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Rio de Janeiro - Especialistas
em Educação a Distância (EAD) defenderam hoje (6) a criação de um órgão
internacional para discutir e criar parâmetros globais de qualidade na
educação. A proposta foi apresentada
foi apresentada por John Tiffin, da Universidade Victoria, da Nova
Zelândia durante uma plenária sobre programas e políticas nacionais e
internacionais para a qualidade na EAD, na 22ª Conferência
Mundial de Educação Aberta e a Distância. Segundo
o pesquisador, caberia ao órgão internacional definir o que significa
qualidade em educação e os objetivos a serem atingidos com os processos
educacionais. Esse órgão seria também responsável pelo desenvolvimento
de políticas claras de avaliação para mensurar se os objetivos
educacionais estão sendo alcançados pelos alunos, seja qual for a forma
de aprendizado – presencial ou a distância, acrescentou Tiffin. A
definição de quais seriam os padrões de qualidade em educação a
distância e uma maneira de avaliá-los foram questões em destaque
durante os três dias de debates da conferência, aberta no último
domingo (3) no Rio de Janeiro. A
proposta de criação da instância normativa global de educação foi
apoiada por vários participantes do encontro, inclusive Maria Inês
Bastos, coordenadora no Brasil da área de comunicação e informação da
Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura
(Unesco). “A Unesco está disposta a apoiar esse esforço internacional,
e o Brasil poderia assumir a liderança na iniciativa”, afirmou Maria
Inês. Henrik Hansson, da Universidade
de Estocolmo, na Suécia, disse que esse órgão poderia contribuir para a
criação de um portal internacional que reunisse todos os cursos a
distância disponíveis no mundo e assim facilitar o acesso a eles. Hoje
as informações estão dispersas na internet e é preciso consultar país a
país, ou mesmo individualmente, cada instituição para localizar um
curso de interesse. Para o secretário
de Educação a Distância do Ministério da Educação, Ronaldo Mota, que
foi o mediador do debate, a cooperação internacional é fundamental na
área de educação, mas deve preservar os conceitos nacionais de cada
país. “O Brasil tem interesse em
participar de todos os comitês internacionais que envolvem a definição
de referências de qualidade. Nós estamos inseridos no mundo
globalizado, mas é uma inserção soberana. Cada país, não só o Brasil,
deve tomar sempre suas decisões do ponto de vista do seu sistema
educacional”, afirmou Ronaldo Mota.
Representantes
de 79 países participaram da 22ª Conferência Mundial de Educação Aberta
e a Distância, que será encerrada nesta tarde. O encontro reuniu mais
de 500 trabalhos científicos na área de Educação a Distância. A próxima conferência será realizada em junho de 2009 na Holanda.
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