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Brasília - O Comitê de Política Monetária (Copom) considera que o preço
alto do petróleo no mercado internacional tem sido uma “fonte sistemática de
incerteza” nas cotações do produto, inclusive com reflexos de “tensões
geopolíticas”. Como conseqüência, “o cenário de preços domésticos da gasolina
inalterados vem se tornando progressivamente menos plausível”.
O Copom, no entanto, mantém a projeção de reajuste zero para
a gasolina no decorrer deste ano, mas sinaliza que a possibilidade de aumento
de preço existe e está cada vez mais forte, uma vez que os preços
internacionais do petróleo refletem na economia doméstica por meio de cadeias
produtivas como a petroquímica e pela deterioração nas expectativas de inflação
dos agentes econômicos.
De acordo com a ata da reunião que o Copom realizou na
semana passada, as simulações de correção para os preços internos da gasolina
ainda permitem que não haja correção. Nesse segmento de combustíveis, foi
mantida também a previsão de reajuste de apenas 0,1% no ano para os preços do
gás de bujão.
O BC manteve, ainda, as projeções de 2,7% para correção
anual dos preços de telefonia fixa e de menos 0,9% para eletricidade.
No cômputo geral, os preços administrados por contrato, ou
monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, educação, medicamentos,
água, saneamento, transporte urbano e outros) devem aumentar 4,4% em 2006, de
acordo com a avaliação prospectiva do Copom, que fica um pouco abaixo da
estimativa de 4,5% do boletim Focus, resultado de pesquisa semanal que o BC faz
com analistas de mercado sobre tendências dos principais indicadores da
economia.
Os preços administrados têm peso de quase um terço na
composição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como
parâmetro para a trajetória de metas do governo. Tradicionalmente, os preços
administrados têm sido corrigidos acima da inflação dos preços livres, e neste
ano estão tendo comportamento mais condizente com a meta de 4,50%, definida
pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
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