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Curitiba - Cerca de 20% dos 829 candidatos inscritos no Paraná não atenderam à primeira convocação feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 6 de agosto, para prestar contas do total de recursos arrecadados e de quanto havia sido gasto em suas campanhas políticas. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná está ainda contabilizando os dados da segunda declaração, feita esta semana.
A coligação “Paraná Forte” (PMDB/PSC) do candidato à reeleição, governador Roberto Requião, arrecadou recursos de R$ 3,1 milhões e declarou hoje gastos de R$ 2,1 milhões. Mas, segundo o coordenador financeiro de Requião, Milton Buabssi, isso não significa recursos em caixa e sim pagamentos em aberto.
As novas determinações estabelecidas pela minirreforma eleitoral, segundo o coordenador, não trazem qualquer tipo de problemas para o partido, apenas aprimorou o processo. “Quem trabalha com seriedade não reclama de prestar contas em qualquer período”.
O segundo colocado nos gastos para a disputa ao governo do Paraná é o senador Osmar Dias (PDT). Ele já gastou R$ 1 milhão em sua campanha. Segundo o coordenador financeiro, vereador Jorge Bernardi, a coligação "O Paraná da Verdade" (PDT, PSB, PP, PTB, PTC, PRONA, PMN, PTN e PT do B) tem como princípio “só gastar depois de arrecadar”. O teto previsto de gastos para os dois turnos é de R$ 11 milhões, “portanto estamos sendo sensatos”, observou. Ele elogiou a minirreforma eleitoral, que, em sua opinião, só vai trazer maior transparência aos gastos eleitorais.
A coligação do candidato do PT, Flávio Arns, "Paraná Unido" (PT, PL, PCdoB, PRB, PHS, PAN) arrecadou até agora R$ 430 mil e declarou despesas da ordem de R$ 250 mil. Segundo o coordenador financeiro, Pedro Paulo, o teto de gastos da coligação é de R$ 4,9 milhões. O candidato da coligação “Voto Limpo”, Rubens Bueno (PPS) tem gastos bem menores se comparado com os principais adversários. Arrecadou recursos de R$ 108 mil e teve despesas da ordem de R$ 90,8 mil.
Na primeira prestação de contas apresentadas no mês de agosto ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), também o partido que mais arrecadou e também que mais teve despesa foi o do governador Roberto Requião. Foram arrecadados R$ 589 mil e gastos pouco mais de R$ 400 mil. O PDT , que tem como candidato Osmar Dias declarou R$ 270 mil arrecadados e R$ 190 em despesas.
Já o PPS de Rubens Bueno, prestou contas de uma arrecadação de R$ 45 mil e uma despesa de R$ 18 mil . Os petistas arrecadaram R$ 15 mil e gastaram R$ 14 mil.
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