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Porto Alegre - A Polícia Federal do Rio Grande do Sul informou que as 26
pessoas presas em Porto Alegre na manhã de hoje são integrantes do Primeiro Comando da
Capital (PCC). O grupo se preparava para assaltar as agências da Caixa
Econômica Federal e do Banco Estadual do Rio Grande do Sul (Banrisul),
localizadas na Praça da Alfândega, no centro da cidade.
O
superintendente disse que junto com os presos foram encontrados cerca de R$ 40
mil, “que seria dinheiro roubado Banco Central (BC), em Fortaleza, no dia 5 de
agosto de 2005”. O delegado responsável pelo caso acredita que o dinheiro
“estaria financiando as ações do PCC em todo o país, inclusive no Rio Grande do
Sul”.
Segundo
Mallmann, há cerca de dois meses, quatro integrantes da quadrilha começaram a
cavar um túnel em direção às agências centrais das duas entidades bancárias e
“a previsão deles era de que em dez dias chegariam aos cofres”.
Ele
disse que a PF, que acompanha a quadrilha desde que chegou a Porto Alegre, já
tinha elementos suficientes de que eles estavam escavando esse túnel para
roubar os cofres dos dois bancos. “Aos vizinhos, eles diziam que eram
pedreiros, para justificar os trabalhos constantes em um prédio desocupado que
pertence ao governo”.
O
delegado disse ainda, que o túnel construído era bem estruturado e os
criminosos tinham até cilindros de oxigênio para usar durante as escavações.
Mallmann explicou que a quadrilha tinha uma promessa de compra e venda edifício
construído pelo antigo Banco Nacional da Habitação (BNH). O prédio, repassado ao Ministério da Saúde, estava à venda e no início
do ano chegou a ser invadido por sem-teto. “Se eles tivessem só alugado, não
poderiam fazer modificações”, explicou o policial.
O
delegado destacou que a ação, que envolveu 100 policiais federais, foi
antecipada “para evitar danos ao patrimônio das instituições bancárias e que o
roubo fosse nesse final de semana”. Conforme o superintendente, a quadrilha
estava muito bem estruturada e a maioria dos presos são oriundos de São Paulo.
De acordo com a polícia, o dinheiro roubado em Porto Alegre seria utilizado no
financiamento do narcotráfico e de ações do PCC.
O
delegado José Francisco Mallmann, disse que agora a PF vai identificar “um a
um” os 26 presos “porque há indícios de que todos eles estão com documentos
falsos”. Ele também pretende descobrir como os bandidos entrariam nos cofres
sem disparar os alarmes. Ele informou que não tem indícios ainda sobre a
participação de funcionários dos bancos no crime.
Também
participam da operação da Polícia Federal, deflagrada na manhã de hoje em Porto
Alegre, agentes em São Paulo, onde estão sendo presas pessoas ligadas à facção
criminosa.
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