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Rio de Janeiro - A avaliação do cidadão americano de que o território dos Estados Unidos era invulnerável foi modificada após os atentados de 11 de setembro de 2001, quando foram destruídas as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e a sede do Departamento de Defesa (Pentágono), próximo a Washington, foi atingida. A avaliação é do professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Oswaldo Dehon.
“Talvez hoje o cidadão americano esteja prestando mais atenção no que ocorre na política internacional, no seu entorno, nas relações com os vizinhos”, completou o cientista político, em entrevista ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Na opinião de Dehon, muita coisa mudou na agenda governamental, principalmente na perspectiva de que a segurança internacional não é apenas algo relacionado a questões que ocorrem em outras partes do mundo. Diante da vulnerabilidade do território americano, acrescentou, foi reavaliada a necessidade de destinar mais recursos para a segurança interna desorganizar e desbaratar organizações que atuam dentro do país. Outra modificação apontada pelo professor é com relação ao controle de estrangeiros nos Estados Unidos, maior nos portos e aeroportos. "Há uma brutal mudança de política na relação com o México, a fronteira está sendo militarizada. E a construção de um muro é um ícone da maneira como a política foi alterada nos últimos cinco anos”, analisou. Segundo Dehon, ainda na área externa, os Estados Unidos têm prestado pouca atenção no hemisfério ocidental: “Se buscarmos informações sobre a política externa americana para toda a região, é frustrante a pouca quantidade de dados que demonstrem uma prioridade. Os americanos estão mais preocupados com os europeus e também com o Oriente Médio, além de casos críticos como, por exemplo, a Coréia do Norte, o Irã e o Iraque".
Por isso, explicou, as políticas de migração e de controle de fronteiras ganharam importância: “Não é apenas a situação dos mexicanos que tentam cruzar as fronteiras – os próprios brasileiros têm sofrido, além dos guatemaltecos, hondurenhos, salvadorenhos e tantos outros que tentam chegar aos Estados Unidos pelos estados fronteiriços com o México”.
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