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2 de Setembro de 2006 - 09h21 - Última modificação em 2 de Setembro de 2006 - 12h49


Em 10 anos, Pronaf criou 12 milhões de empregos, diz coordenador

Shirley Prestes
Repórter da Agência Brasil

 
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Porto Alegre - Emprego para 12 milhões de trabalhadores, geração de renda nas pequenas propriedades e garantia de permanência das famílias no setor rural são alguns dos resultados do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os dados foram apresentados nesta semana pelo coordenador da Secretaria de Financiamento Rural do Ministério de Desenvolvimento Agrário, João Luiz Guadagnin, durante audiência pública sobre os 10 anos do programa.

Ao avaliar os avanços do Pronaf, Guadagnin disse que no ano passado foram liberados R$ 6 bilhões, em todo o Brasil, para a agricultura familiar. Segundo ele, o Rio Grande do Sul é o estado com maior liberação de acesso às linhas de crédito junto ao programa. “Antes da efetivação do Pronaf, o país jamais teve uma política aos pequenos produtores”, afirmou o coordenador, destacando que hoje o programa “foi assimilado pela sociedade e pela classe política que defendem sua manutenção".

Durante a audiência pública, realizada durante a Exposição Internacional de Animais (Expointer) 2006, em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Sérgio Schneider disse que o modelo de agricultura e as questões de preservação ambiental precisam ser avaliados. “Não se pode utilizar recursos públicos, oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para degradar ainda mais o meio ambiente", afirmou. Segundo ele, além de fornecedor de crédito, o Pronaf precisa ser responsável pelo desenvolvimento rural dos pequenos agricultores.


 




 


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