|
Porto Alegre - Emprego para 12 milhões de trabalhadores,
geração de renda nas pequenas propriedades e garantia de permanência
das famílias no setor rural são alguns dos resultados do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os dados
foram apresentados nesta semana pelo coordenador da Secretaria de
Financiamento Rural do Ministério de Desenvolvimento Agrário, João Luiz
Guadagnin, durante audiência pública sobre os 10 anos do programa. Ao
avaliar os avanços do Pronaf, Guadagnin disse que no ano
passado foram liberados R$ 6 bilhões, em todo o Brasil, para a
agricultura familiar. Segundo ele, o Rio Grande do Sul é o estado com
maior liberação de acesso às linhas de crédito junto ao programa.
“Antes da efetivação do Pronaf, o país jamais teve uma política aos
pequenos produtores”, afirmou o coordenador, destacando que hoje o
programa “foi assimilado pela sociedade e pela classe política que
defendem sua manutenção". Durante a audiência pública, realizada durante a Exposição
Internacional de Animais (Expointer) 2006, em Esteio, na região
metropolitana de Porto Alegre, o professor da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (UFRGS) Sérgio Schneider disse que o modelo de
agricultura e as questões de preservação ambiental precisam ser
avaliados. “Não se pode utilizar recursos públicos, oriundos do Fundo
de Amparo ao Trabalhador (FAT), para degradar ainda mais o meio
ambiente", afirmou. Segundo ele, além de fornecedor de crédito, o
Pronaf precisa ser responsável pelo desenvolvimento rural dos pequenos
agricultores.
|
|