em infra-estrutura, mas também
na legislação do setor de transportes.
“Além da necessidade de investimentos em infra-estrutura, vamos mostrar que alterações de leis, de resoluções de agência, de
procedimentos, de sistemas de informação, são necessárias para que tenhamos
uma logística que atenda melhor as necessidades de desenvolvimento do país,
desenvolvimento sustentável e redução de custo, de acidente".
Com isso, acrescentou, seria possível tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado
internacional, mais baratos no mercado interno. "E o transporte de passageiros
também se tornaria mais confortável, mais seguro”, afirmou Valente na abertura do
seminário.
Uma das necessidades apontadas por Valente é a mudança na matriz
de transporte de carga no país. Dados da CNT afirmam que o transporte rodoviário
é responsável por 61% da matriz de transporte do Brasil. Nos Estados Unidos, o
transporte rodoviário é responsável por apenas 22,7% da matriz.
“Temos que mudar exatamente na matriz de transporte de carga
esse peso que o rodoviário tem, porque ainda existe uma grande quantidade
de carga (grãos e soja, por exemplo) que é recomendável transportar por ferrovia e por hidrovia, e depois pelo marítimo". Na
parte interna ainda do país, essa carga ainda é transportada por caminhão, principalmente a soja. É uma coisa que precisa ser alterada para que o país tenha preços competitivos no mercado internacional, explicou.
O coordenador-geral do Plano Nacional de Logística de
Transportes, Marcelo Perreupato, defendeu a adoção de um modelo no qual
se possa fazer intervenções futuras na periodicidade desejada, um plano que não
esteja ligado a um determinado governo, mas a um projeto de estado.
“Há muita coisa que o Brasil pode fazer para aumentar a
produtividade de seus portos, aumentar a produtividade de seu material rodante
nas rodovias, aumentar a produtividade de seus caminhões", afirmou Perreupato. Para isso, afirmou, é preciso investir na introdução dos instrumentos que existem hoje na área de
comunicações e informações, para diminuir tempo de trânsito, o tempo de transbordo
nos terminais, de modo que, "com o pouco que temos, se consiga produzir mais”.
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