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7 de Setembro de 2006 - 19h37 - Última modificação em 7 de Setembro de 2006 - 19h37


Desafio da educação a distância no país é chegar à escola formal, diz professor

Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O principal desafio da educação a distância no Brasil é fazê-la chegar à escola formal, já que uso de tecnologias que permitem esse tipo de ensino ainda é muito tímido nas instituições de ensino.

A avaliação é do professor da Universidade de Brasília (UnB) e vice-presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, Marcos Formiga.

Segundo ele, mais de 50% dos três milhões de alunos que estudam a distância no país são da educação corporativa. Em outras palavras, ele diz que, no ambiente empresarial, essa modalidade de ensino está sendo “largamente empregada”. Mas nas escolas, faculdades e universidades o “conservadorismo em relação ao uso dessas tecnologias é muito grande”.

Em entrevista esta semana à Agência Brasil, Formiga citou uma pesquisa sobre o uso do computador em universidades brasileiras. O estudo aponta que, embora os professores utilizem o equipamento no trabalho, não fazem uso do mesmo no ambiente de ensino, quando em contato com os alunos.

“É um problema cultural. Nas melhores escolas, a rede de computadores está disponível, mas o professor é pouco acostumado e treinado para usá-la na sala de aula”.

Na avaliação dele, as empresas podem ter um papel importante na disseminação da educação a distância no país. “Elas não têm preconceitos tecnológicos e têm recursos financeiros para montar e disponibilizar uma estrutura capaz de acessar a rede de fornecedores e clientes que compõem a essência da chamada educação coorporativa”. 



 


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