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Recife - Propostas para melhorar a educação de jovens e
adultos e reduzir os índices de analfabetismo no país serão debatidas, na
capital pernambucana, de hoje até sábado (2). O encontro é promovido pelo Fórum
EUA Brasil, composto por representantes dos 26 estados da Federação e do
Distrito Federal.
Participam do encontro, no campus da Universidade
Federal de Pernambuco, representantes dos Ministérios da Educação, do Trabalho
e do Desenvolvimento Agrário, além de professores, coordenadores estaduais e
municipais e ainda integrantes de instituições e organizações
não-governamentais.
Os trabalhos foram abertos ontem à noite, com a
participação de observadores de países da América Latina. Durante a solenidade
foi entregue a medalha Paulo Freire a cinco instituições que o Ministério da
Educação considera referência no ensino de jovens e adultos. Entre os premiados
estão o programa Santa Catarina Alfabetizada e o projeto SESC Ler no Amazonas.
De acordo com a gerente de Educação Básica da
Secretaria de Educação de Pernambuco, Fernanda Alencar, a idéia do encontro é
avaliar o que já foi feito e estruturar a produção de iniciativas pedagógicas
voltadas à melhoria do atendimento aos jovens e adultos que não tiveram acesso
à escola na idade certa.
Ela revelou que dados do último censo realizado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, indicam que dos 5,2
milhões de jovens de 15 a 24 anos, residentes em Pernambuco, 1,2 milhão
apresentam distorção idade/série.
“O programa, lançado em 1997, beneficiou somente
no estado 654 mil jovens e adultos, disponibilizando cursos que vão da
alfabetização até o ensino médio. A meta para este ano é atender a mais 110 mil
estudantes”, declarou.
A consultora, Marilza Regattieri, da Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), destacou que
ainda há muito o que ser feito para ampliar as ações de educação de jovens e
adultos.
”Houve um avanço significativo nos últimos anos,
mas ainda existem no Brasil 14 milhões de analfabetos absolutos e 30 milhões de
analfabetos funcionais, ou seja, aqueles que não concluíram os primeiros quatro
anos do ensino fundamental”, reconhecemos que o desafio é muito grande.
Em todo o país a iniciativa é financiada pelo programa
Fazendo Escola, do Ministério da Educação, mas conta também com investimentos
das secretarias estaduais de educação.
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