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Brasília - O Brasil tem 12% da água doce do mundo e grande parte deste manancial
está concentrado na região Norte, especialmente na Amazônia, onde a
produção de peixes vem crescendo a cada ano. Hoje, já são produzidas na
região 17 mil toneladas de pescados, especialmente tambaqui, matrinxã,
pirarucu. São 110 mil pescadores, responsáveis pela produção de 250 mil
toneladas de pescado, ou 25% da produção nacional, quantidade que pode
aumentar com o investimento na criação em cativeiro. Para
aumentar a renda dos trabalhadores locais, o governo federal decidiu
investir R$ 1,3 milhão em dez projetos de aqüicultura, que é o cultivo
de peixes em tanques. O anúncio foi feito neste fim de semana pelo
ministro da Secretaria Especial da Aqüicultura e Pesca, Altemir
Gregolin, que esteve em Manaus (AM) durante o Encontro de Negócios da
Aqüicultura da Amazônia. “A produção cultivada começa a avançar e
o objetivo é buscar grandes mercados aqui e no exterior. Os
projetos selecionados são em três áreas fundamentais: produção e
reprodução do pirarucu em laboratório, na área de peixes ornamentais e
o cultivo de jacarés, que é uma espécie em abundância na região”,
explicou o ministro. Segundo ele, a criação de peixes pode ser
uma alternativa de renda para o pescador ribeirinho, pois muitas
espécies estão se reduzindo na natureza. O ministro afirmou que o Banco
da Amazônia tem linhas de crédito para apoiar a aqüicultura, mas
lembrou que existem gargalos para a implementação da atividade na
região, como o custo da produção de rações, que ainda precisa ser
resolvido. Outra medida anunciada por Gregolin é o projeto de
monitoramento por satélite de embarcações com mais de 15 metros. “Dará
mais segurança para o pescador, que estará em contato permanente, e
será importante para o governo, pois significa termos um processo de
gestão da pesca de forma mais efetiva. Teremos, por exemplo, como
controlar as licenças que damos, verificando onde e o que estão
pescando”, explicou. De acordo com o ministro, o custo para o
pescador é apenas a instalação do equipamento na embarcação, no valor
de R$ 6 mil. Para tanto, os pescadores terão à disposição duas linhas
de crédito do Banco do Brasil a juros mais baixos.
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