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6 de Setembro de 2006 - 18h13 - Última modificação em 6 de Setembro de 2006 - 18h13


Financiamento público reduziria conflito de interesse, defende pesquisador do Diap

Alessandra Bastos
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - “Ninguém chega ao Congresso sem estar inserido a algum segmento da sociedade”, defende Monteiro Neto (PTB-PE). “Isso é do jogo democrático. A pluralidade desses interesses é o que faz o processo do legislativo”, argumenta o deputado, um dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional segundo o levantamento “Os cabeças do Congresso Nacional”, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

A ligação entre profissão de origem e a atividade parlamentar também é considerada normal, por Antônio Augusto Queiroz, pesquisador do Diap, responsável há 21 anos pelo “Cabeças do Congresso”. Ele considera que, assim, o parlamentar teria mais autonomia em relação ao setor privado e, ao mesmo tempo, ficaria mais preso ao partido.

O pesquisador do Diap também considera que o financiamento público forçaria os candidatos a dependerem da legenda para bancar suas campanhas, o que aumentaria a fidelidade partidária.

Já Monteiro Neto acredita que não há conflito de interesses. “Tenho claramente uma presença no movimento empresarial, é evidente que tenho o apoio dos empresários”, diz. Mas considera que sua agenda “não é meramente corporativa”.

“Os projetos que defendemos interessam ao país, a melhorar o ambiente de negócios, desburocratizar, melhorar a vida dos agentes econômicos, definir regulações que estimulem os investimentos na área de infra-estrutura”, diz o parlamentar.

Presidente licenciado da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Monteiro participa “das negociações envolvendo temas de interesse da indústria, como a nova Lei de Falências e a própria reforma tributária”, segundo levantamento do Diap.



 


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