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Rio de Janeiro - O Brasil continua no topo do ranking de homicídios no mundo. Pelos cálculos
do sociólogo Gláucio Soares, pesquisador do Instituto Universitário de
Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), o número de mortes resultantes desse tipo
de crime já supera 50 mil por ano. Apesar da estatística da
violência, o sociólogo lembra que em algumas regiões do país foram adotadas
medidas que estão contribuindo para reduzir esses índices, como a lei seca.
No estado de São Paulo, por exemplo, 14 municípios implantaram a chamada Lei Seca há
cerca de dois anos, entre os quais Diadema, que em 1999 havia liderado o
ranking de homicídios no país. A lei determina o fechamento de bares de 23
horas às 6 da manhã do dia seguinte. As cidades que adotaram a medida passaram
por um mapeamento que revelou que os assassinatos aconteciam, geralmente, no
período da noite, entre sexta-feira e segunda-feira e próximo a bares.
Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apontou que, no ano
passado, 273 homicídios foram evitados em função da Lei Seca nos dois primeiros
anos da medida, só em Diadema. O número equivale a 11 vidas poupadas por mês.
“Os homicídios em São Paulo vem sendo reduzidos. Mesmo os meses em que houve a
série de ataques orquestrados pelo PCC não impediu que os homicídios fossem
menores do que foram há dois anos. Está dando certo”, afirmou o pesquisador do
IUPERJ, em entrevista ao programa Notícias da Manhã, da Rádio
Nacional.
Soares reafirmou que os autores de homicídios têm, normalmente, perfil muito
parecido com o das vitimas. Na maioria dos casos, são homens jovens de baixa
renda. O sociólogo defendeu a cooperação entre estados e municípios. “Não é
possível continuarem brigando, porque da solução desses problemas, depende a
vida de brasileiros. Não podemos colocar mesquinharias partidárias acima do
compromisso supremo e sublime de qualquer administrador que é com a vida dos
brasileiros. Esse é o compromisso maior, o resto é secundário”.
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