| |
5 de Setembro de 2006 - 17h31 -
Última modificação
em 5 de Setembro de 2006 - 19h19
CMN aprova transferência de conta-salário sem custos para o trabalhador
Edla Lula
Repórter da Agência Brasil
|
|
|
Wilson Dias/ABr
| |
Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, após reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), anuncia a aprovação da conta-salário, que permitirá transferir valores entre bancos diferentes sem custos para o trabalhador.
|
Brasília - A
partir de 1º de janeiro, os trabalhadores poderão resgatar ou
mesmo transferir o dinheiro da conta-salário do banco escolhido pela
empresa em que trabalha para o banco de sua escolha, sem custos.
A medida, anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido
Mantega, foi uma das ações aprovadas em reunião extraordinária do Conselho
Monetário Nacional (CMN). As medidas têm, segundo o ministro, o objetivo de “promover a concorrência entre os bancos”.
Para
que a operação possa ser realizada, a conta-salário passa a ser
obrigatória quando a instituição financeira prestar serviço de
pagamento de folha salarial. Pelas regras atuais, a conta-salário é uma
prerrogativa do banco. O Conselho Monetário estabeleceu prazo até 31 de dezembro para que as
instituições financeiras possam adaptar seu sistema à nova regra.
"Estamos dando ao
trabalhador o direito de escolher o banco com que quer trabalhar. Ele vai poder
fazer isso sem pagar CPMF e sem pagar tarifas", adiantou o ministro da Fazenda à Radiobrás no dia 23 de agosto. Para Guido
Mantega, “o sujeito que se sentir atraído
pelas ofertas de outro banco vai poder sair”.
A idéia do ministro é que isso ajude a baixar a taxa de juros cobrada pelos bancos para empréstimos. "A competição leva à
redução da taxa de juros. O que queremos é que os bancos corram atrás do
cidadão e não que o cidadão fique pedindo favores para o banco. Queremos que
isso seja invertido", afirmou na ocasião da entrevista à Radiobrás.
Inicialmente, o anúncio das ações estava previsto para a reunião do CMN que ocorreu no último dia 29, mas a pauta foi
adiada para porque, segundo a assessoria de imprensa do Ministério
da Fazenda, “as medidas não ficaram prontas”.
|
|
|
LEIA MAIS SOBRE OS ASSUNTOS
|
|